Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta com ganhos da banca e do petróleo

Abertura dos mercados: Bolsas em alta com ganhos da banca e do petróleo

As principais praças europeias estão em alta, impulsionadas pelas subidas do sector da banca e do petróleo. Juros na Zona Euro também estão a subir e o euro cede terreno para o dólar pelo segundo dia seguido.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta com ganhos da banca e do petróleo
Reuters
David Santiago 09 de maio de 2017 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,10% para 5.290,16 pontos

Stoxx 600 ganha 0,38% para 395,55 pontos

Nikkei caiu 0,26% para 19.843,00 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 3,3 pontos base para 3,437%

Euro cede 0,01% para 1,0923 dólares

Brent sobe 0,55% para 49,61 dólares por barril

 

Bolsas europeias sobem apoiadas pela banca e sector petrolífero

As principais praças europeias seguem a transaccionar em alta, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a somar 0,38% para 395,55 pontos para máximos de Agosto de 2015, apoiado sobretudo pelos ganhos registados pelos sectores da banca e do petróleo.

 

Em destaque está o Commerzbank que valoriza 1,95% para 9,587 euros depois de esta manhã ter reportado lucros de 217 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um resultado que superou as estimativas dos analistas.

 

Também o PSI-20 soma 1,10% para 5.290,16 pontos, estando a transaccionar em máximos de Dezembro de 2015, impulsionado pelo BCP que soma 5,30% para 0,2365 euros, estando assim a transaccionar em máximos de Dezembro de 2016. Isto depois de ontem o banco liderado por Nuno Amado ter apresentado resultados que mostram que a instituição obteve lucros de 50,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, um valor que superou a expectativa dos analistas.


Juros em alta na Zona Euro

Os juros das dívidas públicas da generalidade dos países que integram a Zona Euro estão em alta na manhã desta terça-feira. A taxa de juro associada às obrigações de dívida da República portuguesa sobe 3,3 pontos base para 3,437%. Tendência igual em França e na Alemanha, com a "yield" das obrigações francesas e alemãs a aumentar 2,3 e 1,9 pontos base para 0,868% e 0,437%, respectivamente.

 

Também a taxa de juro associada às obrigações de dívida italianas e espanholas está a subir, 3 pontos base para 2,273% no primeiro caso, e 1,7 pontos base para 1,605% no segundo.


Euro continua a ceder terreno para o dólar

Pelo segundo dia consecutivo, o euro está a perder terreno para o dólar. A moeda única europeia cede 0,01% contra o dólar para 1,0923 dólares, isto depois de na segunda-feira ter chegado a tocar no valor mais alto face à divisa americana desde 9 de Novembro do ano passado, o dia seguinte à vitória de Donald Trump nas presidenciais americanas.  

 

Apesar do alívio inicial permitido pela vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais gaulesas de domingo, o que permitiu ao euro valorizar para máximos de meio ano, a expectativa de que o Banco Central Europeu não reduza as medidas em vigor de expansão económica tem penalizado a moeda europeia.


Petróleo valoriza com perspectiva de aumento das reservas americanas

O preço do petróleo segue a valorizar nos mercados internacionais, com o Brent do Mar do Norte, que é negociado em Londres e serve como valor de referência para as importações nacionais, a subir 0,51% para 49,59 dólares por barril. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,47% para 46,65 dólares.

A justificar a valorização da matéria-prima está a expectativa de que as reservas petrolíferas dos Estados Unidos tenham recuado em 2 milhões de barris na semana passada, segundo uma estimativa feita pela agência Bloomberg.

Isto numa altura em que a OPEP e a Rússia consideram a hipótese de prolongar até 2018 o corte na produção de petróleo, que está em vigor desde o início deste ano. 

Ouro sobe mas permanece próximo de mínimo de sete semanas

O ouro está a subir 0,07% para 1.227,10 dólares por onça, com o metal precioso a negociar próximo de mínimos de mais de sete semanas, numa altura em que a perspectiva de uma nova subida dos juros nos Estados Unidos reduz a necessidade de aposta no metal dourado enquanto activo de refúgio.

 


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub