Mercados num minuto Abertura dos Mercados: Bolsas no vermelho e juros da dívida portuguesa acima dos 4,2%

Abertura dos Mercados: Bolsas no vermelho e juros da dívida portuguesa acima dos 4,2%

Depois de as bolsas asiáticas terem fechado no vermelho, também as praças europeias começaram a semana a negociar em terreno negativo pressionadas pela decisão de Trump proibir a entrada de muçulmanos nos EUA. Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar acima dos 4,2%.
Abertura dos Mercados: Bolsas no vermelho e juros da dívida portuguesa acima dos 4,2%
Bloomberg
David Santiago 30 de janeiro de 2017 às 09:39

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,98% para 4.564,49 pontos

Stoxx 600 recua 0,72% para 363,73 pontos

Nikkei desvalorizou 0,51% para 19.368,85 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 11,2 pontos base para 4,253%

Euro cede 0,01% para 1,0698 dólares

Petróleo em Londres recua 0,65% para 55,16 dólares o barril

Bolsas no vermelho depois de Trump pôr travão à imigração

Na Ásia o sentimento foi negativo, com as praças asiáticas a recuarem de máximos de quatro meses penalizadas pela apreensão relativamente à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, interditar a possibilidade de cidadãos de sete países de maioria muçulmana viajarem para os Estados Unidos. Além da queda do Nikkei, também o nipónico Topix negociou em terreno negativo pela primeira vez em quatro sessões, com o sectores da banca e exportador a penalizarem.

 

Na Europa o sentimento é o mesmo, com o Stoxx a recuar 0,72% para 363,73 pontos. Também na Europa é a apreensão dos investidores em relação à decisão de Trump que está a pressionar, em especial depois de cotadas como a Google terem vindo criticar a medida decretada pelo novo presidente dos Estados Unidos.

 

Também a bolsa nacional começou a semana em queda com o PSI-20 a seguir nesta altura a perder 0,98% para 4.564,49 pontos, penalizado pelos CTT que a afundarem 11,18% para os 5,34 euros num início de dia em que os correios nacionais já estabeleceram um novo mínimo histórico de 5,31 euros.

 

A penalizar os CTT está a perspectiva da cotada de que terá registado uma queda do correio superior ao previsto nos últimos três meses do ano passado, o que a empresa liderada por Francisco Lacerda acredita poder impactar numa redução de até 7% do EBITDA. Já esta segunda-feira o JPMorgan reviu em baixa (reduziu em mais de 30%) a avaliação aos CTT.

Juros de Portugal acima dos 4,25%

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir em todas as maturidades mais longas, sendo que no prazo a 10 anos a taxa de juro está a subir 11,2 pontos base para 4,253%. A taxa de juro exigida nos mercados secundários pelos investidores para comprarem dívida lusa a 10 anos está assim novamente em máximos de Fevereiro do ano passado, uma altura em que se receava a possibilidade de o Orçamento do Estado para 2016 não ser aprovado por Bruxelas.

 

Portugal acompanha a tendência verificada nos restantes países periféricos da Zona Euro. A "yield" espanhola a 10 anos segue a subir 6,5 pontos base para 1,651% enquanto a italiana está a crescer 11 pontos base para 2,336%. Também a taxa de juro associada às "bunds" alemãs a 10 anos está a subir 3,1 pontos base para 0,493%.


O prémio de risco da dívida - diferencial face aos juros das obrigações alemãs a dez anos - permanece em máximos de quase duas semanas, nos 366,74 pontos base.

 

Petróleo em queda pelo segundo dia

Neste início de semana o petróleo segue uma vez mais em queda, estando assim a perder valor pela segunda sessão consecutiva. A pressionar o preço da matéria-prima está a perspectiva de que o aumento da produção petrolífera norte-americana com base em sistemas de perfuração irá diminuir os efeitos do corte da produção decretado pela OPEP e em vigor desde o início de 2016.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a desvalorizar 0,65% para 55,16 dólares. Em Nova Iorque o sentimento é idêntico, com o West Texas Intermediate (WTI) a cair 0,47% para 52,92 dólares.

 

Euro praticamente inalterada face ao dólar

A moeda única europeia está a ceder ténues 0,01% para 1,0698 dólares, isto numa altura em que o dólar tem perdido valor para as principais divisas mundiais devido à preocupação dos investidores em relação às políticas proteccionistas levadas a cabo por Trump.

Nota também para a libra que está a perder terreno para o dólar pela terceira sessão consecutiva. A divisa britânica perde 0,25% para 1,2523 dólares num momento em que se aguarda a decisão do banco central inglês sobre a política monetária do Reino Unido. 

 

Ouro regressa às perdas

Depois de na sexta-feira o ouro ter interrompido uma série de três sessões seguidas a desvalorizar, o metal precioso está esta segunda-feira novamente a perder valor. O ouro está a apreciar 0,12% para 1.189,81 dólares por onça.




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comentários mais recentes
nin 30.01.2017

Devagarinho, a nossa dívida vai subindo. Já são mais as vezes que ultrapassa os 4% do que as que fica abaixo.

Anónimo 30.01.2017

https://goo.gl/forms/cBBl4pEBIkAhOksl1

Muito Obrigado!

SÍTIO MUITO MANHOSO 30.01.2017


. . . MAU, MAU . . . VEJAM LÁ SE CONSEGUEM SATISFAZER OS AGIOTAS E OS GATUNOS !

. . . GENTE SÉRIA NÃO É CONCERTEZA ! ! !

fred 30.01.2017

Que tem a emigração dos EUA a ver com a SONAE? E os CTT? São iranianos e sudaneses que levam as cartas daqui para os emigrantes nos EUA? A verdade é que as Sonaes, apontadas pelos 'analistas ohohoh' como um bom investimento, só descem. Trump devia proibir também a entrada de analistas nos EUA.

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