Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e juros em queda. Zinco em máximos de 10 anos

Abertura dos mercados: Bolsas e juros em queda. Zinco em máximos de 10 anos

Os investidores estão a reduzir as suas expectativas em relação ao aumento de juros nos EUA, o que está a condicionar a negociação do dólar, mas também das bolsas. Já os metais industriais estão a subir e a atingir máximos. Tudo porque a produção da China caiu.
Abertura dos mercados: Bolsas e juros em queda. Zinco em máximos de 10 anos
Reuters
Sara Antunes 17 de agosto de 2017 às 09:27

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,14% para 5.266,90 pontos

Stoxx 600 cai 0,16% para 378,50 pontos

Nikkei desvalorizou 0,14% para 19.702,63 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,5 pontos base para 2,817%

Euro recua 0,8% para 1,1758 dólares

Petróleo sobe 0,22% para 50,38 dólares por barril

 

Bolsas europeias em queda 

As bolsas europeias seguem em queda, com os investidores a travarem os ganhos registados nos últimos dias. Além disso, a divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) diminuíram as apostas de novas subidas de juros nos EUA.

 

O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, cai 0,16%, com os índices europeus a travarem do maior ciclo de ganhos no último mês.

 

Já em Lisboa, apesar de o arranque de sessão ter sido de quedas, já houve uma inversão de tendência, com o PSI-20 a subir 0,14%, numa altura em que o sector do papel é o que mais se destaca entre as cotadas que sobem.

 

Juros portugueses caem e prémio de risco diminui

As taxas de juro da dívida portuguesa estão a cair em todos os prazos, com a "yield" a 10 anos a ceder 1,5 pontos base para 2,817%. As bunds também cedem, mas numa dimensão menor, o que reduz o prémio de risco da dívida portuguesa para 238 pontos. Os juros alemães descem 0,9 pontos base para 0,436%.

 

Mercado reduz apostas na subida de juros dos EUA

A divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) reduziu a perspectiva sobre novas subidas de juros este ano nos EUA. Os responsáveis da Fez continuam a demonstrar preocupação com o facto de a inflação permanecer baixa, o que acaba por reduzir a expectativa dos investidores sobre futuros aumentos do preço do dinheiro. O dólar está a cair contra um grupo de 10 moedas.

 

Já contra o euro a tendência é oposta, com o dólar a reforçar-se perante a divisa europeia, depois de ontem ter sido noticiado que Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), não deixará qualquer mensagem sobre política monetária na Zona Euro no encontro de Jackson Hole, que decorre na próxima semana.

 

Petróleo recupera de queda

A última sessão foi marcada por uma queda acentuada dos preços do petróleo. O barril do Brent, negociado em Londres e valor de referência para Portugal, cedeu mais de 1% depois de ter sido revelado que a produção dos EUA registou o maior aumento semanal desde o final de Junho, atingindo o nível mais elevado desde Julho de 2015. Estes dados voltaram a penalizar a matéria-prima, com receios de que haja um excesso de produção.

 

Zinco em máximos de 10 anos

Os preços dos metais industriais estão a subir, com destaque para o zinco, que negoceia em máximos de 10 anos. A subida surge depois de terem sido divulgados dados que apontam para que a produção destes materiais por parte da China caiu, em Julho, para o nível mais baixo em três anos. E este comportamento não é exclusivo do zinco. O alumínio está em máximos de seis anos e o cobre também está a registar ganhos acentuados. 




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