Mercados num minuto Abertura de mercados: Euro em máximos de três anos depois de acordo na Alemanha

Abertura de mercados: Euro em máximos de três anos depois de acordo na Alemanha

A moeda da Zona Euro já tocou no valor mais elevado desde Dezembro de 2014 numa altura em que há um acordo de princípio na Alemanha, entre o partido liderado pela chanceler Merkel e pelo partido Martin Schulz, para a formação de governo.
Abertura de mercados: Euro em máximos de três anos depois de acordo na Alemanha
Bloomberg
Ana Laranjeiro 12 de janeiro de 2018 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,26% para 5.629,63pontos

Stoxx 600 cede 0,02% para 397,18 pontos

Nikkei desvalorizou 0,24% para 23.653,82 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos deslizam 1,6 pontos base para 1,809%

Euro ganha 0,75% para 1,2122 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,03% para 69,28 dólares

Bolsas sem tendência definida

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida, pouco depois de ser conhecido que há um acordo de princípio para a formação de governo. A CDU, de Angela Merkel, e o SDP, de Martin Schulz, chegaram a um acordo de princípio, depois de terem estado em negociações toda a noite, revelam as agências de informação internacionais.

Este acordo abre caminho para que se forme uma coligação de Governo que ponha fim a mais de três meses de impasse político, depois das eleições de Setembro não terem dados maioria a nenhum partido. Este acordo de princípio deverá assim abrir caminho para que as negociações mais detalhadas para a formação do governo prossigam.

O principal índice italiano lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,41%, seguido pelo DAX alemão, que cresce 0,13%. O Stoxx 600 cede 0,02%. Em Lisboa, o PSI-20 recua 0,26%, penalizado nomeadamente pelos CTT, que desvalorizam 4,16%, e pela Corticeira Amorim, que recua 2,59%.

Juros em queda ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda ligeira no mercado secundário. A dez anos, as "yields" nacionais perdem 1,6 pontos base para 1,809%. Os juros exigidos pelos investidores seguem assim a trajectória já registada na última sessão, em que os investires estiveram a digerir o resultado da emissão de dívida sindicada realizada pelo Tesouro, em que Portugal arrecadou quatro mil milhões de euros em obrigações a dez anos. Uma operação que registou uma elevada procura.

Além disso, ontem o Banco Central Europeu admitiu no encontro de Dezembro que poderá acelerar a retirada de estímulos à economia, de acordo com os relatos da última reunião. Já tinha sido noticiado que a pressão dos "falcões" do BCE para colocar um ponto final ao programa de estímulos estava a subir.

Os juros da Alemanha a dez anos sobem 0,5 pontos base para 0,587%. O prémio de risco está esta sexta-feira nos 122,6 pontos, mantendo-se em níveis de 2010.

Euro em máximos de três anos

A moeda da Zona Euro está, por esta altura, a acentuar os ganhos registados ao início da manhã, tendo já tocado em máximos de três anos.

O euro sobe 0,75% para 1,2122 dólares, tendo já negociado nos 1,2129 dólares, o que corresponde ao valor mais alto desde o final de Dezembro de 2014. A moeda deverá estar a ser animada pelas notícias sobre a formação de governo na Alemanha, o principal motor económico na área do euro.

Depois de meses de impasse, a formação de governo está mais próxima, com a CDU de Merkel e o SPD de Schulz, a alcançarem um acordo de princípio para liderarem os destinos da Alemanha num novo mandato.

Petróleo alivia dos ganhos recentes

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, apesar da queda dos inventários nos Estados Unidos. O West Texas Intermediate desce 0,41% para 63,54 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte sobe 0,03% para 69,28 dólares por barril, depois de ontem ter superado a fasquia dos 70 dólares.

Foi noticiado esta sexta-feira que a China tornou-se, em termos anuais, em 2017, a maior importadora de petróleo do mundo. Um apetite por matérias-primas que não se restringiu apenas ao ouro negro.

Ouro em alta com queda do dólar

O metal amarelo está em alta, aproximando-se da maior série de ganhos semanais em nove meses, beneficiando da desvalorização do dólar face a outras divisas mundiais, como é o caso do euro. O ouro, para entrega imediata, sobe 0,50% para 1.329,02 dólares por onça.




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comentários mais recentes
Anónimo 12.01.2018

Hoje em dia a UE já faz transferências e concede ajudas e financiamentos aos Estados-Membros menos ricos e desenvolvidos. No futuro, com uma UE federal com um orçamento maior e mais competências políticas a nível federal, mais direitos (como mais transferências para os Estados e economias que têm menos, e mais e melhor cidadania europeia) implicarão ainda mais deveres (como reformas adequadas feitas na íntegra e de forma atempada) para cada Estado-Membro. Esses deveres, tantas vezes referidos por instituições como a Comissão Europeia, o FMI e a OCDE de forma quase informal e geralmente inconsequente, hoje em dia não são cumpridos. Com uma UE federal existirão meios e ferramentas para que as reformas, os deveres, avancem no seu tempo e Estados-Membros como Portugal e a Grécia não se desleixem e atrasem tanto por força dos seus políticos eleitoralistas mais irresponsáveis, dos seus sindicalistas chantagistas mais fundamentalistas e dos seus banqueiros criminosos mais extorsionários.

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