Mercados num minuto Abertura dos mercados: Banca espanhola tomba, petróleo próximo de novos máximos

Abertura dos mercados: Banca espanhola tomba, petróleo próximo de novos máximos

As praças europeias apresentam tendência maioritariamente negativa, com o sector financeiro a marcar uma vez mais as negociações: em Espanha, o sector arrisca uma factura milionária devido a cláusulas consideradas ilegais.
Abertura dos mercados: Banca espanhola tomba, petróleo próximo de novos máximos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,24% para 4.646,74 pontos

Stoxx 600 desce 0,1% para 360,95 pontos

Nikkei desvalorizou 0,26% para 19.444,49 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,2 pontos base para 3,732%

Euro valoriza 0,1% para 1,039 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,67% para 55,72 dólares


Bolsas entre ganhos e perdas; Madrid lidera quedas arrastada pela banca

A praça portuguesa ainda viveu alguns minutos de recuperação, sustentada no BCP e no universo EDP, mas acabou por regressar a terreno de perdas na ordem dos 0,2%, penalizada pelos recuos do BCP, da Galp - apesar da alta no valor do barril -, Nos e CTT. Os ganhos da Pharol, EDP e EDP Renováveis atenuam ainda assim as quedas.

Depois de novo recorde em Wall Street – o Dow Jones continua a aproximar-se dos 20 mil pontos – e de um fecho misto nas praças asiáticas, os índices europeus vivem esta quarta-feira uma sessão entre ganhos e perdas ligeiras, com a banca de novo em evidência, em Itália e Espanha.

O índice do país vizinho, o IBEX35, é o que mais cai, 0,87%, penalizado pelos títulos da banca, depois de o Tribunal de Justiça da União Europeia ter decidido que os bancos têm de indemnizar a totalidade dos clientes pelas cláusulas abusivas implementadas nos créditos à habitação. Só Frankfurt e Londres escapam ao vermelho.

 

Juros em queda ligeira na Europa

Os juros da dívida estão a descer na generalidade dos países europeus, naquele que é o último dia de compras do Banco Central Europeu no âmbito do programa de alívio quantitativo (QE), antes da pausa que se vai realizar a 22 de Dezembro.

Em Portugal, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 1,2 pontos base para 3,732%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o alívio é de 1,4 pontos para 1,323%. Já em Itália os juros da dívida a dez anos caem 1,9 pontos para 1,821% e na Alemanha descem 2,3 pontos para 0,246%. 

 

Euro recupera de duas sessões de quedas

Depois de a especulação em torno dos efeitos na inflação do programa de investimentos proposto pelo presidente eleito Donald Trump ter voltado a favorecer o dólar – tal como a perspectiva de uma aceleração do ritmo de aumento de juros nos EUA - e levado a moeda única europeia para mínimos de 14 anos, o euro recupera ligeiramente na sessão desta quarta-feira. Contudo, analistas citados pela Bloomberg acreditam que há espaço para mais ganhos nas próximas semanas, aumentando a probabilidade de paridade entre as moedas.

 

Queda de stocks leva petróleo para próximo de máximos de Julho de 2015

O preço do barril de crude negoceia em alta em Nova Iorque e em Londres, de novo próximo de níveis máximos de Julho de 2015, perante dados nos EUA que dão conta de uma queda nos inventários maior que o esperado na semana passada. Segundo um relatório da Administração de Informação da Energia, os stocks reduziram-se em 4,5 milhões de barris, contra os 2,5 milhões aguardados. Um efeito que se vem juntar aos acordos de limitação de produção assinados dentro e fora da OPEP, válidos a partir de 1 de Janeiro próximo.

 

Ouro próximo de mínimos de mais de dez meses

Depois de ter deslizado 0,5% na sessão de ontem, o metal precioso está em alta ligeira, ainda que a negociar próximo do valor mais baixo em mais de dez meses. O ouro sobe 0,14% para 1.133,99 dólares por onça, recuperando apenas parte das perdas registadas desde que o mercado começou a tomar como certa a subida dos juros por parte da Fed em Dezembro. Ao contrário do ouro, a prata desce 0,3% para 16,0505 dólares. 




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