Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira teremos os dados da inflação em Portugal, relativos a Dezembro, bem como a divulgação dos relatos da última reunião do Banco Central Europeu. Os investidores continuam também especialmente atentos à evolução do kwanza, dólar e euro, bem como ao mercado petrolífero.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Negócios 11 de janeiro de 2018 às 07:30
Inflação de Dezembro em destaque por cá

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga os índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços em Novembro, bem como o índice de preços no consumidor relativo a Dezembro e as perspectivas de exportação de bens em 2018.

Na Zona Euro estará em evidência a produção industrial de Novembro [anterior: 0,2%; estimativa: 0,6%].

Nos Estados Unidos, teremos os dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego na semana passada [anterior: 250 mil], bem como o índice de preços no produtor em Dezembro [anterior: 0,4%; estimativa: 0,2%].



BCE divulga relatos da última reunião

Esta quinta-feira, as atenções dos investidores voltam-se para temas de política monetária. O Banco Central Europeu (BCE) divulga os relatos da última reunião, realizada a 14 de Dezembro.

Nesse encontro, em que decidiu manter a taxa de juro de referência inalterada, a autoridade monetária anunciou uma revisão em alta do crescimento na Zona Euro e revelou também estar mais optimista para a inflação. Contudo, apesar de estar mais confiante de que esta atingirá a meta de 2%, o presidente da instituição avisou que faltam sinais convincentes de recuperação. E, nesse sentido, revelou que um amplo estímulo monetário continua a ser necessário. 



Subida dos juros da Alemanha leva spread de Portugal para novos mínimos

O anúncio de corte de estímulos por parte do Japão, que está a elevar a especulação em relação a outros bancos centrais, e o possível corte de compra de dívida dos EUA por parte da China estiveram a provocar subidas dos juros americanos, que estão em máximos de quase sete anos, bem como da Alemanha.

Os juros da dívida alemã a 10 anos seguiam ontem ao final da tarde a subir 7,6 pontos base para 0,541%. Este desempenho fez com que o prémio de risco da dívida portuguesa diminuísse para cerca de 130 pontos base, o que correspondeu ao valor mais baixo desde Março de 2015, apesar de a dívida nacional estar a subir. Os juros portugueses registavam ao final do dia uma subida de 0,5 pontos base para 1,868%.


Mercado cambial de olhos postos no kwanza

O Banco Nacional de Angola (BNA) deixou o kwanza flutuar no mercado, o que ditou uma queda de mais de 10% no valor da moeda angolana face ao dólar e ao euro, mas os analistas estimam que têm de ocorrer novas quedas. O banco central angolano determinou o fim da ligação ao dólar, que estava em vigor desde 2016, permitindo ao kwanza negociar livremente, sem ser estabelecido qualquer valor de câmbio. O governador do banco, José de Lima Massano, revelou que será criada uma banda de flutuação e que "se esta não for ultrapassada, não haverá intervenção".


Ainda no mercado cambial, a notícia de que a dívida norte-americana está a perder atractividade para Pequim penalizou ontem a divisa dos Estados Unidos face às principais congéneres mundiais. O índice que mede a evolução do dólar face a um conjunto de moedas descia 0,32% ao final do dia, depois de três sessões consecutivas de ganhos.

 


Petróleo em máximos de mais de três anos

O petróleo tocou ontem no valor mais elevado desde Dezembro de 2014, em Nova Iorque, apesar de ter sido divulgado que as reservas de crude desceram menos do que o esperado.

De acordo com os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, os inventários de crude diminuíram em 4,95 milhões de barris, abaixo da descida de 11,2 milhões de barris apontada na terça-feira pelo Instituto do Petróleo Americano. Os dados não travaram a forte subida dos preços do petróleo que, em Londres, renovaram máximos de Maio de 2015.