Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Os juros de Portugal podem prosseguir o movimento descendente depois da alta de dois níveis no "rating" de Portugal por parte da Fitch. Lá fora é a reforma fiscal dos Estados Unidos que continuam a centrar atenções.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Nuno Carregueiro 18 de dezembro de 2017 às 07:30
Mercado reage a surpresa da Fitch

A decisão da Fitch em retirar o "rating" de Portugal do nível de "lixo" era já amplamente aguardada, daí que os juros da dívida pública tenham fixado novos mínimos de 2015 na sexta-feira, atingindo mesmo os níveis das obrigações italianas. Mas a agência de notação financeira surpreendeu pela positiva e elevou o "rating" de Portugal em dois níveis, para ‘BBB’, pelo que só esta segunda-feira os activos portugueses vão reflectir esta alteração. O foco estará nas obrigações do Tesouro, mas também na bolsa portuguesa, com destaque para o sector financeiro.



ERSE confirma descida dos preços da electricidade

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) confirmou na sexta-feira, já depois do fecho da sessão bolsista, que o preço da electricidade no mercado regulado vai recuar em 2018 pela primeira vez em 18 anos. A descida será de 0,2% para mais um milhão de famílias portuguesas, sendo que a contribuir para esta descida estão os 89,7 milhões de euros que o Governo pediu de volta à EDP e à Endesa e que permitem aliviar as tarifas de electricidade. As acções da REN, EDP e EDP Renováveis reagem esta segunda-feira em bolsa às novidades na regulação. 

Em comparação com a proposta preliminar apresentada pela ERSE em 13 de outubro, a versão final das tarifas de eletricidade para 2018 apresenta "ligeiras alterações" face à informação então difundida, considera a EDP em comunicado enviado à CMVM. Os proveitos regulados da EDP Distribuição foram revistos em baixa em 14 milhões de euros, para 1.062 milhões de euros, nas tarifas para 2018 face à proposta preliminar apresentada em 13 de outubro pelo regulador.


Pharol contro novo plano da Oi

Foi já depois do fecho da sessão de sexta-feira que a Pharol reagiu oficialmente ao novo plano de recuperação judicial da Oi, cujo conteúdo tem fustigado as acções da cotada portuguesa nas últimas sessões. Num comunicado à CMVM a empresa liderada por Palha da Silva diz que é contra a nova versão, por considerar que este "não apresenta equidade nos sacrifícios exigidos aos diversos participantes no processo" e que a Pharol é "particularmente desfavorecida". No âmbito do novo plano, os credores da Oi podem vir a ficar com 75% do capital da operadora de telecomunicações brasileira. As acções da Pharol fecharam em alta na sexta-feira, reduzindo as perdas na semana para cerca de 11%.

Versão final da reforma fiscal chega ao Senado

Está prevista para esta segunda-feira a discussão da versão final da reforma fiscal dos Estados Unidos no Senado. A votação poderá ocorrer já hoje, ou então na terça-feira, sendo que a votação na Câmara dos representantes será um dia depois. O objectivo, de acordo com a imprensa norte-americana, é que o presidente norte-americano, Donald Trump, tenha a versão final já consensualizada e aprovada pelo Congresso na sua secretária ainda esta semana. A principal alteração passa pela redução da taxa de IRC para 21%. Donald Trump diz que com a reforma fiscal o crescimento da economia pode chegar aos 4%, 5% ou até 6%. 

 

Inflação na Zona Euro

O dia será fraco na divulgação de dados económicos. Destaque apenas para a leitura final da inflação da Zona Euro relativa a Novembro. A estimativa preliminar divulgada pelo Eurostat apontava para um aumento do índice de preços no consumidor de 1,5%, ligeiramente acima do valor de Outubro (1,4%), mas abaixo do que os economistas estavam à espera (1,6%).




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