Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em queda com investidores de olhos postos em Berlim

Abertura dos mercados: Bolsas em queda com investidores de olhos postos em Berlim

Os principais índices bolsistas europeus estão em queda esta manhã, numa altura em que persiste o impasse político na Alemanha. O presidente reúne-se com partidos e Angela Merkel está disponível para novas eleições. O euro, por outro lado, sobe.
Abertura dos mercados: Bolsas em queda com investidores de olhos postos em Berlim
Ana Laranjeiro 21 de novembro de 2017 às 09:35

Os mercados em números

PSI-20 recua 0,58% para 5.249,82 pontos

Stoxx 600 cede 0,15% para 385,82 pontos

Nikkei valorizou 0,70% para 22.416,48 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,6 pontos base para 1,934%

Euro sobe 0,01% para 1,1734 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,66% para 62,63 dólares

Bolsas em queda ligeira

Nesta segunda sessão da semana, os principais índices bolsistas europeus estão a negociar em queda, numa altura em que persiste o impasse político na Alemanha. As negociações entre a CDU de Merkel e os liberais do FDP e os Verdes falharam no último domingo e ainda não é claro se vão ser convocadas novas eleições ou se o presidente da Alemanha vai convidar Angela Merkel a formar um governo minoritário.

Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha, vai continuar esta terça-feira a reunir-se com os partidos políticos para perceber se os consegue convencer a formarem uma aliança com Merkel.

Contudo, Merkel já deixou claro que não pretende formar um governo minoritário e está disponível para se sujeitar novamente ao voto popular. "Um governo minoritário não faz parte dos meus planos", disse a chanceler alemã numa entrevista à ARD, citada pela Bloomberg. "Estou segura que novas eleições é o melhor caminho", acrescentou.

O índice grego lidera as quedas no Velho Continente, ao recuar 0,60%, seguido pelo português PSI-20, que desce 0,58%. O germânico DAX perde 0,07%. O Stoxx 600, índice europeu de referência, cai 0,15%. 

 

Juros em queda

Depois de a S&P ter colocado a dívida de Portugal em nível de investimento, os investidores esperam agora a mesma decisão por parte da Fitch em Dezembro. Esta expectativa do mercado está a permitir que os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário continuem a baixar. A dez anos, o prazo considerado de referência, os juros exigidos pelos investidores trocarem dívida entre si descem 1,6 pontos base para 1,934%.

Os juros da Alemanha descem igualmente 1,6 pontos base mas para 0,347%, apesar do impasse político que se regista no país. O prémio de risco da dívida nacional, medido através do diferencial entre a dívida germânica e a nacional, está nos 159 pontos.

Euro em alta

Apesar do impasse político que se vive na maior economia da Zona Euro, o euro está a ganhar terreno face ao dólar, recuperando das perdas registadas na última sessão. A moeda da Zona Euro ganha 0,01% para 1,1734 dólares.

Nota para o facto de amanhã serem reveladas as minutas do último encontro da Reserva Federal dos Estados Unidos, algo pelo qual os investidores aguardam e que pode estar a marcar a negociação do dólar. Além disso, o mercado pode estar também a digerir a notícia de que Janet Yellen que, apesar de deixar a liderança do banco central, continuaria a ter assento na administração da Reserva Federal até 2024, optou por não o fazer.

No comunicado publicado ontem, a responsável máxima da Fed diz que se demite de membro do conselho de governadores do Sistema da Reserva Federal, sendo que a saída se efectivará "quando o seu sucessor tomar posse como presidente".

Petróleo no verde

O petróleo está em alta nos mercados internacionais, com o crude a negociar acima dos 56 dólares por barril em Nova Iorque, numa altura em que os investidores aguardam para conhecer os dados das reservas, que são publicados amanhã pelas autoridades norte-americanas. A expectativa é que estes dados mostrem que os inventários voltaram a cair.

O West Texas Intermediate valoriza 0,50% para 56,70 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, soma 0,66% para 62,63 dólares por barril.

Ouro brilha

Os preços do ouro estão a subir nos mercados internacionais (+0,30% para 1.280,73 dólares por onça), numa altura em que os investidores aguardam pelas minutas do último encontro da Reserva Federal dos Estados Unidos. Além disso, o mercado pode estar também a digerir a notícia de que Janet Yellen optou por não permanecer na administração da Reserva Federal até 2024 (apesar de ser possível) depois da sua anunciada saída da presidência daquele órgão de política monetária.




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