Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas na Europa em queda com investidores à espera de Trump

Abertura dos mercados: Bolsas na Europa em queda com investidores à espera de Trump

As principais bolsas europeias estão a negociar em queda, com Madrid e Lisboa a liderarem as perdas entre as congéneres. O euro cede terreno face ao dólar e o petróleo recua penalizado pelos receios dos investidores.
Abertura dos mercados: Bolsas na Europa em queda com investidores à espera de Trump
Reuters
Ana Laranjeiro 30 de janeiro de 2018 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,46% para 5.704,11 pontos

Stoxx 600 perde 0,38% para 398,30 pontos

Nikkei recuou 1,43% para 23.291,97 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,4 pontos base para 1,919%

Euro cede 0,03% para 1,2378 dólares

Petróleo em Londres cai 0,62% para 69,03 dólares

Bolsas europeias seguem tendência negativa da Ásia

As principais praças europeias estão a negociar em queda, partilhando assim o sentimento vivido nas bolsas asiáticas. Na Ásia, as praças japonesas chegaram a registar a maior queda em dois meses penalizadas sobretudo pelas empresas tecnológicas.

Os investidores dão agora sinais de cautela em relação aos mercados bolsistas, numa altura em que o mercado assiste à subida das taxas associadas às obrigações soberanas de alguns Estados. Além disso, o mercado aguarda para conhecer alguns dados económicos, relativos à economia chinesa e norte-americana, que vão ser revelados ainda esta semana.

Hoje – além dos vários dados económicos na área do euro que vão ser revelados – os investidores vão estar atentos ao discurso do Estado da União, que vai ser proferido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. É expectável que o presidente norte-americano apresente a sua agenda para este ano e os investidores vão assim querer saber que rumo vai tomar a maior economia do mundo.

Entre as principais praças europeias, o espanhol IBEX 35 é que o mais perde, seguido pelo português PSI-20, que recua 0,46%. O índice português está a ser penalizado pelos pesos pesados do sector energético (a EDP desce 0,35% para 2,859 euros, a EDP Renováveis perde 0,56% para 7,05 euros e a Galp Energia que recua 0,82% para 15,74 euros), BCP (desvaloriza 0,76% para 32,7 cêntimos) e Jerónimo Martins (desce0,63% para 17,235 euros).

O Stoxx 600, índice de referência, perde 0,38%.

Juros dos periféricos em queda

As taxas de juro associadas às obrigações dos chamados países periféricos estão em queda no mercado secundário. Num dia em que vai ser revelado a evolução do PIB do quarto trimestre do ano passado na Zona Euro e que o INE divulga as estimativas mensais de emprego e desemprego em Dezembro, os juros das obrigações portuguesas a dez anos no mercado secundários descem 2,4 pontos base para 1,919%.

No caso das obrigações espanholas, a dez anos, verifica-se uma queda de 2,1 pontos base para 1,399%. E os de Itália no mesmo prazo descem 3 pontos base para 1,996%.

Esta tendência de alívio não é exclusiva entre os periféricos uma vez que os juros da Alemanha estão igualmente em queda. A dez anos, as "bunds" germânicas recuam 1,5 pontos base para 0,680%.

O prémio de risco da dívida nacional está nos 124,3 pontos.

Euro trava ganhos

Depois de na semana passada a moeda da Zona Euro ter superado a fasquia dos 1,25 dólares, o euro alivia agora dessas valorizações. Por esta altura, a moeda cai 0,03% para 1,2378 dólares. Assim, e depois da queda recente, o dólar pode estar a ser suportado pelas expectativas em torno de alguns dados económicos relativos aos Estados Unidos.

Na próxima sexta-feira, 2 de Fevereiro, serão divulgados os dados do desemprego em Janeiro. A taxa de desemprego nos EUA deverá ter permanecido estável em mínimos de quase 17 anos, tendo ficado em 4,1%, em Janeiro. A maior economia do mundo deverá dar sinais de que o mercado laboral continua a recuperar, com o número de novos postos de trabalho a aumentar no primeiro mês do ano.

Antes disso, amanhã vai ser o último dia de Janet Yellen como líder da Reserva Federal dos EUA. A ainda presidente do banco central dos EUA preside à última reunião da entidade, três dias antes de ser substituída por Jerome Powell. A taxa de fundos federais deverá ficar inalterada num intervalo entre 1,25% e 1,5%. Este ano, a instituição prevê três mexidas nas taxas de juro.

Receios dos investidores penalizam petróleo

Os preços do petróleo estão a descer nos mercados internacionais penalizados pelos receios dos investidores de que tenha havido um certo exagero no que diz respeito ao seu apetite por activos arriscados, segundo a Bloomberg.

A negociação de petróleo está a ser marcada pela subida do dólar (a descida da divisa ajudou a impulsionar a negociação de algumas matérias-primas). E pelos receios de que os inventários de petróleo indiquem uma subida das reservas dos EUA pela primeira vez em 11 semanas.

O West Texas Intermediate desvaloriza 1,02% para 64,89 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, recua 0,62% para 69,03 dólares por barril.

Ouro em queda há dois dias

O metal amarelo está em queda pelo segundo dia depois da "yield" das obrigações do Tesouro dos EUA ter tocado no valor mais elevado desde 2014. Além disso, o dólar sobe antes da última reunião da Reserva Federal dos EUA.

O ouro desce 0,36% para 1.335,55 dólares por onça.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
pub