Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo no vermelho

Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo no vermelho

A semana arranca com perdas nas principais praças europeias. O sentimento negativo estende-se ao euro e ao petróleo. Juros da dívida continuam abaixo dos 3%.
Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo no vermelho
Reuters
Ana Laranjeiro 24 de julho de 2017 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,19% para 5.286,14 pontos

Stoxx 600 cede 0,16% para 379,57 pontos

Nikkei desvalorizou 0,62% para 19.975,67 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,9 pontos para 2,889%

Euro cede 0,14% para 1,1647 dólares

Petróleo em Londres perde 0,25% para 47,94 dólares o barril

Bolsas pintadas de vermelho

As principais praças europeias estão a negociar em queda ligeira neste arranque de sessão. A penalizar a evolução das bolsas estão sobretudo as acções do sector automóvel, que recuam após os reguladores da concorrência terem aberto uma investigação a fabricantes europeias.O índice europeu que reúne as principais cotadas do sector automóvel desvaloriza 2,16%. A BMW desce 2,77% para 78,94 euros, a Daimler recua 3,15% para 60,61 euros e a Volkswagen perde 3,56% para 132,85 euros.

A revista alemã Der Spiegel afirmou na sexta-feira que cinco construtoras alemãs, Volkswagen, Audi, Porsche, BMW e Daimler, teriam formado um cartel desde os anos 1990, havendo concertação nomeadamente quanto à redução de emissões poluentes em veículos 'diesel'.

No sábado, a Comissão Europeia indicou que está a analisar informações que dão conta de um eventual cartel entre grandes construtoras do sector automóvel alemão. Ontem, a BMW garantiu que os seus veículos "não são manipulados e cumprem os requisitos legais", incluindo os modelos 'diesel', quando cresce a polémica na Alemanha sobre um alegado cartel da indústria automóvel.

A liderar as quedas no Velho Continente está o espanhol IBEX 35, que recua 0,46%, seguido muito de perto pelo britânico Footsie, que desce 0,45%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,16%.

 

Juros continuam abaixo dos 3%

Os juros da dívida nacional continuam a negociar abaixo dos 3% no mercado secundário, isto depois de na última quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) ter deixado o programa de compras de activos inalterado. Além disso, a autoridade monetária manteve a disponibilidade para, caso fosse necessário aumentar o ritmo das compras. O presidente do banco central considerou que ainda não há sinais convincentes de recuperação da inflação, aliviando alguma da ansiedade nos mercados de dívida que se registou após o seu discurso em Sintra.

A dez anos, as "yields" nacionais cedem 1,9 pontos base para 2,889%. Os juros da Alemanha no mesmo prazo deslizam 0,9 pontos base para 0,497%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 234,7 pontos, o valor mais baixo desde 15 de Janeiro do ano passado.

Euro em queda

A moeda da Zona Euro está aliviar dos ganhos recentes – impulsionados pela decisão do Banco Central Europeu – e por esta altura desliza 0,14% para 1,1647 dólares.

Petróleo em queda em dia de encontro da OPEP

Os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estarão hoje reunidos na cidade russa de São Petersburgo para analisarem o actual plano de corte da produção, que entrou em vigor no início do ano, por seis meses, e que foi entretanto prolongado por mais nove meses.

A Bloomberg avança que na agenda para o encontro de hoje não está uma limitação à produção da Nigéria e da Líbia. Os dois países alegam, de acordo com fontes da agência, que precisam de continuar a produzir a um ritmo elevado antes de poderem juntar-se aos esforços do cartel para travar o excedente de matéria-prima que existe.

A cotação da matéria-prima nos mercados internacionais está em queda, com o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, a descer 0,25% para 47,94 dólares por barril. O West Texas Intermediate recua 0,37% para 45,60 dólares por barril.

Ouro em máximos de quase um mês

Apesar de, por esta altura o ouro para entrega imediata registar uma queda de 0,02% para 1.254,79 dólares por onça, o metal precioso já negociou hoje nos 1.257,26 dólares por onça, o valor mais elevado desde 26 de Junho. Este comportamento tem lugar numa altura em que a administração norte-americana está a prender a atenção dos investidores, o que tem penalizado o dólar.




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comentários mais recentes
MASSA bruta + 0.18 BCP = xanax + XANAX 24.07.2017

ESTES RESSABIADOS do BCP JÁ TODOS TOMARAM XANAX POIS ESTA SEMANA VAI SER DURA COM os Dois MILENIUNS A APRESENTAREM LUCROS FENOMENAIS e nos próximos 3 meses o PSI 20 vai subir + de 50 % o IMOBILIARIO é que vai descer a PIQUE

joaoferreira1 24.07.2017

Pró gaijo da Correção eheheh...é o FIM DO MUNDO EM KUEKAS...vai levar no KU ehheheehe

Fujam da bolsa! 24.07.2017

As correções começaram em força!

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