Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira os investidores estarão especialmente atentos aos resultados da CGD, CaixaBank e Deutsche Bank. Também os dados do desemprego nos Estados Unidos e a evolução dos preços do petróleo vão estar no radar dos mercados.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro Nuno Carregueiro 02 de fevereiro de 2018 às 07:30
Resultados da CGD, CaixaBank e Deutsche Bank em destaque

Hoje, na Europa, a banca está em destaque na apresentação de contas. Serão divulgados os resultados da Caixa Geral de Depósitos, do espanhol CaixaBank (que detém o BPI) e do alemão Deutsche Bank.

Nos EUA, o destaque continua nas tecnologias, depois de ontem terem sido divulgadas as contas trimestrais (e anuais) da Apple, Amazon e Alphabet (casa-mãe da Google). As tecnológicas reportaram os seus resultados após o fecho das bolsas norte-americanas, pelo que Wall Street, em especial o índice tecnológico Nasdaq, estará hoje a reagir aos números que foram apresentados.


 

BCP volta a cair. BPI sobe a sua avaliação mas corta recomendação

O BCP voltou ontem a ser a cotada que mais penalizou o desempenho do PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado perdeu 3,69% para 0,3102 euros (maior queda desde 11 de Setembro do ano passado), numa altura em que continua a ajustar face aos fortes ganhos acumulados nas primeiras semanas de 2018. 

Esta queda aconteceu no mesmo dia em que o BPI subiu a avaliação das acções do BCP, com o novo preço-alvo a incorporar um potencial de valorização de 8%. No entanto, a recomendação para as acções do BCP foi revista em baixa, de "comprar" para "underperform", dado verificar-se um limitado potencial de subida.


 

Desemprego nos EUA em mínimos de 17 anos

A taxa de desemprego nos EUA deverá ter permanecido em mínimos de quase 17 anos, nos 4,1%, em Janeiro. A maior economia do mundo deverá dar sinais de que o mercado laboral continua a recuperar, com o número de novos postos de trabalho a aumentar no primeiro mês do ano.

Na Europa, o destaque vai para os dados da inflação em Itália relativos ao mês de Janeiro.


No domínio empresarial, hoje será a vez de o Deutsche Bank reportar as suas contas de 2017.


 

Bolsas europeias agravam quedas com subida dos juros

As principais praças bolsistas europeias transaccionaram em queda pela quarta sessão consecutiva. Esta quinta-feira, 1 de Fevereiro, o índice de referência europeu Stoxx 600 negociou mesmo em mínimos de 4 de Janeiro, terminando o dia a resvalar 0,49% para 393,52 pontos.

Na Europa foi o índice alemão DAX a liderar as perdas, ao recuar perto de 1,5% numa altura em que voltam a aumentar as dúvidas sobre as possibilidades de sucesso da reedição da grande coligação. A justificar as quedas verificadas na Europa está a perspectiva de que a subida da inflação continuará a provocar aumentos nos juros das obrigações de dívida, o que, por sua vez, está a contagiar os mercados accionistas.


 

Goldman: Ambiente para investir em matérias-primas é o melhor desde 2008

O actual ciclo de valorizações nas matérias-primas tem pernas para andar, já que o mercado apresenta actualmente as condições mais favoráveis desde, pelo menos, 2008. A opinião é do Goldman Sachs, que num "research" publicado esta quinta-feira recomenda aos clientes a aposta em "commodities" como o cobre, carvão e minério de ferro. Os analistas do Goldman Sachs argumentam que esta perspectiva optimista para as matérias-primas deriva de vários factores, como a produção em níveis recorde nas fábricas europeias, condições financeiras mais favoráveis do que nunca nos Estados Unidos e forte procura nos mercados emergentes.

O Goldman também tem perspectivas optimistas para o petróleo, que ontem regressou aos ganhos. O banco de investimento vê a cotação do Brent nos 75 dólares no espaço de três meses e nos 82,50 dólares em seis meses, bem acima dos 62 dólares estimados anteriormente. "O reequilíbrio do mercado petrolífero deverá ser alcançado seis meses mais depressa do que esperávamos anteriormente", explicou o banco.


Ainda na energia, hoje a Baker Hughes – fornecedora norte-americana de serviços a campos petrolíferos – divulga o relatório semanal sobre o número de plataformas de petróleo e gás nos Estados Unidos. 

 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo 02.02.2018

Para encontrar casa contactando diretamente com os proprietários, sem imobiliárias pelo meio! WWW.CASADIRETO.PT