Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas caem e juros portugueses aliviam antes de leilão

Abertura dos mercados: Bolsas caem e juros portugueses aliviam antes de leilão

As bolsas europeias negoceiam em queda esta quarta-feira, tal como o petróleo e a moeda única europeia, que desvaloriza pela terceira sessão. Os juros portugueses descem antes do primeiro leilão de Obrigações do Tesouro deste ano.
Abertura dos mercados: Bolsas caem e juros portugueses aliviam antes de leilão
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,13% para 4.557,20 pontos

Stoxx 600 ganha 0,26% para 363,69 pontos

Nikkei valorizou 0,51% para 19.007,60 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,7 pontos base para 4,192%

Euro recua 0,21% para 1,0661 dólares

Petróleo em Londres cai 0,44% para 54,81 dólares o barril

Banca leva Lisboa a perder pela terceira sessão

Os títulos do sector financeiro condicionam a praça portuguesa, que recua pela terceira sessão – o PSI-20 perde 0,13% - enquanto os pares do Velho Continente estão a inverter para perdas.

Por cá as quedas mais pronunciadas do índice cabem ao BPI e ao BCP. O banco liderado por Fernando Ulrich recua 2,76% para 1,093 euros, mas já esteve a tombar mais de 5% no dia em que serão conhecidos os resultados da OPA lançada pelo CaixaBank, que deverá ter ficado pelo menos com 75% da instituição portuguesa. Na véspera de as novas acções resultantes do aumento de capital começarem a transaccionar, o BCP cai 0,96% para 0,1555 euros.

Também em recuo está o universo EDP (a Renováveis cai mais de 1%) e a Galp – a acompanhar a descida dos preços do petróleo em Londres e Nova Iorque – enquanto o impulso da Pharol trava maiores recuos do PSI-20. A expectativa de um desfecho positivo para a recuperação judicial da Oi leva a accionista portuguesa a ganhos de 5,18% para 0,325 euros. Já os CTT, que hoje renovaram um mínimo intradiário de 4,9 euros, recuperam agora das cedências e avançam mais de 1%. As valorizações do sector retalhista também limitam as perdas de Lisboa.

No resto da Europa só os títulos que cotam em Paris (a única praça com valorizações) estão a manter o índice europeu Stoxx 600 com ganhos ligeiros. A Vinci sobe ali mais de 4% - depois de ontem ter apresentado uma subida de 16,2% nos lucros no ano passado -, enquanto na bolsa norueguesa a Storebrand está em máximos de nove anos depois de lucros que surpreenderam. A penalizar está a Maersk, que recua mais de 3% depois de resultados pior que o previsto.

 

Juros aliviam antes de leilão

As ‘yields’ associadas à negociação da dívida portuguesa transaccionam entre alívios e agravamentos, com o prazo a dez anos a ceder pela segunda sessão, mas ainda assim acima dos 4%. É a décima sessão consecutiva em que esta barreira é superada, no dia em que Portugal vai aos mercados para procurar levantar até 1.250 milhões de euros em leilões de obrigações a cinco e sete anos.

O prémio de risco da dívida portuguesa – diferença para os juros a dez anos das obrigações alemãs – alivia dos máximos de Fevereiro renovados ontem, cifrando-se nos 384,9 pontos base. Já os juros da dívida espanhola cede em todos os prazos.

Glenn Feben, da Henderson Global Investors, disse à Bloomberg que o mercado touro na transacção de obrigações, vigente nas últimas décadas, poderá estar no fim, com uma tendência provável de subida das ‘yields’.

  

Dólar sobe pela sexta sessão

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar pela sexta sessão consecutiva, a beneficiar das expectativas de uma subida mais acelerada dos juros nos Estados Unidos.

Isto numa altura em que o euro continua a ser penalizado pela incerteza política na Europa, especialmente em França, onde decorrerão eleições presidenciais em Abril e Maio. A moeda única europeia desce 0,21% para 1,0661 dólares, na terceira sessão consecutiva de perdas.

 

Crude em Nova Iorque acima dos 60 dólares

O petróleo está a negociar em queda pela terceira sessão consecutiva, devido à crescente especulação de que o aumento da produção nos Estados Unidos vai anular a redução da produção por parte dos membros da OPEP.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,82% para 51,74 dólares, enquanto em Londres o Brent recua 0,44% para 54,81 dólares.

 

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos vai revelar os dados sobre as reservas de crude norte-americanas que, segundo estimativas da Bloomberg, terão subido pela quinta semana consecutiva.

 

Ouro em máximos de Novembro

O metal precioso está a negociar no valor mais alto em quase três meses, numa altura em que as preocupações relacionadas com a política na Europa e as medidas que têm sido implementadas por Trump continuam a impulsionar a procura por activos de refúgio. Hoje, o tribunal de recurso de São Francisco deverá pronunciar-se sobre a suspensão imposta pelo juiz James Robart à ordem que impede a entrada temporária de imigrantes de sete países de maioria muçulmana. 

 

O ouro ganha 0,27% para 1.237,17 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 0,29% para 17,7605 dólares. 




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mais votado GabrielOrfaoGoncalves Há 2 semanas

Correcção de erro aritmético: 16 submarinos ou 16 pontes Vasco da Gama, e não 160, como, por lapso, referi.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Aliviaram porque estavam à rasca, foram ao WC. No entanto, com a nova emissão de dívida e
com juros mais altos já estão todos borrados.

Paula Há 2 semanas

A pressão é insustentável mas não rebenta. Assim está bem para todos. Um país com uma dívida impagável, que pede emprestado para pagar salários a militares que estão em casa a receber 100%, sem fazerem nada, é um país que é uma gigantesca m*erda. Qualquer partido é igualmente nojento.

GabrielOrfaoGoncalves Há 2 semanas

Em juros da dívida pública, Portugal paga anualmente 8 mil milhões de euros. Só em juros. É o equivalente a 160 submarinos como os que Paulo Portas mandou que se comprassem. Todos os anos. Ou o equivalente a 160 pontes Vasco da Gama. Todos os anos. Os portugueses não se aborrecem nem um milímetro. Até parece que o dinheiro que lhes foge das mãos para os credores internacionais não faz cá falta... Em média, são 800 euros por cada português. Todos os anos.

Anónimo Há 2 semanas

Digam mal do Trump, digam ! Eu digo mal , é da trampa dos líderes europeus ! Os américas estão sempre em alta, enquanto que as bolsas europeias fecham sempre na fossa ! E hoje continuam todas borradas à espera que abra o Dow Jones...ou sei lá de quê !

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