Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta, euro e petróleo em queda

Abertura dos mercados: Bolsas em alta, euro e petróleo em queda

A última sessão da semana não está a ser diferente dos outros dias desta semana nas bolsas europeias. As principais praças negoceiam em alta, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de dados económicos nos EUA e na Zona Euro.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta, euro e petróleo em queda
Reuters
Ana Laranjeiro 05 de janeiro de 2018 às 09:24

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,03% para 5.624,42 pontos

Stoxx 600 ganha 0,32% para 394,93 pontos

Nikkei subiu 0,89% para 23.714,53 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,7 pontos para 1,926%

Euro desce 0,11% para 1,2055 dólares

Petróleo em Londres perde 0,48% para 67,74 dólares o barril

Bolsas europeias animadas

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo, acompanhando a tendência altista das bolsas asiáticas.

Depois de os investidores terem estado focados nos dados económicos mundiais, algo que esteve a suportar a subida dos mercados nos últimos dias, o mercado está hoje voltado para os dados do emprego nos Estados Unidos, que vão ser divulgados nas próximas horas. Além disso, vai ser conhecida a taxa de inflação na Zona Euro.

"O fortalecimento persistente da economia mundial deve conduzir a outro ano de crescimento de lucros por acção, devendo todas as regiões apresentar ganhos", defendem os estrategas do Citigroup, citados pela Bloomberg. "Uma subida geral de 12% nos lucros das empresas deve continuar a proporcionar ventos favoráveis para as acções mundiais nos próximos 12 meses", acrescentaram.

O germânico DAX e o francês CAC40 lideram os ganhos no Velho Continente, seguido pelo espanhol IBEX35. O Stoxx 600, índice de referência, cresce 0,32%. Em Lisboa, o PSI-20 soma 0,03%, impulsionado pelos títulos dos CTT (que sobem 2,44% para 3,78 euros), Novabase (que crescem 0,95% para 3,20 euros), tendo já tocado num novo máximo de 2015. Destaque para o BCP, que superou pela primeira vez desde Junho de 2016 os 0,30 euros.

 

Juros pouco alterados

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir no mercado secundário. As "yields" portuguesas a dez anos somam 0,7 pontos base para 1,926%, mantendo-se ainda assim abaixo das obrigações italianas, que crescem 0,3 pontos base para 2,017%.

Os juros da Espanha a dez anos cedem 0,2 pontos base para 1,542%. Os juros da Alemanha no mesmo prazo somam 0,1 pontos base para 0,435%, o que coloca o prémio de risco da dívida nacional faca à alemã nos 149,5 pontos.

 

Euro em queda ligeira

A moeda da Zona Euro está a perder terreno face ao dólar (-0,11% para 1,2055 dólares). Apesar desta valorização face ao euro, a divisa norte-americana esteve já em queda, pressionada pela expectativa de que os dados do emprego indiquem que a contratação nos EUA tenha abrandado no mês de Dezembro.

Koji Fukaya, da FPG Securities, em Tóquio, disse à Bloomberg que a moeda norte-americana esteve a ser penalizada numa altura em que "os mercados estão mais atentos à subida das acções e a um forte apetite pelo risco", focando-se mais em outras divisas associadas ao sentimento de risco.

"O dólar tem os seus próprios factores positivos como uma forte economia norte-americana e as expectativas para a uma subida dos juros, mas o forte sentimento de risco está a sobrepor-se a estes elementos", acrescentou.


Petróleo em queda ligeira

Os preços do petróleo estão em queda ligeira nos mercados internacionais, apesar da reservas de crude nos EUA terem diminuído pela sétima semana, a maior série de quedas desde Agosto, o que compensa a recuperação da produção da matéria-prima.

Os dados oficiais, citados pela Bloomberg, os inventários de crude desceram em 7,42 milhões de barris na semana passada, também a maior queda desde Agosto.

O West Texas Intermediate desce 0,44% para 61,74 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, cai 0,48% para 67,74 dólares por barril.

Ouro perde brilho

O metal amarelo está a descer 0,44% para 1.317,20 dólares por onça, num dia em que os investidores esperam conhecer dados relativos ao mercado de trabalho nos Estados Unidos.




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