Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, ouro recupera

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, ouro recupera

As principais bolsas europeias estão a negociar em queda, num dia marcado pela ausência de muitos investidores, dado ser feriado nos Estados Unidos. Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, mas o ouro está a recuperar face às quedas recentes.
Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo no vermelho, ouro recupera
Bloomberg
Ana Laranjeiro 04 de julho de 2017 às 09:33

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,03% para 5.178,91 pontos

Stoxx 600 desliza 0,17% para 382,75 pontos

Nikkei desvalorizou 0,12% para 20.032,35 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 1,3 pontos para 2,996%

Euro perde 0,07% para 1,1357 dólares

Petróleo em Londres perde 0,56% para 49,40 dólares o barril

Bolsas no vermelho

As principais praças europeias estão a negociar em terreno negativo, acompanhando o sentimento já registado pelas congéneres asiáticas. Na Ásia, o dia foi marcado pelo anúncio da Coreia do Norte que testou com sucesso o primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM), uma etapa crucial para a realização do objectivo de poder ameaçar os Estados Unidos com armas nucleares. Este míssil caiu nas águas do Japão.

O dia nos mercados vai ser marcado ainda pela ausência de muitos investidores, uma vez que nos Estados Unidos da América hoje é feriado.


Na Europa, o britânico Footsie lidera as quedas, recuando 0,32, seguido pelo espanhol IBEX 35, que perde 0,28%. Em Lisboa, o PSI-20 desliza 0,03%, numa altura em que a EDP continua em destaque, subindo 2,98% para 2,941 euros, beneficiando da notícia avançada pela Reuters de que a Gas Natural está interessada numa fusão com a EDP. A Gas Natural desmentiu e a EDP não comenta. A China Three Gorges está aberta a avaliar a proposta da empresa cujo maior accionista é o La Caixa, dono do BPI.

Juros abaixo dos 3%

Os juros da dívida pública portuguesa estão a cair ligeiramente no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si descem 1,3 pontos base para 2,996%. A divida espanhola na mesma maturidade perde 1,9 pontos base para 1,507% e a dívida italiana cede 0,4 pontos base para 2,130% também a dez anos. A divida da Alemanha, a uma década perde 0,4 pontos base para 0,473%.

Euro pouco alterado

Depois da valorização registada na semana passada, alimentada pelas declarações de Mario Draghi, o euro esteve ontem em queda e hoje mantém esse sentimento face ao dólar, perdendo 0,07% para 1,1357 dólares.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que os factores que estão a pressionar a inflação são "temporários", o que levou o mercado a temer que a retirada dos estímulos estivesse para breve. Essa informação foi corrigida, indicando a autoridade monetária que não houve uma mudança de discurso.

Produção de petróleo da OPEP com o maior crescimento do ano

Em Junho, a produção de petróleo por parte dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) atingiu o valor mais elevado num ano, o que está a penalizar a cotação da matéria-prima nos mercados internacionais.


Os membros do cartel produziram no mês passado mais 260 mil barris, quando comparado com o mês de Maio, estimam os analistas consultados pela Bloomberg, as empresas de petróleo e os dados das exportações. A Líbia e a Nigéria foram responsáveis por metade deste aumento. Os dois países não estão obrigados a cumprir o acordo alcançado entre o cartel e os restantes aliados.

Em Novembro do ano passado, a OPEP e alguns aliados assinaram um acordo que visava diminuir a produção de petróleo, numa tentativa de estabilizar a cotação. Esse acordo, em vez de terminar em Junho – como foi escrito em Novembro – foi prolongado até Março do próximo ano.

O West Texas Intermediate desce 0,45% para 46,86 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desvaloriza 0,56% para 49,40 dólares.

Ouro volta a brilhar

O ouro está a recuperar das quedas recentes, subindo por esta altura 0,39% para 1.225,01 dólares por onça. A matéria-prima está a beneficiar dos receios dos investidores, provocados pelo lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte, que estão assim a voltar o seu apetite para os activos de refúgio como é o caso do metal amarelo.




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