Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas coleccionam máximos. Petróleo acima dos 64 dólares

Abertura dos mercados: Bolsas coleccionam máximos. Petróleo acima dos 64 dólares

A sessão está a ser marcada por novos máximos nas bolsas e na cotação do petróleo, enquanto os juros seguem estáveis e o euro recua para mínimos de 16 semanas.
Abertura dos mercados: Bolsas coleccionam máximos. Petróleo acima dos 64 dólares
Reuters
Nuno Carregueiro 07 de novembro de 2017 às 09:32

Os mercados em números
PSI-20 ganha 0,51% para 5.376,93 pontos

Stoxx 600 Stoxx 600 soma 0,19% para 397,34 pontos

Nikkei valorizou 1,73% para 22.937,60 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,2 pontos para 2,024%

Euro cede 0,36% para 1,1568 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,48% para 64,58 dólares

 

Bolsas europeias a caminho de máximos de dois anos 

Os índices em Wall Street fecharam ontem em novos máximos históricos, com os investidores de olhos postos na maior OPA de sempre do sector tecnológico, com a Broadcom a oferecer 130 milhões de dólares pela Qualcomm. O optimismo prosseguiu já hoje nas bolsas asiáticas, numa sessão que também fica marcada por máximos: o Nikkei atingiu em Tóquio um recorde de mais de 25 anos, o australiano S&P/ASX 200 está perto de máximos de 10 anos e em Honk Kong o CSI300 fechou no valor mais elevado em dois anos. Em resultado, o MSCI Asia-Pacifico atingiu máximos de 10 anos.

 

Com esta chuva de máximos em várias geografias, também as bolsas europeias acordaram em alta, encaminhando-se para o fecho mais elevado em dois anos. O Stoxx 600 soma 0,19% para 397,34 pontos, apesar de a BMW ter decepcionado com resultados abaixo do esperado, estando as suas acções a cair mais de 2%.

 

Em Lisboa o PSI-20 ganha 0,51%, apoiado sobretudo na recuperação dos CTT (+5,11% para 3,623 euros) e na valorização da Galp Energia (+0,71% para 16,27 euros), que continua a tirar partido da alta do petróleo.  

 

Juros portugueses mais perto dos 2% 

Os juros das obrigações soberanas portuguesas estão em queda ligeira, situando-se cada vez mais perto de quebrar em baixa a barreira dos 2% no prazo a 10 anos, depois de a agência DBRS ter decidido manter o rating da dívida soberana nacional em "BBB" – último nível do grau de investimento – e a perspectiva "estável" na passada sexta-feira.

A "yield" desce 0,2 pontos base para 2,024%, sendo que esta manhã já estiveram nos 2,009%. Para amanhã está previsto um leilão de obrigações do Tesouro a 10 anos, sendo que o IGCP pretende captar até 1.250 milhões de euros.

Produção industrial na Alemanha penaliza euro

O euro continua a perder terreno face ao dólar, estando esta terça-feira a ser penalizado por um dado económico menos favorável que foi divulgado na Alemanha, já que a produção industrial recuou 1,6% em Setembro face a Agosto. A moeda europeia cede 0,36% para 1,1568 dólares e já atingiu um mínimo de 16 semanas, numa sessão em que a divisa norte-americana também está a ganhar força face a outras moedas: o índice do dólar avança 0,2%.       

Petróleo em Londres acima dos 64 dólares

O petróleo está em alta e a renovar máximos desde Julho de 2015 na bolsa de Londres, beneficiando ainda com o lançamento de uma verdadeira ofensiva contra a corrupção na Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo no mundo, uma vez que os analistas acreditam que os acontecimentos do fim-de-semana confirmam o compromisso do príncipe saudita com o prolongamento dos cortes de produção.

O Brent em Londres valoriza 0,48% para 64,58 dólares e em Nova Iorque o WTI avança 0,51% para 57,64 dólares, o nível mais elevado em 10 meses.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo apresenta o World Oil Outlook, com as perspectivas para o mercado do crude a nível mundial. O secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, dará conta dos pontos-chave do relatório, numa conferência de imprensa em Viena.

 

Ouro em queda 

Depois de ter fechado a última sessão a subir perto de 1%, o ouro está hoje a corrigir (-0,2% para 1.278,65 dólares), reflectindo o maior apetite dos investidores por activo de risco, o que acaba por penalizar o metal precioso, que é visto como refúgio.




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Grandes investimentos em Países africanos, que vão sair da gaveta , com a subida do petroleo

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