Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e juros aliviam. Euro recupera de mínimos

Abertura dos mercados: Bolsas e juros aliviam. Euro recupera de mínimos

As bolsas europeias seguem pouco alteradas, depois de máximos de mais de um ano. Já o euro, que tocou em mínimos de 2003, recupera parte das quedas da última sessão.
Abertura dos mercados: Bolsas e juros aliviam. Euro recupera de mínimos
Bloomberg
Sara Antunes 04 de janeiro de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,43% para 4.745,51 pontos

Stoxx 600 recua 0,05% para 365,54 pontos

Nikkei apreciou 2,51% para 19.594,16 pontos

"Yield 10 anos de Portugal desce 2,6 pontos base para 3,880%

Euro valoriza-se 0,16% para 1,0422 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,19% para 56,13 dólares por barril

 

Bolsas pouco definidas após novos máximos de 2015

As bolsas europeias ainda iniciaram a sessão com ganhos, mas já travaram o ritmo de subidas, depois de ontem terem tocado em máximos de Dezembro de 2015. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está até a perder 0,05%, enquanto a esmagadora maioria dos índices continua a seguir com ganhos.

 

O PSI-20 sobe 0,43%, numa altura em que a Jerónimo Martins se destaca com uma subida superior a 3,5%.

 

Juros aliviam de subidas

Na última sessão, as taxas de juro associadas à dívida soberana subiram, depois de conhecidos os dados referentes à inflação da Alemanha, cujo aumento foi bastante superior ao esperado, o que elevou a especulação em torno da retirada de estímulos por parte do Banco Central Europeu (BCE).

 

A taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Portugal está a corrigir e a descer 2,6 pontos base para 3,880%. Já os juros associados às obrigações alemãs estão a cair 0,9 pontos, o que alivia o spread da dívida portuguesa para 362,5 pontos, depois de ontem ter tocado no valor mais elevado em quase um ano.

 

Euro recupera de mínimos de 2003

A moeda única europeia chegou ontem a tocar no valor mais baixo desde 2003, depois de conhecidos os dados sobre a indústria americana, cujos resultados foram positivos e elevaram a expectativa em torno da recuperação da economia dos EUA e, consequentemente, da subida de juros por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Estes factores fortaleceram o dólar e colocaram o euro a valer menos de 1,04 dólares. Hoje, a moeda única ganha fôlego e avança 0,16% para 1,0422 dólares. 

 

Petróleo volta aos ganhos

O petróleo chegou a disparar ontem mais de 2,5%, mas a subida acentuada do dólar acabou por ditar a queda da matéria-prima, já que os investimentos denominados em dólares acabam por se tornar pouco atractivos quando a divisa está a fortalecer-se. Esta quarta-feira, o petróleo regressou aos ganhos, com o barril do Brent a subir 1,19% para 56,13 dólares. A subida recente desta matéria-prima está relacionada com o corte de produção por parte dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que apesar de ter acordado este corte em Novembro, o mesmo só se concretiza agora no arranque do ano.

 

Ouro sobe com previsão de aumento da procura da China

O ouro está a apreciar pela sexta sessão em sete dias e negoceia próximo de máximos de três semanas, numa altura em que se prevê um aumento da procura da China antes do novo ano lunar, que ocorre no final de Janeiro. O ouro está a subir 0,37% para 1.163,16 dólares por onça. 

(Correcção: No texto sobre o euro, por lapso, referia-se 1,4 dólares, quando se trata de 1,04 dólares)




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Juros a descer ? Mau dia para os "agarrados" do costume.

Anónimo Há 2 semanas

COFINA: ADMINISTRAÇÃO DEIXA CADUCAR AUTORIZAÇÃO AUMENTO CAPITAL SOCIAL, TRANSMITINDO SINAL DE CONFIANÇA NOS CASH-FLOWS PARA O FUTURO:
Os sinais da Cofina são muito positivos. Ação passou quase 3 anos na eminência de aumento de capital de 51,3 M€, que caducou. Alívio permite valorização da ação.

pub