Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em alta, juros da Alemanha em máximos de dois anos

Abertura dos mercados: Bolsas em alta, juros da Alemanha em máximos de dois anos

As principais bolsas europeias estão sobretudo em alta, com os investidores de olhos postos nos resultados das empresas. Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão em queda, enquanto a dívida alemã no mesmo prazo cresce para máximos de 2015.
Abertura dos mercados: Bolsas em alta, juros da Alemanha em máximos de dois anos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,08% para 5.659,18 pontos

Stoxx 600 cresce 0,57% para 397,71 pontos

Nikkei subiu 1,68% para 23.486,11 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos deslizam 1,3 pontos base para 1,952%

Euro cresce 0,24% para 1,2444 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,16% para 69,00 dólares

Bolsas europeias em alta, Lisboa contraria

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo, numa altura em que os investidores estão a olhar para os resultados das cotadas europeias. Uma das empresas que apresentou resultados foi o BBVA, que reportou uma subida de 1,3% nos lucros do ano passado. A subida das principais praças do Velho Continente permite assim um alívio das quedas recentes. A bolsa de Atenas é a que mais sobe entre as congéneres, avançando 1,43%, seguida pelo índice espanhol IBEX35, que cresce 0,74%. O Stoxx 600 aprecia 0,57%.

A contrariar o sentimento positivo das principais praças europeias está o português PSI-20 que desce 0,08% para os 5.659,18 pontos. O principal índice português está a ser pressionado pelas acções do BCP (que recuam 0,62% para 32,01 cêntimos) e da Nos (que caem 1,09% para 5,425 euros), estando a empresa liderada por Miguel Almeida a ser pressionada por uma nota de "research" do Barclays. O banco de investimento cortou a recomendação para os títulos para "underweight" e reduziu o preço-alvo de 6,10 para 6,00 euros.

Juros em queda ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar uma queda ligeira no mercado secundário. Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida a dez anos descem 1,3 pontos base para 1,925%. Já as "yields" a uma década de Itália cedem 1,4 pontos base para 2,015% e as de Espanha deslizam 1,4 pontos base para 1,413%.

As "bunds" alemãs a dez anos sobem 2,2 pontos base para 0,719%, o que representa o valor mais elevado desde Dezembro de 2015. O prémio de risco da dívida nacional está nos 123,6 pontos.

Euro em alta ligeira

A moeda da Zona Euro está a subir face ao dólar, avançando 0,24% para 1,2444 dólares. Ontem decorreu a primeira reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos deste ano de 2018 e a última liderada por Janet Yellen. Tal como o mercado antecipava a Fed deixou inalterada a taxa dos fundos federais dos EUA, que se mantém num intervalo compreendido entre 1,25% e 1,5%.

Ainda assim, a autoridade monetária norte-americana apontou que esperam que "a inflação aumente este ano e estabilize" em torno da sua meta de 2%.

Petróleo em alta ligeira após subida da produção dos EUA para recorde

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, apesar da subida da produção e das reservas de crude dos Estados Unidos.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,39% para 64,98 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 0,16% para 69,00 dólares.

 

Na quarta-feira, a Administração de Informação de Energia revelou que a produção norte-americana subiu para 10,38 milhões de barris por dia, em Novembro, o que representa o nível mais alto desde Novembro de 1970. Já as reservas de crude aumentaram em 6,78 milhões de barris parta 418,4 milhões na semana passada.

 

Ouro em queda após reunião da Fed

O ouro está a negociar em queda, depois de a Reserva Federal ter sinalizado um aumento das taxas de juro em Março, e ter antecipado que a inflação vai aumentar este ano. Um cenário que pode propiciar um ritmo mais acelerado na normalização da política monetária, o que é desfavorável ao ouro.

 

Nesta altura, o metal amarelo cai 0,39% para 1.339,95 dólares enquanto a prata desliza 0,43% para 17,2705 dólares. 




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comentários mais recentes
Anónimo 01.02.2018

Economias como a alemã e afins desenvolvem e produzem tudo aquilo que é necessário para que esta revolução onde o factor trabalho será substituído a elevada taxa por factor capital se dê em todo o mundo. É natural que viva em pleno emprego nesta transição. Muitos ganhos sob a forma de lucros, rendas, mais-valias, dividendos, propriedade intelectual e juros terá depois. Portugal está com pleno emprego porque faz camas e serve almoços àqueles, e o seu sector público é dos poucos que oficialmente "não tem excedentários". Isto não vai acabar bem para Portugal. Tal como não acabou nas outras três revoluções industriais.

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