Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda e dólar recua de máximos

Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda e dólar recua de máximos

As principais praças europeias negoceiam em terreno negativo, interrompendo assim o maior ciclo de ganhos desde Julho de 2015. O dólar também recua de máximos enquanto o petróleo segue a valorizar.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda e dólar recua de máximos
David Santiago 16 de fevereiro de 2017 às 09:29

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,15% para 4.634,51 pontos

Stoxx 600 cede 0,10% para 371,08 pontos

Nikkei desvalorizou 0,47% para 19.347,53 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos para 4,087%

Euro avança 0,28% para 1,0631 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,23% para 55,88 dólares o barril

 

Bolsas europeias recuam de máximos de mais de um ano

A generalidade das principais bolsas europeias está a negociar em terreno negativo na manhã desta quinta-feira, 16 de Fevereiro. O índice de referência europeu Stoxx 600 cede 0,10% para 371,08 pontos, interrompendo assim um ciclo de sete sessões seguidas a acumular valor, a mais longa série de ganhos em 18 meses, e que permitiram a este índice tocar em máximos de Dezembro de 2015.

 

A contribuir para este desempenho das principais praças europeias estão as perdas verificadas, em especial, no sector mineiro do Velho Continente, que recua em torno de 1% arrastado pela quebra no valor da generalidade dos metais.

 

No plano nacional o sentimento é mais positivo com o PSI-20 a ganhar 0,15% para 4.634,51 pontos, a terceira sessão seguida a transaccionar no verde, o ciclo mais longo desde o começo do ano. A animar a praça lisboeta estão as subidas da Nos, que cresce 1,22% para 5,307 euros, e da Jerónimo Martins, que soma 0,25% para 16,10 euros depois de ontem o CaixaBI ter antecipado que a retalhista registe um aumento de 84,3% dos lucros para 614 milhões de euros em 2016.

 

Juros da dívida portuguesa contrariam tendência dos periféricos

Os juros da dívida pública portuguesa com maturidade a 10 anos estão a subir ligeiros 0,1 pontos base para 4,087%, permanecendo assim acima da barreira dos 4% e contrariando a tendência registada na maior parte dos países da Zona Euro, designadamente dos chamados periféricos. Isto após esta quarta-feira o IGCP ter colocado um total de 1.250 milhões de euros em dívida a três e 11 meses, com a taxa mais negativa de sempre, de -0,096% na emissão a 11 meses e de -0,219% a 3 meses.

 

Já a taxa de juro associados às obrigações de dívida a 10 anos de Itália e Espanha está a cair 1,8 e 0,8 pontos base para 2,225% e 1,676%, respectivamente. Também as "bunds" alemãs a 10 anos recuam 0,3% para 0,370%.

 

Dólar recua de máximos de um mês

Após várias sessões a valorizar e depois de ter ontem negociado nos mercados cambiais em máximos de um mês, o dólar segue hoje a perder terreno, tanto face ao euro como contra o iene. O euro segue nesta altura a valorizar 0,28% para 1,0631 dólares.

 

A penalizar a divisa norte-americana estão os mais recentes dados sobre a economia dos Estados Unidos, com os preços no consumidor e as vendas a retalho a superaram as estimativas dos analistas.  

 

Petróleo valoriza apesar de sexta semana de aumento das reservas americanas

O crude está a negociar em alta nos mercados internacionais, pese embora as reservas petrolíferas dos Estados Unidos tenham aumentado pela sexta semana consecutiva, a maior série de crescimento em quase um ano.

 

Segundo a informação avançada pela Administração de Informação de Energia dos EUA, a produção americana cresceu em 9,53 milhões de barris na semana anterior, bem acima dos 3,5 milhões previstos pelos analistas.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,13% para 53,18 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,23% para 55,88 dólares.

 

Ouro sobe à boleia da inflação nos EUA

O metal precioso está a subir, a reflectir o aumento da inflação nos EUA. Isto numa altura em que se prevê que a Reserva Federal (Fed) americana suba os juros em Março. O ouro tem beneficiado da incerteza económica e política, nos EUA e na Europa, funcionando como activo de refúgio. O ouro sobe 0,30% para 1.237,36 dólares por onça. 

 




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