Investidor Privado A semana dia-a-dia: Os resultados da Galp e da Apple, a OPA à Renováveis e a inflação na Zona Euro

A semana dia-a-dia: Os resultados da Galp e da Apple, a OPA à Renováveis e a inflação na Zona Euro

No PSI-20 serão conhecidas as contas da Galp, CTT e Corticeira Amorim. No mercado nacional o foco estará também no desfecho da OPA da EDP à EDP Renováveis. Em relação aos dados económicos, as atenções estarão no PIB e na inflação da Zona Euro.
A semana dia-a-dia: Os resultados da Galp e da Apple, a OPA à Renováveis e a inflação na Zona Euro
Rui Barroso 30 de julho de 2017 às 18:55
Segunda-feira A inflação na Zona Euro e nova ronda de resultados na bolsa
São divulgados os dados da inflação na Zona Euro relativos a Julho, indicador que será analisado para aferir se a evolução dos preços é consistente com uma perspectiva de retirada dos estímulos do BCE. Os analistas do RBC Capital Markets estimam que em Julho, a taxa de inflação tenha ficado estável em 1,3%, apesar de advertirem que essa estimativa tem alguma incerteza.

Além da evolução da inflação, na agenda dos investidores estão ainda os resultados empresariais. No PSI-20 é a vez da Galp e dos CTT mostrarem ao mercado os números do primeiro semestre. Isto depois de uma semana intensa de divulgação de resultados Nas bolsas internacionais, os resultados do HSBC, da Heineken, da Panasonic e da Sanofi estarão sob o foco dos investidores.

Terça-feira O PIB da Zona Euro, o andamento da economia dos EUA e os números da Apple

Os últimos indicadores divulgados na Zona Euro apontam para uma recuperação da actividade económica que podem traduzir-se numa leitura positiva dos dados da estimativa rápida do PIB do euro no segundo trimestre. As estimativas apontam para um crescimento em cadeia de 0,6% e, em termos homólogos, de 2,1%.

Nos EUA, o dia também servirá para medir o pulso ao andamento da economia. São divulgados os dados dos rendimentos e despesas dos consumidores, relativos a Junho, e também o índice ISM para o sector industrial, referente a Julho.

O dia será também intenso no que diz respeito aos resultados empresariais, com a Aplle a mostrar os números do último trimestre.

Quarta-feira O futuro de Michel Temer e resultados empresariais na agenda
A Câmara dos Deputados vai decidir se o presidente Michel Temer pode ser julgado pelo Supremo Tribunal, o que levaria à perda do seu mandato por um prazo máximo de 180 dias, no âmbito das acusações de corrupção passiva de que é alvo.

Nas bolsas, prossegue a época de apresentação de resultados. Na praça nacional a Corticeira Amorim mostra os resultados do primeiro semestre. E nas bolsas internacionais o foco estará nos números da Tesla, ING e Metlife.
 


Quinta-feira A OPA à Renováveis e a decisão do Banco de Inglaterra
Termina, às 15 horas, o prazo da Oferta Pública de Aquisição lançada pela EDP sobre a EDP Renováveis. A eléctrica oferece 6,75 euros por acção da eólica. Na semana passada, a eléctrica anunciou a decisão de manter a contrapartida. Os resultados da oferta são divulgados a 4 de Agosto, sexta-feira.

A expectativa mais usual no mercado é de que o Banco de Inglaterra mantenha a taxa de juro em 0,25%. Mas há analistas a observar que a decisão entre os responsáveis de política monetária do Reino Unido não será consensual, já que há elementos do banco central que defendem uma subida dos juros. A par das decisões de política monetária será divulgado o relatório da inflação e o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, irá explicar as decisões de política monetária em conferência de imprensa.

Sexta-feira Os dados do emprego nos EUA e os lucros da Berkshire Hathaway
Numa altura em que a Reserva Federal dos EUA se prepara para reduzir o balanço e pretende continuar o ciclo gradual da subida das taxas de juro, os dados do mercado de trabalho, como a taxa de desemprego e a evolução dos salários, estarão no centro da atenção dos investidores. Os números poderão deixar pistas sobre as próximas decisões da entidade liderada por Janet Yellen.

Já nas bolsas o foco continua nos resultados empresariais, especialmente na Berkshire Hathaway, liderada por Warren Buffett, e na construtora nipónica Toyota.




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