Investidor Privado 4 Formas de investir em matérias-primas

4 Formas de investir em matérias-primas

A aposta nas matérias-primas implica sempre correr riscos elevados. Os mais arriscados e complexos são os contratos futuros. Os fundos e ETF são opções mais "amigáveis".
4 Formas de investir em matérias-primas
Bruno Simão
Contratos de futuros sem receber os barris

As matérias-primas são negociadas no mercado através de contratos padronizados. Um desses contratos permite transaccionar o preço da "commodity" para entrega no futuro, sem ter de a receber fisicamente no final do prazo. Os chamados contratos de futuros são normalmente transaccionados por investidores institucionais, como fundos ou empresas que necessitam das matérias-primas na sua actividade e usam estes instrumentos para fazer a cobertura do risco das variações de preço. Mas um investidor normal também o pode fazer, através de um banco ou corretora. O risco é muito elevado, uma vez que através destes contratos o investimento é alavancado. Isto é, a exposição real do investidor é muito superior ao montante aplicado. O que possibilita ganhos avultados em pouco tempo, mas também perdas vertiginosas. É, por isso, uma opção reservada a quem tenha conhecimentos avançados. Os contratos são normalmente denominados em dólares, pelo que existe risco cambial.


Fundos que seguem as matérias-primas

Em vez de investir directamente, os investidores podem optar por fundos cotados em bolsa que replicam o desempenho dos contratos de matérias-primas. São os chamados Exchange Traded Funds (ETF). A gestão é totalmente passiva, pelo que a expectativa de quem compra será sempre a de obter um retorno colado ao índice, seja ele um cabaz de matérias-primas, uma "commodity" em particular ou um sector. Os ETF são negociados em bolsa e compram-se e vendem-se através de um banco ou corretora. Um dos pontos a favor deste instrumento prende-se com o facto de as comissões anuais de gestão serem mais baratas do que nos fundos tradicionais. Os ETF permitem investir na queda ou subida, com ou sem alavancagem.

3
Biliões
A indústria de ETF já gere mais de três biliões de dólares em activos.


Apostar nos sectores ligados às "commodities"

A valorização das matérias-primas costuma beneficiar as empresas que se dedicam à sua extracção. Para tirar partido dessa tendência o ideal é investir em acções do sector, sejam petrolíferas, mineiras, produtoras de bens agrícolas ou até empresas que prestam serviços a todas estas. O investidor pode sempre investir directamente ou através de fundos, confiando a gestão do seu investimento a especialistas do sector, que avaliam o perfil de risco-recompensa das empresas. A opção por um fundo vale a pena se considerar que o gestor pode conseguir um retorno melhor do que o mercado. Daí que a escolha do melhor produto seja determinante. A Morningstar dá uma ajuda com um sistema de "ratings" que vão de uma a cinco estrelas. O Meridian Global Energy Fund tem quatro estrelas e um rendibilidade de 33% nos últimos 12 meses. O Vontobel Fund Future Resources, de cinco estrelas, rende 30%. Mas não se esqueça que rendibilidades passadas não garantem rendibilidades futuras.


Bancos sugerem certificados

Tratando-se de valores mobiliários emitidos pelos bancos, os certificados procuram replicar o desempenho de um índice que tenha um determinado activo (neste caso, uma matéria-prima) como subjacente. É um investimento de risco, uma vez que há a possibilidade de perda total do capital. Além disso, no certificado o investidor fica exposto ao risco de crédito do emitente, normalmente um banco. Ou seja, o contrato tem por base um empréstimo ao banco. Algumas instituições financeiras portuguesas disponibilizam este tipo de produto, para várias matérias-primas. Os certificados têm a vantagem de, por regra, oferecerem cobertura cambial. Quem investe não corre o risco de ser penalizado pelas oscilações das moedas.

98,3%
Retorno
O certificado BCP Basis Resources quase duplicou a cotação em 12 meses.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 13.02.2017

cfd pá.

Anónimo 13.02.2017

I'm in !

pub