Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas asiáticas atingem recorde e "shutdown" nos EUA penaliza dólar

Abertura dos mercados: Bolsas asiáticas atingem recorde e "shutdown" nos EUA penaliza dólar

A possibilidade dos serviços nos EUA ficarem sem financiamento ("shutdown") está a penalizar o dólar e a impulsionar o ouro. Nas bolsas asiáticas o dia foi de recordes.
Abertura dos mercados: Bolsas asiáticas atingem recorde e "shutdown" nos EUA penaliza dólar
Nuno Carregueiro Rita Faria 19 de janeiro de 2018 às 09:15

Os mercados em números

PSI-20 desvaloriza 0,22% para 5.659,12 pontos

Stoxx600 avança 0,04% para 398,90 pontos

Nikkei valorizou 0,19% para 23.808,06 pontos
"Yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos estável nos 2,02%

Euro sobe 0,32% para 1,2277 dólares

Petróleo recua 0,98% para 68,63 dólares por barril em Londres

Bolsas asiáticas atingem novos máximos

As bolsas europeias negoceiam sem tendência ainda definida, depois das praças asiáticas terem registado mais uma sessão positiva, influenciadas sobretudo pelos bons dados económicos da China.

 

A China viu o seu crescimento aumentar de 6,7%, em 2016, para 6,9%, no ano passado, quebrando assim um ciclo de seis anos consecutivos em que o crescimento da segunda maior economia do mundo abrandou. As bolsas chinesas atingiram máximos de dois anos e o índice MSCI Asia Pacific valorizou 0,4% para máximos históricos, concluindo já a sexta semana consecutiva de ganhos.

 

Na Europa a tendência é de alta ligeira, com o Stoxx600 a ganhar 0,04% para 398,90 pontos, preparando-se para concluir a terceira semana de ganhos. O PSI-20 desvaloriza 0,22% pressionado pela queda das acções do BCP, que viu o Deutsche Bank descer a recomendação das acções de "comprar" para "manter", bem como pela Galp Energia, que está a acompanhar a tendência de queda do petróleo.

 

Juros dos EUA em máximos de 2014

No mercado de dívida soberana destaca-se a alta dos juros das obrigações a 10 anos dos Estados Unidos, que atingiram um máximo de mais de três anos acima de 2,64% devido ao optimismo com a aceleração do crescimento económico na maior economia do mundo. A "yield" das "treasuries" acumula uma subida de mais de 60 pontos base desde os mínimos fixados em Setembro.

 

Na Europa a abertura do mercado está a ser pouco volátil, com a "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos a manter-se ligeiramente acima dos 2% (2,02%) e o juro das obrigações italianas também estável nos 1,98%. Com a "yield" das bunds a 10 anos a subir 2 pontos base para 0,59%, o "spread" da dívida portuguesa está a baixar para 143 pontos base.

 

Cenário de "shutdown" penaliza dólar 

O índice do dólar está a recuar 0,2% para mínimos de três anos, com os investidores a temerem que o Senado não aprove esta sexta-feira a legislação necessária para impedir a paralisação dos serviços públicos ("shutdown") nos Estados Unidos. A Câmara dos Representantes aprovou na noite desta quinta-feira a lei que permite que agências federais dos EUA possam continuar a ser financiadas depois das 23:59 de 19 de Janeiro. Falta agora a votação no Senado, sendo que os democratas alegam ter os votos suficientes para impedir a aprovação da lei.

 

Este receio com o possível "shutdown" nos Estados Unidos já a partir deste sábado estão a levar a moeda europeia a uma nova sessão de ganhos face à divisa norte-americana. O euro está a subir 0,32% para 1,2277 dólares, perto do máximo de três anos fixado nas últimas sessões.

 

Petróleo cai mais de 1% com subida da produção dos EUA 

O petróleo está a cair mais de 1% nos mercados internacionais, preparando-se para registar a primeira descida semanal desde meados de Dezembro. Isto depois de a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos ter revelado que a produção norte-americana aumentou em 258 mil barris por dia, na semana passada, para 9,75 milhões.

 

Estes dados acabaram por anular o efeito positivo dos números que mostraram que as reservas de crude no país caíram em 6,86 milhões de barris para o nível mais baixo desde Fevereiro de 2015. Os inventários diminuíram assim pela nona semana consecutiva e a um ritmo muito superior ao esperado pelos analistas.

 

A contribuir para a queda da matéria-prima está ainda o relatório mensal da OPEP - que também foi conhecido ontem – em que o cartel revê em alta as estimativas para o crescimento da oferta dos países fora do grupo em 2018.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 1,08% para 63,26 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,98% para 68,63 dólares.

 

Ouro sobe com receios em torno do "shutdown" nos EUA 

O metal amarelo está a negociar em alta, em contraciclo com o dólar, beneficiando dos receios em torno de um eventual "shutdown" do governo dos Estados Unidos. 

 

Apesar de a Câmara dos Representantes já ter aprovado a lei que permite que as agências federais dos EUA possam continuar a ser financiadas, falta o "sim" do Senado. E os democratas dizem ter os votos suficientes para impedir a sua aprovação.

 

Esta ameaça está a penalizar a divisa dos Estados Unidos e a favorecer o ouro, que ganha 0,77% para 1.337,22 dólares. Já a prata soma 0,94% para 17,1168 dólares.

 

 

 

  

 




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