Investidor Privado A semana dia-a-dia: dados económicos e nova regulação agitam início de ano

A semana dia-a-dia: dados económicos e nova regulação agitam início de ano

Depois das férias de Natal, muitos investidores regressam aos mercados. Mas, a primeira semana do ano será mais calma, marcada pela divulgação de dados económicos e pela nova regulação.
A semana dia-a-dia: dados económicos e nova regulação agitam início de ano
Patrícia Abreu 01 de janeiro de 2018 às 19:00
Terça-feira Rússia divulga produção de petróleo
Numa semana mais curta nos mercados, devido às comemorações de ano novo, a Rússia divulga os números relativos às exportações de petróleo. Este relatório permitirá perceber se o país continua comprometido com o acordo de cortes de produção e se está a cumprir as metas estipuladas neste entendimento entre os maiores produtores de petróleo do mundo.

Quarta-feira Fed reporta minutas da reunião de Dezembro

São conhecidas esta quarta feira as minutas da reunião da Reserva Federal de Dezembro. A autoridade monetária aumentou, neste encontro, a sua taxa de juro directora em 25 pontos base, tal como se antecipava. Esta foi a terceira subida da entidade em 2017, com os investidores a aguardarem agora novas indicações sobre mexidas futuras nos juros. A 3 de Fevereiro, Jerome Powell, assume a liderança da Fed.

Quarta-feira Entrada em vigor da nova directiva para os mercados
O início do novo ano é marcado pela entrada em vigor de um largo novo pacote legislativo para os mercados A nova directiva para os mercados financeiros, a DMIF II, chega esta quarta-feira. No entanto, há vários países, como é o caso de Portugal, em que a transposição da nova regulação está atrasada. Só este mês chegará à Assembleia da República o diploma que passa esse documento comunitário para a legislação nacional.
 

Quinta-feira Criação de emprego nos EUA
Esta semana serão divulgados importantes indicadores relativos à criação de emprego na economia norte-americana. O relatório da ADP deverá mostrar a evolução das contratações no último mês do ano, um dia antes de ser divulgada a taxa de desemprego e a média de horas trabalhadas no país. Os economistas consultados pela agência Bloomberg antecipam que o desemprego tenha permanecido estável em 4,1%, no final do ano.

Sexta-feira Discursos de membros da Fed agitam bolsas

Com o novo ano regressam os discursos de membros da Fed. James Bullard, presidente da Fed de S. Louis, é o primeiro a surgir num evento, esta quinta-feira. Já o final da semana será marcada por mais duas participações em diferentes eventos, nos EUA. O presidente da Fed de Filadélfia, Patrick Harker, fala no "outlook" económico da AEA, enquanto Loretta Mester, presidente da Fed de Cleveland participa num painel sobre política monetária.

Sexta-feira Inflação na Zona Euro em Dezembro
A taxa de inflação na Zona Euro deverá ter registado uma ligeira desaceleração no último mês do ano. De acordo com as estimativas da Bloomberg, o índice de preços no consumidor deverá ter-se fixado em 1,4% em Dezembro, abaixo dos 1,5% alcançados em Novembro.

Sexta-feira Mais encomendas à indústria nos EUA

A economia norte-americana deverá continuar a dar sinais de robustez. Depois de um ligeiro abrandamento em Outubro, as encomendas à indústria nos EUA deverão ter voltado a aumentar em Novembro. Na Zona Euro serão também divulgados alguns indicadores económicos, com destaque para o índice PMI para o retalho da Markit.



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mais votado Alerta ao setor financeiro: haja vergonha e rigor 01.01.2018

Parece que na prática até não é absolutamente necessária em múltiplos aspetos a transposição da nova regulação DMFIFF II para a legislação nacional.
Isto para que ela se torne desde já obrigatória.
Mas não deixa de ter vergonhoso efeito na imagem do País, atrasos como o registado, face a exigências que há muito se sabia virem aí.
Acresce o desprestígio político para instituições que devem ser respeitadas como a Assembleia da República e o Governo, dando a ideia de meros verbos de encher tão só necessários para o “Ámen” a um facto consumado.
Não se deve subestimar que o funcionamento de um sector de particular sensibilidade como o financeiro, obriga a especiais preocupações, com práticas assentes no rigor e no combate ao desleixo.
E, mesmo antes da reforma da supervisão, seria tal uma primeira e prioritária frente de actuação à reacção de maior exigência que se esperaria haver a casos como o do BES, do Banif, da CGD, do Montepio, do BPN e do BPP, para ficarmos por aqui.

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Alerta ao setor financeiro: haja vergonha e rigor 01.01.2018

Parece que na prática até não é absolutamente necessária em múltiplos aspetos a transposição da nova regulação DMFIFF II para a legislação nacional.
Isto para que ela se torne desde já obrigatória.
Mas não deixa de ter vergonhoso efeito na imagem do País, atrasos como o registado, face a exigências que há muito se sabia virem aí.
Acresce o desprestígio político para instituições que devem ser respeitadas como a Assembleia da República e o Governo, dando a ideia de meros verbos de encher tão só necessários para o “Ámen” a um facto consumado.
Não se deve subestimar que o funcionamento de um sector de particular sensibilidade como o financeiro, obriga a especiais preocupações, com práticas assentes no rigor e no combate ao desleixo.
E, mesmo antes da reforma da supervisão, seria tal uma primeira e prioritária frente de actuação à reacção de maior exigência que se esperaria haver a casos como o do BES, do Banif, da CGD, do Montepio, do BPN e do BPP, para ficarmos por aqui.

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