Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Juros em queda

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Juros em queda

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, um sentimento partilhado pelo euro e pelo petróleo. Os juros da dívida continuam a cair, um dia antes do regresso de Portugal ao mercado de dívida.
Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Juros em queda
Ana Laranjeiro 20 de junho de 2017 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,24% para 5.343,65 pontos

Stoxx 600 ganha 0,22% para 392,82 pontos

Nikkei valorizou 0,81% para 20.230,41 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,1 pontos base para 2,862%

Euro ganha 0,08% para 1,1158 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,45% para 47,12 dólares o barril


Bolsas europeias no verde

As principais bolsas europeias estão a negociar em alta, impulsionadas pelos ganhos do sector tecnológico e do retalho. O mercado está esta terça-feira, 20 de Junho, atento aos discurso de dois responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), depois de na semana passada a Fed ter subido a sua taxa de referência para um intervalo entre 1% e 1,25%. O vice-presidente da Fed, Stanley Fischer, e o presidente da Fed de Dallas, Robert Kaplan, vão discursar em eventos diferentes. Temas como as taxas de juro no país e a redução do balanço deverão centrar atenções.

A liderar os ganhos na Europa está o francês CAC40 e o grego FTSE/ASE, estando ambos a subirem 0,47%. O britânico Footsie é também dos que mais sobe, valorizando 0,43%. O Stoxx 600, índice de referência, ganha 0,22%. 

 

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa continuam a recuar no mercado secundário. A dez anos, as "yields" nacionais perdem 1,1 pontos base para 2,862%. Um comportamento que tem lugar depois de na última sexta-feira a agência de notação financeira Fitch ter melhorado a perspectiva para a dívida de Portugal, abrindo assim a possibilidade para uma melhoria do "rating" a médio prazo.

No mercado de dívida nota ainda para o facto de amanhã o Tesouro português regressar ao mercado para colocar dívida de curto prazo. O IGCP pretende arrecadar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, com títulos com maturidade em 22 de Setembro de 2017 e 18 de Maio de 2018.

Os juros da Alemanha a dez anos estão a recuar 1,3 pontos base para 0,269%.


Carney determina queda da libra

A libra está a cair face ao dólar e face ao euro depois do líder do Banco de Inglaterra, Mark Carney, ter revelado que continua preocupado com o impacto que o Brexit – cujas negociações arrancaram ontem – vai ter na economia britânica. Além disso, Carney sinalizou que não tem pressa para subir as taxas de juro.

Na semana passada, o Banco de Inglaterra manteve inalterada a taxa de juro de referência no mínimo de 0,25%. A decisão de manter a taxa de juro não foi consensual na reunião deste mês, dado que três membros do Comité de Política Monetária eram favoráveis a uma subida. Cinco votaram pela manutenção.


Estes comentários de Mark Carney está a penalizar a evolução da moeda britânica, estando a libra a recuar 0,48% para 1,1372 euros. Face ao dólar, a moeda britânica recua 0,38% para 1,2688 dólares.

Petróleo com ganhos ligeiros

Os preços do petróleo estão a registar uma subida ligeira nos mercados internacionais, numa altura em que os investidores avaliam a possibilidade de as reservas de crude nos EUA terem caído na semana passado. Um comportamento que, a verificar-se, contraria o crescimento da produção por parte da Líbia, país que não está obrigado a cumprir o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que prevê cortes na produção para equilibrar o mercado.

O West Texas Intermediate soma 0,36% para 44,36 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, ganha 0,45% para 47,12 dólares por onça.

Ouro em mínimos de um mês

O presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, antecipou que o actual ambiente económico nos Estados Unidos suporta uma subida gradual dos juros. Outros elementos da autoridade monetária norte-americana têm já dito publicamente que estão optimistas quanto à economia norte-americana e inflação. Os investidores estão a avaliar estes comentários, o que levou o ouro a tocar em mínimos de um mês (17 de Maio) quando negociou nos 1.242,95 dólares por onça. Ainda assim, por agora, a cotação do ouro, para entrega imediata, está a recuperar ganhando 0,23% para 1.246, 69 dólares por onça.

 




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comentários mais recentes
ó amigo da GLINT 20.06.2017

Há 10 minutos
A GLINT já valeu 5 EUROS AGORA veja lá o MILENIUM BCP que já valeu 22 EUROS e agora continua ao PREÇO de um PAPO SECO e daqueles MAIS RELES

Anónimo 20.06.2017

FOSUN/SANTANDER IRÀ LANÇAR UMA OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO AO BCP!?!?!?!?!?!?!?!?!

Como há gente que inventa disparates tao grandes....completamente fora de contexto....SEM FUNDAMENTOS.... irra!

OPA NO BCP SANTANDER ou FOSUN 20.06.2017

SANTANDER OU FOSUN UM DELES VAI FICAR MAIS DE 51 % DO MILENIUM BCP DEPOIS DE OPA E CONTRA OPA ......... SÓ SUBSISTE A DÚVIDA QUAL DELES SERÁ ........ MAS UMA COISA É CERTA O VALOR NUNCA SERÁ INFERIOR A 1 EURO POR AÇÃO

GLINTT 20.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 22%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

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