Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em queda antes de dados do PIB e discurso de Yellen

Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em queda antes de dados do PIB e discurso de Yellen

As bolsas europeias estão a aliviar de máximos de Dezembro de 2015, antes de serem conhecidos os dados do PIB da Zona Euro e UE. O dólar perde depois de nove sessões de ganhos, e o petróleo segue em alta ligeira.
Abertura dos mercados: Bolsas e dólar em queda antes de dados do PIB e discurso de Yellen
Bloomberg
Rita Faria 14 de fevereiro de 2017 às 09:21

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,37% para 4.579,82 pontos

Stoxx 600 perde 0,24% para 369,25 pontos

Nikkei desvalorizou 1,13% para 19.238,98 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,9 pontos base para 4,024%

Euro avança 0,28% para 1,0628 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,41% para 55,82 dólares o barril

 

Bolsas europeias aliviam de máximos de mais de um ano

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 14 de Fevereiro, depois de terem atingido ontem o valor mais alto desde Dezembro de 2015. Os investidores estão agora a aguardar pelos dados do PIB da Zona Euro e da União Europeia, que serão revelados esta manhã pelo Eurostat.

 

Antes da abertura do mercado, já foi conhecido que a economia alemã cresceu 0,4% nos últimos três meses de 2016, uma evolução mais positiva do que no trimestre anterior mas, ainda assim, inferior ao esperado.

 

Em Lisboa, o PSI-20 desce 0,37% para 4.579,82 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e pela Pharol. Na quarta sessão de negociação dos novos títulos, o BCP desliza 1,72% para 14,26 cêntimos. Já a Pharol desce 5,21% para 36,4 cêntimos, depois de ter afundado 12% na sessão de ontem. Os títulos estão a corrigir dos fortes ganhos que levaram a antiga PT SGPS a duplicar de valor desde o início do ano, impulsionados pela expectativa em torno da recuperação judicial da brasileira Oi.

 

Juros portugueses acima de 4%

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão em alta ligeira, depois de terem baixado ontem os 4% pela primeira vez desde o dia 26 de Janeiro, ajudados pelas previsões mais optimistas de Bruxelas para o crescimento da economia portuguesa. Bruxelas estima que o PIB de Portugal vai subir 1,6%, em linha com a média da Zona Euro, e acima das previsões do próprio Governo.

 

A tendência de agravamento ligeiro estende-se, contudo, à generalidade dos países da moeda única. Em Espanha, a ‘yield’ da dívida a dez anos sobe 1,8 pontos base para 1,679% e em Itália agravam-se em 1,4 pontos base para 2,238%. Na Alemanha, a subida é de 0,9 pontos para 0,340%.

 

Dólar desce após nove sessões de ganhos

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a descer esta terça-feira, aliviando de nove sessões consecutivas de ganhos, em que foi impulsionado pela expectativa de uma subida mais rápida dos juros nos Estados Unidos e pela promessa de Trump de implementar uma reforma fiscal "fenomenal" para as empresas.

 

Esta terça-feira, o mercado vai ouvir atentamente a presidente da Reserva Federal dos EUA, que faz o seu testemunho semestral no Senado para explicar a evolução das decisões de política monetária.

 

Os investidores procuram pistas nas declarações de Janet Yellen após o comunicado da reunião de 1 de Fevereiro, em que os juros foram mantidos, ter dado poucas indicações sobre qual o ritmo que será adoptado na normalização das taxas de juro nos EUA.  

 

Petróleo em alta ligeira

O petróleo está a negociar em alta ligeira, depois de ter registado perdas em torno de 2% na sessão de ontem, dia em que foi divulgado que a OPEP foi além do planeado no que diz respeito aos cortes da produção acordados no final do ano passado. Os 13 membros do cartel produziram 32,1 milhões de barris por dia em Janeiro, quando a meta estava fixada em 32,5 milhões.

 

Apesar disso, a matéria-prima reagiu em queda não só porque estes cortes já estavam a ser descontados no mercado, como também porque a produção norte-americana está a aumentar, anulando potencialmente os efeitos positivos da redução da oferta da OPEP.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,3% para 53,09 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,41% para 55,82 dólares.

 

Cobre em máximos de Maio de 2015

O cobre prepara-se para completar hoje a maior subida desde Maio de 2015, depois de a Freeport-McMoRan ter dito que vai suspender a produção esta semana na segunda maior mina de cobre do mundo, na Indonésia. A maior, a Escondida, no Chile, também está parada devido a greve.

 

Em Londres, o cobre valoriza 1,1% para 6.175 dólares por tonelada métrica. 


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comentários mais recentes
neves 14.02.2017

atenção!!!alguém anda a manipular as acoes do bcp para não subirem.sempre que chega a positiva há logo descargas para descer e voltam a comprar mais a baixo,estao a espera que os pequenos vendam ao desbarato!

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