Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas em queda, euro em alta, em mais um dia decisivo na Catalunha

Abertura dos mercados: Bolsas em queda, euro em alta, em mais um dia decisivo na Catalunha

Os principais índices bolsistas europeus estão em queda, em mais um dia importante para a Catalunha. Termina esta manhã o prazo dado por Mariano Rajoy ao líder do Governo regional da Catalunha para que este seja claro sobre se no passado dia 10 de Outubro declarou ou não a independência da região.
Abertura dos mercados: Bolsas em queda, euro em alta, em mais um dia decisivo na Catalunha

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,48% para 5.435 pontos

Stoxx 600 desvaloriza 0,59% para 389,26 pontos

Nikkei valorizou 0,40% para 21.448,52 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos para 2,349%

Euro ganha 0,07% para 1,1796 dólares

Petróleo em Londres recua 0,93% para 57,61 dólares o barril

Investidores de olhos postos na Catalunha

Os investidores continuam muito atentos à situação na Catalunha. Terminou esta manhã o prazo dado por Mariano Rajoy ao líder do Governo regional da Catalunha para que este seja claro sobre se no passado dia 10 de Outubro declarou ou não a independência da Catalunha.

O jornal El País avança que o presidente do Governo Regional da Catalunha, Carles Puigdemont, enviou uma carta a Mariano Rajoy onde diz que se "o governo do Estado persistir a impedir o diálogo e continuar a repressão, o presidente da Catalunha poderá proceder, se achar oportuno, votar a declaração formal da independência, que não voto no dia 10". Madrid já anunciou que continuará com os procedimentos para implementar o artigo 155 da Constituição, que pode desembocar na recuperação do controlo sobre as instituições da região.

A marcar o dia nos mercados está ainda a cimeira europeia de dois dias, que terá como tema central a saída do Reino Unido da União Europeia. Nas últimas horas, a primeira-ministra britânica, Theresa May, revelou que o acordo para proteger os direitos dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido "está perto" de ser alcançado com a União Europeia.

O principal índice grego lidera as quedas no Velho Continente, recuando 0,83%, seguido pelo índice holandês, que perde 0,79%, e pelo germânico DAX, que desvaloriza 0,68%. O PSI-20 desce 0,48%. O Stoxx 600, índice de referência, cai 0,59%.

 

Juros pouco alterados

Os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados no mercado secundário, depois de ontem o IGCP ter levantado os 1.250 milhões de euros máximos previstos num leilão de curto prazo, conseguindo baixar o custo de financiamento uma vez mais, com as taxas de juro ainda mais negativas.

A dez anos os juros de Portugal sobem 0,2 pontos base para 2,349%, enquanto nas restantes maturidades o sinal é sobretudo negativo. Os juros da Alemanha a dez anos descem 2,1 pontos base para 0,375%. Os juros da Espanha, a dez anos ganham 0,7 pontos base para 1,626%.

O prémio de risco da dívida nacional está nos 197,7 pontos.

Euro em alta apesar da Catalunha

A moeda da Zona Euro está em alta face ao dólar norte-americano, apesar dos receios dos investidores em torno da situação na Catalunha. Os investidores podem também estar à espera do encontro da próxima semana do Banco Central Europeia, que se realiza no dia 26. No último encontro Mario Draghi, líder da autoridade monetária, tinha admitido que no encontro de Outubro poderiam ser dadas indicações sobre o futuro do programa de compra de activos do BCE. Na semana passada a Bloomberg avançava, citando fontes, que o BCE poderia estar a ponderar reduzir para metade as suas compras mensais de activos já a partir de Janeiro, ou seja, para 30 mil milhões de euros.

O euro ganha 0,07% para 1,1796 dólares.

Petróleo cede de máximos de mais de três semanas
O preço do barril de petróleo cede de níveis próximos de máximos de três semanas, que tinham sido sustentados pela redução das exportações dos campos de petróleo no norte do Iraque, perante confrontos entre forças governamentais e rebeldes curdos., bem como da descida dos stocks de crude nos EUA.

"A redução das exportações no Norte do Iraque está a sustentar os preços do petróleo, enquanto os inventários de crude nos EUA também caíram. No entanto, acredito que a produção recuperará em breve, já que manter o petróleo a fluir a partir de Kirkuk é importante tanto para o Iraque como para as forças curdas, disse à Bloomberg Kim Kwangrae, da Samsung Futures Inc.

Ouro recupera com Catalunha e China
O metal amarelo recupera valor pela primeira vez em quatro dias, travando aquela que seria a maior série de quedas consecutivas em quase quatro meses. Ao optimismo em torno das acções norte-americanas – ontem o Dow Jones firmou um novo recorde, fechando acima dos 23.000 pontos pela primeira vez e o S&P 500 também atingiu novo máximo histórico – sobrepõem-se agora dúvidas sobre o desenlace na Catalunha e um abrandamento ligeiro na economia chinesa.

O preço por onça ganha 0,31% para 1.285,11 dólares. Esta manhã é esperada a decisão de Madrid sobre uma possível activação do artigo 155 da Constituição, que daria as rédeas da comunidade autonómica da Catalunha ao governo central, depois de ameaças de declaração da independência. E na China os números do PIB no terceiro trimestre mostram uma desaceleração, em cadeia, face ao trimestre anterior, apesar de terem ido ao encontro das expectativas dos analistas.




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A única ação com futuro, uma Empresa repleta de contratos, em 2014 ultrapassou os 6.00 euros, a maior parte das Empresas cotadas tem um preço muito elevado ,que é o caso das papeleiras, em brem vão descambar, derivado aos incêndios, Mota Engil é um bom refugio, para investimento

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