Mercados num minuto Abertura dos Mercados: Bolsas em queda na primeira sessão com Trump presidente

Abertura dos Mercados: Bolsas em queda na primeira sessão com Trump presidente

O dólar está a recuar e a marcar o ritmo dos mercados financeiros no arranque da semana. O ouro ganha terreno, as bolsas cedem, e os juros agravam-se nos países periféricos.
Abertura dos Mercados: Bolsas em queda na primeira sessão com Trump presidente
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,35% para 4.585,34 pontos

Stoxx 600 cai 0,58% para 360,46 pontos

Nikkei recua 1,29% para 18.891,03 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,9 pontos base para 3,891%

Euro aprecia 0,36% para 1,0668 dólares

Petróleo cede 0,32% para 55,31 dólares por barril 

 

Bolsas em queda

As bolsas europeias abriram a semana em terreno negativo, onde também se encontra Lisboa. Na Ásia, houve uma negociação mista, com a China a somar e o Japão a perder. Esta é a primeira sessão em que os mercados do Velho Continente e da Ásia estão abertos após a tomada de posse de Donald Trump na passada sexta-feira.

 

Querendo apostar numa política proteccionista, Trump desencadeou uma desvalorização do dólar, que está a puxar pelas restantes moedas. Na Europa, o euro sobe e penaliza as empresas exportadoras. O Stoxx Europe 600 perde 0,58%. Londres, Paris e Amesterdão marcam os deslizes mais intensos, todos inferiores a 1%, enquanto o PSI-20 perde 0,35%.

 

Em Lisboa, as empresas do retalho e da energia estão a pressionar, sendo que o BCP, com o aumento de capital a decorrer, está a impedir uma maior desvalorização.

 

Juros sobem na Europa periférica

Os juros da dívida dos países periféricos estão a subir esta segunda-feira. Portugal, Itália e Espanha marcam agravamentos das taxas de juro pedidas pelos investidores para comprar as respectivas dúvidas no mercado secundário. Na Alemanha, cuja dívida é vista como um activo de refúgio, a tendência é de queda (o que antecipa uma maior procura por este activo), sendo que França apresenta um comportamento misto.

 

De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, a "yield" associada à dívida portuguesa a 10 anos, o prazo de referência, está a ganhar 1,9 pontos base, fixando-se em 3,89%. Em 10 sessões, houve apenas três subidas. 

 

Proteccionismo de Trump leva dólar a quedas

A nota verde perde valor pela terceira sessão consecutiva, não apenas em relação ao euro mas face à generalidade das suas pares, perante receios em torno da política de "América Primeiro" e da abertura a renegociar ou mesmo rejeitar tratados comerciais, deixada pelo novo presidente dos EUA na tomada de posse.

 

Já a libra avança para máximos de um mês (0,8% para 1,2472 dólares), na maior série de ganhos em mês e meio, sustentada por dados económicos positivos que se sobrepõem aos receios de um Brexit "duro".

 

Sinais de aumento de produção nos EUA levam petróleo ao vermelho

O barril de crude negoceia em queda dos dois lados do Atlântico, com o Brent do Mar do Norte e o West Texas Intermediate a recuarem entre 0,3% e 0,5% e a cederem depois de duas sessões de valorizações.

 

A condicionar a matéria-prima energética estão sinais de aumento da produção nos EUA, com mais operações de perfuração a serem conhecidas na sexta-feira. A produção na maior economia do mundo aumentou mais de 6% desde meados de 2016, reporta a Reuters, embora esteja 7% abaixo dos máximos atingidos em 2015.

 

A evitar maiores quedas estão notícias de que os produtores na OPEP e fora do cartel já retiraram 1,5 milhões dos 1,8 milhões de barris diários previstos nos cortes de início de ano.

 

Ouro ganha pelo terceiro dia

O preço do metal precioso acumula valor pela terceira sessão, para máximos de dois meses, com os investidores a digerirem as declarações de Donald Trump na tomada de posse de sexta-feira e a preferirem o refúgio no ouro ao investimento no dólar.

 

A vingar no comportamento dos investidores está mais o receio dos impactos de uma política proteccionista no comércio internacional do que o programa de estímulos e baixa de impostos que sustentariam um aumento mais acelerado da inflação e um aumento mais rápido dos juros nos EUA.




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