Mercados num minuto Abertura de mercados: Euro acima de 1,22 dólares atinge novo máximos de 3 anos

Abertura de mercados: Euro acima de 1,22 dólares atinge novo máximos de 3 anos

Numa altura em que as principais praças europeias estão a negociar em queda, o euro continua a ganhar terreno à divisa norte-americana e mantém-se em máximos de mais de três anos.
Abertura de mercados: Euro acima de 1,22 dólares atinge novo máximos de 3 anos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,27% para 5.608,35 pontos

Stoxx 600 cede 0,17% para 397,80 pontos

Nikkei valorizou 0,26% para 23.714,88 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,6 pontos base para 1,811%

Euro ganha 0,34% para 1,2244 dólares

Petróleo em Londres desce 0,2% para 69,73 dólares 

Bolsas europeias em queda

As principais praças europeias estão a negociar em terreno negativo, num dia em que poderá haver menos liquidez no mercado. As bolsas norte-americanas estão encerradas, uma vez que é celebrado nos EUA o dia de Martin Luther King.

Apesar desta semana ser mais curta nas bolsas da maior economia mundial, os próximos dias vão ficar marcados pela apresentação de resultados, sobretudo dos bancos americanos e também da Alcoa.

O PSI-20 lidera as quedas no Velho Continente, descendo 0,27%, seguido pelo francês CAC40, que recua 0,25%. O Stoxx 600 cede 0,17%.

Juros pouco alterados

Os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados no mercado secundário depois de na última quarta-feira o Tesouro português ter realizado uma emissão sindicada de dívida. Portugal arrecadou quatro mil milhões de euros através da venda de obrigações do Tesouro a dez anos.

Para esta semana (quarta-feira) está agendado um regresso ao mercado de dívida de curto prazo, com um leilão de bilhetes do Tesouro, em que Portugal vai tentar angariar entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.

A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si crescem 1,6 pontos base para 1,811%.

Os juros da Alemanha a dez anos, no mercado secundário, cedem 0,7pontos base para 0,574%. O prémio de risco da dívida portuguesa está nos 124,1 pontos, depois de na passada sexta-feira ter estado nos 122 pontos, o valor mais baixo desde o primeiro semestre de 2010.

Euro mantém-se em máximos de 2014

O euro está a subir contra o dólar, estando por esta altura a avançar 0,34% para 1,2244 dólares. Durante esta sessão, a moeda da Zona Euro já renovou máximos de Dezembro de 2014, ao negociar nos 1,2245 dólares, impulsionada pelas expectativas de que o BCE vá reduzir mais rapidamente o seu programa de estímulos monetários, depois de essa indicação ter sido deixada no encontro de Dezembro.

Na passada sexta-feira, Jens Weidmann, presidente do banco central alemão, apontou que os desenvolvimentos ao nível dos preços, presentes nas previsões do Banco Central Europeu, estão "em linha" com a definição de estabilidade dos preços da autoridade monetária. Weidmann adiantou ainda que "um fim mais célere das compras líquidas de activos, com uma data final claramente comunicada, seria justificada".

Estas palavras parecem confirmar notícias que surgiram na semana passada e que davam conta que a pressão dos chamados "falcões" ( onde se insere Jens Weidmann) do Banco Central Europeu estará a aumentar para que a autoridade monetária declare um fim definitivo do programa de compra de activo.

Petróleo perto de máximo de três anos

Os preços do petróleo estão em queda ligeira, corrigindo da subida de cerca de 5% que registaram na semana passada. Contudo a matéria-prima permanece perto de máximos de três anos, com o Brent em Londres a ceder 0,2% para 69,73 dólares e o WTI em Nova Iorque a cair 0,03% para 64,28 dólares. A impedir uma correcção mais acentuada nas cotações está o facto de o Iraque ter-se juntado ao grupo dos países produtores de petróleo que defendem a manutenção dos cortes na produção apesar da alta recente dos preços da matéria-prima.

 

Queda do dólar leva ouro para máximo de quatro meses

A desvalorização do dólar continua a impulsionar a cotação do ouro, que fixou um novo máximo de quatro meses no arranque da semana. O metal precioso está a subir 0,5% para 1.344,81 dólares, depois do índice do dólar (que mede a evolução da moeda norte-americana face às principais divisas mundiais) ter atingido um mínimo desde Setembro. A penalizar o dólar estão os receios sobre um "shutdown" (paralisação dos serviços federais por falta de orçamento) nos Estados Unidos, que estão levar os investidores a refugiarem-se no ouro. 




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