Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias em alta após o Irma e as sanções à Coreia do Norte

Abertura dos mercados: Bolsas europeias em alta após o Irma e as sanções à Coreia do Norte

As praças europeias estão a negociar em alta, em linha com a evolução do mercado asiático, depois de os prejuízos causados pelo furacão Irma não serem tão graves quanto foi antecipado e depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado mais sanções à Coreia do Norte.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias em alta após o Irma e as sanções à Coreia do Norte
Bloomberg
Ana Laranjeiro 12 de setembro de 2017 às 09:29

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,99% para 5.157,64 pontos

Stoxx 600 avança 0,35% para 380,77 pontos

Nikkei valorizou 1,18% para 19.776,62 pontos

Juros a 10 anos sobem 1,1 pontos-base para 2,829%

Euro valoriza 0,11% para 1,1966 dólares

Petróleo em Londres desce recua 0,33% para 53,66 dólares por barril

Bolsas europeias em alta

Os estragos provocados pela passagem do furacão serão inferiores ao que chegou a ser estimado. E o Conselho de Segurança da ONU aprovou mais uma ronda de sanções para a Coreia do Norte, com as penalizações a serem, contudo, menos gravosas para Pyongyang do que o previsto. Estes factores estão a marcar o arranque do dia nos mercados, permitindo ganhos às acções europeias, que seguem assim o caminho do mercado asiático.


"Vimos frequentemente este padrão este ano: quando a Coreia do Norte faz escalar as tensões, os mercados accionistas rapidamente ficam nervosos e depois acalmam e focam-se nos lucros, no crescimento económico e nas taxas de juro", disse à Bloomberg Shane Oliver, da AMP Capital Investors em Sydney.

A liderar os ganhos no Velho Continente está o PSI-20, que soma 0,99%, impulsionado nomeadamente pelos avanços acima de 4% do BCP. O índice grego sobe 0,62% e o germânico DAX sobe 0,36%. O Stoxx 600, índice de referência, aprecia 0,35%.

Juros com subida ligeira

A 24 horas de Portugal regressar ao mercado com uma emissão de obrigações a dez anos, e numa altura em que o mercado aguarda para perceber se, na sexta-feira, a S&P se pronuncia sobre o "rating" do país, os juros da dívida pública portuguesa a dez anos registam uma subida ligeira de 1,1 pontos base para 2,829%.

Duas semanas depois de a Moody's ter melhorado a perspectiva para o "rating" de Portugal de estável para positiva, também a S&P pode manifestar-se. Esta agência tem o "rating" de Portugal a um nível de sair de lixo e é a única das três grandes ainda com perspectiva estável.

Os juros da Alemanha a dez anos ganham 2,4 pontos base para 0,360%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 242,3 pontos.

Euro de volta os ganhos

O euro está novamente a ganhar terreno face ao euro, subindo 0,11% para 1,1966 dólares. Este comportamento tem lugar numa altura em que o dólar pode estar a perder força, penalizado pelos receios dos investidores em torno da inflação nos EUA (os dados são conhecidos na quinta-feira). Este temor está a ofuscar o alívio sentido pelo mercado pelo facto de a Coreia do Norte não ter respondido à decisão das Nações Unidas de aplicar mais sanções ao regime.

Petróleo no vermelho

Apesar do furacão Irma já ter perdido alguma intensidade, e as refinarias na Costa do Golfo estarem já a retomar a sua actividade depois da passagem quer do Irma quer do Harvey, os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais.

O West Texas Intermediate desce 0,12% para 48,01 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, recua 0,33% para 53,66 dólares por barril.

Daniel Hynes, analista do Australia & New Zealand Banking Group, disse à Bloomberg que "tem existido alguma incerteza sobre o furacão Irma e o impacto que terá". E acrescenta que isso tem efeito "nos preços que continuam presos nos níveis actuais. Esperamos que os preços subam acima dos 50 dólares no final do ano, provavelmente não superando os 60 dólares até ao início do próximo ano".

Ouro sem brilho há três dias

O ouro está a desvalorizar pela terceira sessão, recuando 0,09% para 1.326,39 dólares por onça, depois das acções norte-americanas terem ontem tocado em máximos, impulsionadas pelas perspectivas mais positivas para a economia norte-americana.




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