Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas na linha de água antes de reunião do BCE e juros interrompem alívio

Abertura dos mercados: Bolsas na linha de água antes de reunião do BCE e juros interrompem alívio

As bolsas europeias negoceiam sem tendência definida numa altura em que os investidores estão expectantes pelo encontro de quinta-feira do BCE. Os juros da dívida pública interrompem ciclo de cinco dias de alívio. Euro e libra desvalorizam face ao dólar.
Abertura dos mercados: Bolsas na linha de água antes de reunião do BCE e juros interrompem alívio
Reuters
David Santiago 18 de janeiro de 2017 às 09:48

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,18% para 4.606,10 pontos

Stoxx 600 cede 0,06% para 362,19 pontos

Nikkei valorizou 0,43% para 18.894,37 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,7 pontos para 3,851%

Euro desvaloriza 0,19% para 1,0692 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,56% para 55,78 dólares o barril

 

Bolsas europeias indefinidas antes de reunião do BCE

As bolsas europeias abriram a sessão desta quarta-feira, 18 de Janeiro, sem tendência definida, alternando entre ganhos e perdas. Nesta altura o índice de referência europeu Stoxx 600 cede ligeiros 0,06% para 362,19 pontos.

 

Os investidores estão agora na expectativa pelo encontro de amanhã do Banco Central Europeu. Apesar de não serem esperadas importantes decisões do BCE, a instituição liderada por Mario Draghi falará sobre o arranque do ano de 2017 e as incertezas que o mesmo acarreta, designadamente o Brexit e a futura administração norte-americana liderada por Donald Trump.

  

Por cá, o PSI-20, que também já alternou entre o vermelho e o verde, está agora a ganhar 0,18% para 4.606,10 pontos, apoiado pela subida da Jerónimo Martins que avança 0,67% para 15,865 euros. Nota também para o BCP, que depois de já ter recuado 1,75% segue agora a ganhar 0,13% para 0,1602 euros a um dia de os títulos do banco serem negociados em simultâneo com os direitos de subscrição do aumento de capital anunciado pela instituição.

 

Juros da dívida interrompem alívio de cinco sessões

Os juros da dívida soberana portuguesa estão a subir nos mercados secundários de dívida em praticamente todas as maturidades, excepção feita ao prazo a três meses. A taxa de juro associada às obrigações com maturidade a 10 anos está a subir 0,7 pontos base para 3,851%, interrompendo assim um ciclo de cinco sessões consecutivos em que a "yield" estava a aliviar relativamente às subidas registadas nos primeiros dias de 2017. Isto no dia em que a República portuguesa vai colocar, segundo anunciou na sexta-feira o IGCP, entre 1.250 e 1.500 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro a seis e doze meses.

 

A subida dos juros é generalizada nos países da Zona Euro, designadamente os chamados periféricos. Em Itália "yield" associadas às obrigações com prazo a 10 anos cresce 0,9 pontos base para 1,924% e em Espanha sobe 0,3 pontos base para 1,395%. Também a taxa de juro das "bunds" alemãs sobe 0,5 pontos base para 0,327%.

  

Euro e libra desvalorizam face ao dólar

O euro está a desvalorizar contra o dólar americano, com a moeda única europeia a perder 0,19% para 1,0692 dólares. Também a libra está a recuar 0,85% para 1,2308 dólares, isto depois de ontem a primeira-ministra britânica, Theresa May, ter anunciado que o Reino Unido vai optar por um "hard Brexit".

 

A justificar esta tendência está a valorização do dólar que se seguiu às declarações em que o presidente da Fed de São Francisco, John Williams, disse que a economia norte-americana atingiu a meta de emprego, pelo que se torna provável avançar com novos aumentos dos juros.

 

Petróleo sobe com perspectiva de redução das reservas nos EUA

O preço do petróleo continua a negociar em alta nos mercados internacionais, beneficiando das estimativas hoje conhecidas que antecipam que as reservas petrolíferas norte-americanas. Uma sondagem da Bloomberg estima que hoje a Administração de Informação de Energia irá revelar que na semana passada a produção dos EUA caiu em 1 milhão de barris.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,46% para 52,72 dólares por barril, enquanto o Brent, negociado em Londres, ganha 0,56% para 55,78 dólares.

 

Ouro recua de máximos

Depois de ter negociado em máximos de 22 de Novembro perante os receios em torno do Brexit, o metal precioso está agora a cair 0,34% para 1.212,90 dólares por onça. Além do ouro, outro activo de refúgio em queda é o iene, com a divisa nipónica a desvalorizar face ao dólar pela primeira vez em oito dias.

 

Nota ainda para o cobre que negoceia inalterado depois de já ter estado a recuar 2,34%, a maior queda num mês provocada pela preocupação dos investidores em relação aos efeitos do Brexit e a uma eventual guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.


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