Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e ouro alivia de máximos com acalmia dos receios

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e ouro alivia de máximos com acalmia dos receios

As bolsas europeias estão a recuperar de mínimos de seis meses, impulsionadas pelo alívio dos receios em relação à Coreia do Norte e pela descida do euro, de máximos de mais de dois anos e meio.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e ouro alivia de máximos com acalmia dos receios
Reuters
Rita Faria 30 de agosto de 2017 às 09:20

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,44% para 5.133,98 pontos

Stoxx 600 ganha 0,62% para 370,69 pontos

Nikkei valorizou 0,74% para 19.506,54 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,6 pontos para 2,856%

Euro recua 0,24% para 1,1944 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,02% para 52,01 dólares o barril

 

Bolsas europeias recuperam de mínimos de seis meses

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 30 de Agosto, recuperando das perdas que levaram as acções do Velho Continente para mínimos de seis meses na sessão de ontem.

 

A motivar os ganhos está o alívio dos receios em torno das acções da Coreia do Norte – Pyongyang disparou um novo míssil em direcção ao Japão na segunda-feira – e também a queda do euro, que impulsiona sobretudo as empresas com mais exposição ao mercado externo.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,62% para 370,69 pontos, animado sobretudo pelo sector da banca, media e construção.

 

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,44% para 5.133,98 pontos, com a Jerónimo Martins e a Mota-Engil a contribuírem para a valorização. A retalhista avança 1,18% para 16,655 euros e a Mota-Engil sobe 1,53% para 2,395 euros, depois de ter revelado que fechou o primeiro semestre deste ano com lucros de 4,6 milhões de euros. Este valor representa uma quebra de 93,6% face ao período homólogo, mas supera as estimativas dos analistas da Reuters, que antecipavam um resultado líquido de apenas 300 mil euros.

 

Juros portugueses em alta ligeira antes de operação de troca de dívida

 

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a registar uma subida ligeira de 0,6 pontos para 2,856%, acompanhando a tendência de agravamento ligeiro que se regista na generalidade dos países da Zona Euro. Em Espanha, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos ganha 2,0 pontos para 1,582% e na Alemanha sobe 1,7 pontos para 0,359%.

 

Esta evolução dos juros portugueses acontece no dia em que o IGCP vai avançar com uma operação de troca de títulos de dívida pública, sendo que o objectivo passa por recomprar Obrigações do Tesouro com maturidades em 2018, 2019 e 2020 em troca de novos títulos com prazo em 2022. 

 

Euro alivia de máximos de 2015

 

A moeda única europeia está a negociar em terreno negativo, depois de ter renovado ontem máximos de Janeiro de 2015, acima de 1,20 dólares.

A valorização do euro é explicada por alguns analistas com o estatuto de de refúgio que a moeda ganhou recentemente e que se acentuou nos últimos dias com o disparo do míssil norte-coreano. Além disso, no encontro de Jackson Hole, que terminou no fim-de-semana, o presidente do BCE Mario Draghi sinalizou que a inflação continua abaixo da meta, o que influenciou a negociação da moeda única.

 

Nesta altura, o euro desce 0,24% para 1,1944 dólares, antes de serem conhecidos os dados do PIB nos Estados Unidos, que poderão influenciar a evolução da divisa norte-americana.

 

Petróleo pouco alterado nos mercados internacionais

O petróleo segue sem uma tendência definida nos mercados internacionais, com uma valorização ligeira em Londres e quedas pouco expressivas em Nova Iorque.

 

Isto numa altura em que a o furacão Harvey, que tem assolado o estado do Texas, já paralisou 20% da capacidade de refinaria do país.

 

O Brent do mar do Norte ganha, nesta altura, 0,02% para 52,01 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) desce 0,17% para 46,36 dólares.  

 

Ouro desce de máximos

 

O alívio das preocupações em torno do lançamento do míssil coreano está a reflectir-se na negociação do ouro, que tem servido de refúgio para os investidores. Face ao crescimento da aversão ao risco nos mercados, o metal precioso tocou ontem em máximos de Novembro do ano passado.

 

Esta quarta-feira, dia de recuperação nos mercados accionistas, o ouro desce 0,09% para 1.307,99 dólares enquanto a prata cai 0,01% para 17,3796 dólares. 




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comentários mais recentes
Bela Há 3 semanas

Entao quer dizer que os mercados estao mais calmos porque o missil passou por cima do Japao , nao lhe caiu em cima . Estou realmente muito optimista, isto d de morrer a rir com o comentario desta jornalista

Johnny Há 3 semanas

"acalmia dos receios"
O quê ? os receios já acalmaram ? meras 24h depois do míssil ? ontem era vende vende vende e compra ouro porque vêm aí o fim do mundo e hoje já não se passa nada porque o míssil já foi à muito tempo...
MAS ALGUEM AINDA ACREDITA NESTAS MRDAS E NAS BACORADAS QUE OS JORNALISTAS

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