Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de resultados e dados económicos

Abertura dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de resultados e dados económicos

As bolsas europeias estão a prolongar o pessimismo da sessão norte-americana e asiática, antes de serem conhecidos os dados da inflação na Zona Euro. Os juros sobem, e o dólar recupera de cinco sessões de perdas.
Abertura dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de resultados e dados económicos
Reuters
Rita Faria 17 de janeiro de 2018 às 09:14

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,03% para 5.615,28 pontos

Stoxx 600 perde 0,25% para 397,36 pontos

Nikkei desvalorizou 0,35% para 23.868,34 pontos

Euro recua 0,30% para 1,2224 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,01% para 69,16 dólares o barril

 

Bolsas europeias em queda ligeira

As bolsas europeias estão em queda ligeira esta quarta-feira, 17 de Janeiro, prolongando o pessimismo da sessão norte-americana e asiática, num dia em que o mercado vai continuar atento aos resultados da banca dos Estados Unidos – hoje com o Goldman Sachs e o Bank of America – e aos dados da inflação na Zona Euro. 
 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,25% para 397,36 pontos, com a maioria dos principais sectores em queda, com excepção das tecnológicas, depois da apresentação dos resultados da ASML.

 

Em Lisboa, após quatro sessões de perdas, o PSI-20 soma ligeiros 0,03% para 5.615,28 pontos, impulsionado sobretudo pelo BCP. O banco liderado por Nuno Amado segue a valorizar 0,8% para 29,14 cêntimos.

 

Juros sobem na periferia do euro

Os juros da dívida dos chamados periféricos estão a subir, depois de o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, que é apontado como um dos potenciais sucessores de Mario Draghi no BCE, ter afirmado que as expectativas dos analistas que apontam para o início do ciclo de subida de juros na Zona Euro em meados do próximo ano são "realistas".

 

Em Espanha, os juros da dívida a dez anos sobem 1,3 pontos para 1,515%, enquanto em Itália agravam-se em 1,7 pontos para 1,988%. Na Alemanha, pelo contrário, a yield associada às obrigações nesse prazo desce 0,8 pontos para 0,554%.

 

Em Portugal, os juros a dez anos estão em 2,036%, no dia em que o país vai voltar ao mercado para emitir até 1.750 milhões de euros de dívida de curto prazo.  

 

Dólar sobe pela primeira vez em seis sessões

O índice que mede a evolução do dólar norte-americano face às principais congéneres mundiais está hoje em alta depois de cinco sessões consecutivas de perdas, que levaram a divisa dos Estados Unidos para mínimos de Dezembro de 2014.

 

Esta evolução acontece no dia em que a Reserva Federal vai divulgar o Livro Bege sobre a evolução da economia, um documento que é seguido com atenção pelos investidores para anteciparem as próximas decisões do maior banco central do mundo.  

 

Crude quase inalterado antes das reservas

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, à espera dos dados das reservas de crude nos Estados Unidos, e do relatório da mensal da OPEP, ambos com divulgação marcada para quinta-feira.

 

Segundo a Bloomberg, os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos deverão mostrar que as reservas de crude desceram pela nona semana consecutiva – o que deverá motivar uma subida dos preços – enquanto o relatório mensal do cartel dará conta do nível de cumprimento dos cortes acordados entre a OPEP e um conjunto de 11 países, incluindo a Rússia.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,09% para 63,79 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,01% para 69,16 dólares.  

 

Ouro desce de máximos de quatro meses

O ouro está em terreno negativo esta quarta-feira, contrariando a evolução do dólar norte-americano, numa altura em que os investidores estão de olhos postos nas negociações no Congresso com o objectivo de evitar um "shutdown" do governo dos Estados Unidos.

 

Depois de ter atingido máximos de Setembro, o metal amarelo recua 0,24% para 1.335,22 dólares enquanto a prata cai 0,06% para 17,1829 dólares. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub