Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas animadas em dia de encontro da Fed. Sauditas alimentam petróleo

Abertura dos mercados: Bolsas animadas em dia de encontro da Fed. Sauditas alimentam petróleo

As principais bolsas europeias estão a negociar em alta nesta segunda sessão da semana. Os preços do petróleo estão também animados por valorizações, assim como o euro.
Abertura dos mercados: Bolsas animadas em dia de encontro da Fed. Sauditas alimentam petróleo
Ana Laranjeiro 25 de julho de 2017 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,19% para 5.273,88 pontos

Stoxx 600 ganha 0,31% para 380,39 pontos

Nikkei desvalorizou 0,10% para 19.955,20 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,8 pontos para 2,896%

Euro aprecia 0,13% para 1,1657 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,49% para 48,84 dólares o barril

Bolsas animadas

As principais bolsas europeias estão hoje a negociar em alta, aliviando assim das perdas recentes. A marcar o dia nos mercados está o regresso da Grécia aos mercados de dívida, mas também a época de resultados. Várias empresas continuam a apresentar as suas contas semestrais. Por cá - e fora do índice - o BPI é o único que apresenta os seus números.

Além disso, esta terça-feira começa o encontro de dois dias da Reserva Federal dos Estados Unidos para se pronunciar sobre a política monetária do banco central. No passado dia 14 de Junho a Fed decidiu avançar com uma nova subida de 25 pontos base nos juros, colocando a sua taxa de referência num intervalo entre 1% e 1,25%. Na reunião de 13 e 14 de Junho, os responsáveis do comité de política monetária da Fed não conseguiram chegar a acordo quanto à data em que devem começar a "encolher" o seu vasto balanço, indicaram as actas dessa reunião.


A liderar os ganhos no Velho Continente está Madrid e Paris, com os dois índices a avançarem 0,66%, seguidos por Londres, onde o Footsie sobe 0,55%. Em Lisboa, o PSI-20 aprecia 0,19%. O Stoxx 600, índice de referência, ganha 0,31%.
 

Juros continuam em queda

Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si continuam a aliviar no mercado secundário. A dez anos, as "yields" recuam 0,8 pontos para 2,896%. Na edição desta terça-feira, o Negócios avança que o Capital Group reforçou significativamente o investimento em obrigações portuguesas nos últimos meses. E é já uma das gestoras de activos internacionais com mais dinheiro aplicado em dívida nacional. Detém 580 milhões de euros.


Os juros da Alemanha a dez anos sobem 0,9 pontos base para 0,516%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 234,6 pontos.

Nota ainda para a dívida grega. A dez anos, os juros avançam 1,9 pontos base para 5,275%, numa altura em que a Grécia vai voltar a financiar-se nos mercados, aproveitando a queda recente das taxas de juro. Atenas tem em curso uma emissão de obrigações do tesouro a cinco anos, tendo contratado um sindicato bancário para esse efeito, segundo a Bloomberg. É a primeira emissão de médio e longo prazo desde 2014 e serve como um teste para o país começar a obter fontes de financiamento que lhe permitam sair do programa de assistência financeira, que termina em Agosto do próximo ano.

Euro em alta ligeira

A moeda da Zona Euro está a subir face ao dólar (avança 0,13% para 1,1657 dólares), numa dia em que Yves Mersch, do Banco Central Europeu, discursa em Singapura. O membro do BCE adianta que os riscos em torno das perspectivas de crescimento na Zona Euro poderão ser ascendentes.

Arábia Saudita dá ganhos ao petróleo

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão a subir, numa altura em que a Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo, prometeu reduzir ainda mais as suas exportações da matéria-prima, como vista a ajudar a combater o excedente de oferta que existe. Além disso, encorajou a que haja um maior compromisso com os cortes na oferta por parte dos outros produtores.

O West Texas Intermediate sobe 0,56% para 46,60 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, ganha 0,49% para 48,84 dólares por barril.

Ouro em queda ligeira

O ouro, para entrega imediata, desce 0,10% para 1.254,02 dólares por onça, numa altura em que os investidores aguardam pelo desfecho do encontro de dois dias da Fed.




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