Mercados num minuto Abertura dos Mercados: Bolsa de Lisboa escapa a ganhos europeus, juros em alta

Abertura dos Mercados: Bolsa de Lisboa escapa a ganhos europeus, juros em alta

A queda do BCP, da Pharol e das retalhistas afastam a praça portuguesa dos ganhos europeus sustentados nas cotadas mineiras. Os juros a 10 anos agravam ligeiramente na manhã em que Cristina Casalinho diz serem "historicamente normais" juros em torno de 4,2%.
Abertura dos Mercados: Bolsa de Lisboa escapa a ganhos europeus, juros em alta
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 recua 0,27% para 4.591,95 pontos

Stoxx 600 ganha 0,26% para 368,34 pontos

Nikkei valorizou 0,41% para 19.459,15 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos agravam 1,7 pontos base para 4,132%

Euro soma 0,07% para 1,0651 dólares

Petróleo em Londres cai 0,6% para 56,36 dólares por barril

 

Lisboa, com Pharol a afundar, destoa de Europa em alta 

Depois de ter estado a impulsionar os ganhos do início de sessão, chegando a disparar mais de 6%, os títulos da Pharol inverteram entretanto para terreno negativo e já estiveram a perder mais de 15%, depois de as últimas sessões positivas terem sido impulsionadas pela expectativa de um desfecho positivo da recuperação judicial da Oi, de que é principal accionista.

À quedas da Pharol juntaram-se também as perdas do BCP (superiores a 2%) e das retalhistas Sonae e Jerónimo Martins (menos de 0,5%) que levam o PSI-20 a terreno de perdas, em contraciclo com a Europa e depois de duas sessões positivas. Os avanços dos CTT (próximos de 1,5%), do universo EDP e da Corticeira Amorim travam maiores perdas em Lisboa. 

No Velho Continente as praças bolsistas acompanham a tendência positiva vinda das bolsas asiáticas na sessão desta segunda-feira, com a apreciação dos preços do cobre nos mercados a impulsionar a cotação das empresas do sector mineiro. No radar dos investidores estão, além das previsões de inverno da Comissão Europeia que serão conhecidas hoje, também dados de inflação da China, EUA, Alemanha e Reino Unido.

Juros mistos com Europa a agravar

Na manhã em que a presidente do IGCP, Cristina Casalinho, diz em entrevista que os juros em torno dos 4,2% são "historicamente normais", as taxas associadas à dívida de Portugal em mercado secundário agravam ligeiramente nas maturidades mais longas e aliviam nas mais curtas, no início de uma semana em que o país volta aos mercados para dois leilões de curto prazo.

Os juros a dez anos permanecem acima dos 4%, a subir 1,7 pontos base para os 4,132%, enquanto o prémio de risco (diferencial para os juros na mesma maturidade na dívida alemã) se mantém estável nos 379,76 pontos base.

Euro pouco alterado, iene cai depois do PIB

A nota verde soma valor em relação à maioria das suas principais dez contrapartes, depois da promessa de apresentação do plano fiscal de Donald Trump e de a reunião deste fim-de-semana com o primeiro-ministro japonês ter ficado marcada por ausência de críticas à política monetária daquele país. Contudo, a moeda japonesa transacciona em mínimos de duas semanas depois de o PIB nipónico ter saído, no último trimestre do ano, ligeiramente abaixo do esperado, penalizado por uma procura interna mais modesta.

A moeda única europeia transacciona pouco alterada no dia em que são conhecidas as previsões de inverno da Comissão Europeia para as economias da UE e em que o presidente do Banco de França estima custos anuais de 30 mil milhões de euros para os gauleses em caso de saída da zona euro.

Petróleo em queda depois de cortes da OPEP

A Agência Internacional de Energia revelou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) já alcançaram a fasquia dos 90% no que diz respeito ao corte da produção da matéria-prima. Além deste factor, a Agência apontou ainda que a procura tem vindo a crescer a um ritmo mais rápido que o esperado.

Ainda assim, por esta altura, os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desce 0,60% para 55,36 dólares por barril. O West Texas Intermediate perde 0,63% para 55,52 dólares por barril.

 

Cobre e níquel em alta

O preço do cobre continua em apreciação, numa altura em que permanece a greve de quatro dias na Escondida, a maior mina de cobre do mundo, gerida pela BHP Billiton. O fim-de-semana foi marcado por incidentes depois de um grupo de 300 pessoas ter entrado no local e ter obrigado algumas pessoas a sair. Por esta altura, o cobre para entrega em Março, avança 0,83% para 279,10 dólares.


Em alta está também o níquel. O maior produtor japonês desta matéria-prima avançou, citado pela Bloomberg, que o mercado do níquel está a aproximar-se de um novo défice anual, mesmo antes de serem contabilizadas as perdas no abastecimento provocadas pelo encerramento de minas nas Filipinas. O níquel, para entrega dentro de três meses, avançou 0,7% esta segunda-feira para 10.730 dólares por tonelada no London Metal Exchange, o que corresponde ao valor mais elevado desde 23 de Dezembro. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Anónimo Há 1 hora
E sonae afunda à boleia...pena que qdo as outas sobem ela não acompanhe a subida ! A bolsa é fraca mas a sonae consegue ser pior !

neves Há 2 semanas

mas isso e o normal da nossa bolsinha de mer-da.portugal so e bom a formar gatunos e corruptos

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