Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuam de máximos de um ano e juros disparam na Europa

Abertura dos mercados: Bolsas recuam de máximos de um ano e juros disparam na Europa

As bolsas europeias inverteram para terreno negativo, depois de terem chegado a negociar em máximos do início de Janeiro. O petróleo dispara 5% e os juros da dívida sobem na maioria dos países do euro.
Abertura dos mercados: Bolsas recuam de máximos de um ano e juros disparam na Europa
Reuters
Rita Faria 12 de dezembro de 2016 às 09:33

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,52% para 4.662,15 pontos

Stoxx 600 perde 0,10% para 355,02 pontos

Nikkei valorizou 0,84% para 19.155,03 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3,7 pontos base para 3,951%

Euro ganha 0,03% para 1,0563 dólares

Petróleo em Londres dispara 5,01% para 57,05 dólares o barril

Bolsas europeias invertem após máximos de Janeiro

Depois de um início de sessão em alta, a maioria dos índices europeus inverteu para terreno negativo, corrigindo dos ganhos das últimas cinco sessões. As acções europeias estiveram a beneficiar do efeito BCE que, na passada quinta-feira, decidiu prolongar até Dezembro o programa de compra de activos.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,10% para 355,02 pontos, depois de ter chegado a valorizar 0,16% para 355,96 pontos, o valor mais elevado desde o início de Janeiro. Nesta altura, todos os sectores estão em queda à excepção da energia e mineração.

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,52% para 4.662,15 pontos, impulsionado sobretudo pela Galp Energia, que soma 3,03% para 14,285 euros. A petrolífera chegou a disparar um máximo de 7,14% para 14,855 euros, o valor mais alto desde Novembro de 2011.

Juros disparam na Europa

Os juros da dívida da generalidade dos países da Zona Euro estão em alta esta segunda-feira, 12 de Dezembro, depois dos anúncios feitos pelo BCE na semana passada.

Em Itália, os juros das obrigações a dez anos avançam 5,5 pontos base 2,094%, numa altura em que persistem os receios em torno da capacidade do Monte dei Paschi avançar com o plano de recapitalização, depois de o BCE ter decidido não dar mais tempo ao banco. Por outro lado, mantém-se a incerteza no cenário político, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paolo Gentiloni, ter sido convidado a formar Governo, e terem sido agendadas eleições para Fevereiro.

Em Portugal, a "yield" associada à dívida a dez anos sobe 3,7 pontos base para 3,951% - o valor mais alto desde Fevereiro – penalizada pela decisão do BCE de não flexibilizar o limite das compras por emitente e por linha de obrigações continua a causar mossa nas obrigações nacionais. Segundo os analistas, o BCE está perto de, com as actuais regras, atingir os limites de compras de dívida portuguesa.

Em Espanha, os juros da dívida a dez anos somam 3,5 pontos para 1,549% enquanto na Alemanha a subida é de 3,2 pontos para 0,397%.   

Euro em alta ligeira

A moeda única europeia está a negociar em alta ligeira depois de duas sessões consecutivas de perdas, na sequência dos anúncios feitos pelo Banco Central Europeu (BCE), na passada quinta-feira. Esta semana os olhos dos investidores estão postos na Reserva Federal dos Estados Unidos, que deverá anunciar, na quarta-feira, a primeira subida dos juros no país desde Dezembro de 2015.

O euro ganha 0,03% para 1,0563 dólares.

Petróleo dispara para máximos de Julho de 2015

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, impulsionado pela expectativa de que o maior produtor da OPEP poderá reduzir ainda mais a sua produção.

Este sábado, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita deixou antever uma redução mais ambiciosa na produção, no seguimento do entendimento alcançado entre 11 países exteriores ao cartel da OPEP, incluindo México e Rússia, para reduzirem em 558 mil barris por dia no próximo ano a quantidade de petróleo extraído.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 5,07% para 54,11 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 5,01% para 57,05 dólares. Em ambos os casos, trata-se do valor mais elevado desde Julho de 2015.

Ouro desce antes da Fed

O metal precioso está a desvalorizar pela terceira sessão consecutiva, penalizado pela convicção do mercado de que a Fed vai subir os juros esta quarta-feira, retirando atractividade ao ouro. O metal amarelo cai 0,57% para 1.153,24 dólares por onça, enquanto a prata desce 0,66% para 16,7511 dólares.

A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 12.12.2016

E O REGABOFE DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DAS IMOBILIÁRIAS ESTÁ A VOLTAR E OS BANCOS A EMPRESTAR À BALDA OUTRA VEZ. ACABEM COM A FIGURA DO FIADOR QUE CONTINUAM A ENGANAR MILHARES DE PESSOAS. OS FIADORES VÃO FICAR SEM NADA, AVISO. MUITAS VENDAS DE CASAS SÃO LAVAGEM DE DINHEIRO O FISCO DEVIA INVESTIGAR UMA A

pertinaz 12.12.2016

TUDO SOB CONTROLO.......

NO PASA NADA ......!

ATÉ CHOCARMOS COM A PAREDE........

Curoka 12.12.2016

Olá malta fixe. Comprem Altri sem medos. Esta ação vai aos 6 euros em breve. Eu tenho muitas, e vou reforçar bem. Hoje vão encerrar a ganhar mais de 1%. Depois logo falamos. BN

Anónimo 12.12.2016

O tecto é o que o PIB quiser!
Como nota, só com a subida dos juros o resgate da CGD ficou mais caro em mil Milhoes de Euros! (sim, a CGD tem divida tuga até ao tecto e mais além!)

ver mais comentários
pub
pub
pub
}
pub