Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta com atenções centradas no BCE

Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta com atenções centradas no BCE

As principais praças europeias estão a negociar sobretudo em terreno positivo e o euro ganha terreno face ao dólar – depois de ter renovado um máximo de 2014 – numa altura em que o mercado aguarda pela conferência de imprensa de Mario Draghi para encontrar pistas sobre o futuro da política monetária.
Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta com atenções centradas no BCE
Ana Laranjeiro 25 de janeiro de 2018 às 09:37

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,33% para 5.771,26 pontos

Stoxx 600 cede 0,03% para 400,65pontos

Nikkei desvalorizou 1,13% para 23.669,49 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos ganham 0,1 pontos base para 1,899%

Euro aprecia 0,02% para 1,2411 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,50% para 70,88 dólares o barril

Atenções voltadas para Frankfurt

Pelas 13:30 (hora de Lisboa) desta quinta-feira, Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) vai dar início à habitual conferência de imprensa que se segue ao encontro dos governadores do banco central. Com o euro a renovar máximos face ao dólar – negociando actualmente acima dos 1,24 dólares – os investidores aguardam para perceber se Draghi vai, de facto, colocar água na fervura para travar os ganhos da divisa. Algo que o mercado especula que vá acontecer.

Além disso, e numa altura em que cresce a especulação de que o banco central vai anunciar em Junho a data em que colocará um ponto final definitivo no programa de compra de activos, os investidores vão prestar muita atenção para perceber se é deixada alguma indicação sobre esse programa.

Com esta expectativa em torno do BCE, e a digerir os resultados de algumas empresas, as bolsas europeias seguem sobretudo em alta. Lisboa e Madrid são as praças que mais sobem, com ganhos inferiores a 0,5%. Londres, Paris, Amesterdão e Milão seguem também em alta, enquanto Frankfurt e Atenas estão do lado das perdas.

 

Juros pouco alterados

Os juros da dívida pública portuguesa estão estão pouco alterados no mercado secundário. A dez anos, as "yields" de Portugal sobem 0,1 pontos base para 1,899%. As de Espanha somam 0,7 pontos para 1,365% enquanto que as de Itália perdem 0,9 pontos base para 1,899%. As "bunds" alemãs a dez anos cedem 0,8 pontos base para 0,580%.

O prémio de risco da dívida nacional 132,3 pontos.

Euro renova novamente máximos de três anos

Apesar de por esta altura o euro registar uma subida ligeira - cresce 0,02% para 1,2411 dólares -, a moeda da Zona Euro voltou hoje a tocar em máximos de Dezembro de 2014 ao negociar nos 1,2459 dólares. Este comportamento do euro tem lugar numa altura em que o mercado aguarda para perceber se, de facto, Mario Draghi, presidente do BCE, vai tentar limitar os ganhos da divisa.

Além disso, a evolução do dólar pode estar a ser marcada pelas palavras do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, que disse ontem que "um dólar mais fraco é bom para nós [EUA] uma vez que isso se correlaciona com comércio e oportunidades". Perante estes comentários, o mercado começou a especular se os Estados Unidos podem promover a desvalorização do dólar enquanto estratégia de fortalecimento da capacidade exportadora das empresas americanas.

Christine Lagarde, líder do Fundo Monetário Internacional (FMI), já pediu que Steve Mnuchin que explicasse os seus comentários. "Espero realmente que o secretário Mnuchin tenha a oportunidade para clarificar exactamente o que disse", afirmou Lagarde em entrevista à Bloomberg TV. "O dólar é de todas as moedas uma divisa flutuante e uma em que o valor é determinado pelos mercados e orientada pelos fundamentais da política norte-americana", acrescentou.

Brent acima dos 71 dólares
Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, com o Brent a superar a fasquia dos 71 dólares por barril, algo que não acontecia desde Dezembro de 2014.

O optimismo em torno do mercado petrolífero surge numa altura em que os investidores estão a aplaudir uma série recorde de quedas nas reservas norte-americanas de crude, escreve a Bloomberg. As reservas recuaram para o nível mais baixo desde Fevereiro de 2015.

A queda do dólar ajudou também a sustentar os ganhos do petróleo.

Por esta altura, o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, ganha 0,50% para 70,88 dólares por barril, tendo atingido os 71,20 dólares, o valor mais elevado desde Dezembro de 2014.

O West Texas Intermediate cresce 0,84% para 66,16 dólares por barril.

Ouro pouco alterado

O ouro para entrega imediata desce 0,06% para 1.357,62 dólares por onça, numa altura em que o dólar recupera ligeiramente das quedas recentes.




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Anónimo Há 4 semanas

a senhora da foto foi ao mcdonalds

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