Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo com ganhos ligeiros

Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo com ganhos ligeiros

Os juros da dívida pública portuguesa caíram para novo mínimo desde Novembro, acompanhando a evolução da dívida de outros países europeias. A maioria das bolsas europeias regista ganhos ligeiros. Euro e petróleo partilham sentimento.
Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo com ganhos ligeiros
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,46% para 5.255,16 pontos

Stoxx 600 soma 0,07% para 394,66 pontos

Nikkei desvalorizou 0,39% para 19.883,90 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cede 0,8 pontos para 3,399%

Euro valoriza 0,02% para 1,0864 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,08% para 50,81 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta

As principais praças europeias estão a negociar sobretudo em alta nesta última sessão da semana, após a maior queda registada em meados de Abril. Um dos pontos a que os investidores devem estar a digerir é o crescimento económico da Alemanha. O PIB da maior economia da Zona Euro, avançou 0,6% nos primeiros três meses do ano.

Lisboa lidera os ganhos na Europa, com o PSI-20 a subir 0,46%, seguido pelo principal índice italiano, que ganha 0,28%. O Stoxx 600, índice de referência, valorizam 0,07%. A contrariar esta tendência está o principal índice grego, que descem 0,51%, seguido pela praça holandesa, que recua 0,07%.

Na Ásia, o dia foi sobretudo de perdas, com as praças a afastarem-se do nível mais elevado em quase dois anos. Os receios dos investidores em torno do apetite dos consumidores norte-americanos penalizaram o comportamento das praças.

 

Juros em mínimos
Os juros da dívida portuguesa estão a fixar novos mínimos desde Novembro do ano passado, em linha com a tendência dos restantes títulos europeus, num desempenho que o Commerzbank classificou ontem de "notável". A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos cede 0,08 pontos base para 3,399%, tendo fixado o mínimo de cinco meses em 3,359%.

 

Na dívida soberana europeia a amplitude das quedas é idêntica. A "yield" das bunds alemãs a 10 anos cede 2,6 pontos base para 0,406% e taxa de rendibilidade exigida aos investidores para comprar obrigações soberanas espanholas cai 1,3 pontos base para 1,634%.

 

Os juros das obrigações portuguesas têm vindo a atingir mínimos de Novembro (quando Trump ganhou as eleições nos EUA) nas últimas sessões, uma tendência que foi reforçada depois do leilão da passada quarta-feira, dia em que o IGCP conseguiu vender dívida a dez anos, no montante de 632 milhões de euros, com uma taxa média de 3,386%. A dívida portuguesa tem também vindo a beneficiar com perspectivas positivas para a economia, quer ao nível da evolução do PIB, quer do défice. Ainda ontem a Comissão Europeia reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa.

 

A tendência de descida das "yields" na Europa nesta sexta-feira, segundo a Reuters, surge em reacção às declarações de Vítor Constâncio. O vice-presidente do Banco Central Europeu disse que a autoridade monetária está comprometida com os estímulos até Dezembro, pelo que a política actual só deverá ser repensada depois do Verão.

Dólar próximo da melhor semana do ano

A moeda norte-americana está próxima de alcançar a melhor semana do ano, isto numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação dos dados da inflação e das vendas a retalho. A expectativa é ambos os dados económicos tenham registado uma subida, o que dará força à expectativa de uma subida dos juros por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos.

O euro, ainda assim, por esta altura, ganha 0,02% para 1,0864 dólares.

Petróleo caminha para primeira semana de ganhos num mês

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, encaminhando-se para o primeiro avanço semanal num mês. A impulsionar a cotação da matéria-prima está a descida das reservas norte-americanas de crude e o facto de dois membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo referirem que há um consenso entre o cartel para alargar a vigência do acordo para reduzir a produção.

Em Novembro, os membros da OPEP assinaram um acordo que previa uma redução da produção de petróleo. O objectivo era travar o excesso de oferta no mercado, que estava a provocar uma queda da cotação da matéria-prima. Esse acordo devia terminar no próximo mês, mas os membros da OPEP, aparentemente, estão disponíveis para prolongar os cortes na produção até, pelo menos, ao final do ano.

O West Texas Intermediate sobe 0,08% para 47,87 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte avança 0,08% para 50,81 dólares por barril.

Ouro brilha há dois dias

O ouro está a subir há dois dias, depois das bolsas asiáticas terem fechado a semana em queda, penalizadas pelos receios dos investidores em torno dos gastos dos consumidores norte-americanos. O ouro avança 0,27% para 1.228,34 dólares por onça.

 

 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
MARIA ALBERTINA a ASTROLOGA 12.05.2017

Á uma semana atrás eu DISSE vendam BCP e comprem CAFÉS TOFINA estão a ver só em dois dias os CAFÉS TOFINA já subiram + de 30 % agora não se ESQUEÇAM de me VIREM DAR uma COMSSÃOZITA pode ser 50% que eu não me CHATEIO

MARIA ALBERTINA a ASTROLOGA 12.05.2017

ISSO ISSO VENDAM BCP E COMPREM PHAROL ISSO È QUE ´é UM NEGOCIO DA CHINA

pub
pub
pub
pub