Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo à espera de coligação na Alemanha

Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo à espera de coligação na Alemanha

Angela Merkel venceu as eleições na Alemanha, mas vai ter de coligar-se para formar governo. Além disso, destas eleições, a extrema-direita saiu como a terceira força política. Numa altura em que os investidores digerem estes resultados, as bolsas estão sem rumo e o euro perde força.
Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo à espera de coligação na Alemanha
Reuters
Ana Laranjeiro 25 de setembro de 2017 às 09:31
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,12% para 5.316,28 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,15% para 383,80 pontos
Nikkei subiu 0,50% para 20.397,58 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,8 pontos base para 2,446%
Euro desce 0,36% para 1,1907 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,05% para 56,83 dólares o barril

Investidores digerem eleições na Alemanha

A CDU de Angela Merkel venceu as eleições na Alemanha, recolhendo 33% das intenções de voto. Apesar desta vitória, o resultado ficou abaixo dos mais de 40% obtidos por Merkel há quatro anos, e obriga a líder alemã a encontrar um parceiro de coligação para poder governar.

O SPD de Martin Schulz já avançou que não pretende ir para o governo, ocupando assim o seu lugar na oposição. Além disso, destas eleições a extrema-direita saiu como terceira força política.


Perante este cenário, com a possibilidade de Merkel enfrentar dificuldades para encontrar um parceiro de coligação, as bolsas no Velho Continente estão sem rumo e o euro perde terreno.

O principal índice holandês lidera os ganhos, subindo 0,17%, seguido pelo alemão DAX, que sobe 0,14%. Em Lisboa, o PSI-20 avança 0,12%. O Stoxx 600, índice de referência, sobe 0,15%. O espanhol IBEX desce 0,52% e lidera as quedas no Velho Continente.

Juros em alta

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão em alta no mercado secundário. As obrigações portuguesas a uma década sobem 0,8 pontos base para 2,446%. E os juros da Alemanha na mesma maturidade cedem 1,1 pontos base para 0,437%, isto depois das eleições no país. O prémio de risco da dívida nacional está nos 201 pontos.

Euro em queda

A moeda da Zona Euro está a perder terreno face ao dólar, reflectindo os receios dos investidores após a vitória de Merkel, nas eleições na Alemanha, ter ficado abaixo do esperado. Isto obrigada a líder da maior economia do euro a procurar um parceiro de coligação. Os liberais e os verdes perfilam-se como os candidatos mais prováveis para juntarem-se à chanceler, que vai cumprir o seu quarto mandato à frente dos destinos do país.

Por esta altura, o euro desce 0,36% para 1,1907 dólares.

Crude acima dos 50 dólares

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais apesar de a Rússia e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter admitido que os cortes na produção da matéria-prima estão de facto a permitir uma diminuição do excedente da matéria-prima. Na última sexta-feira, o secretário-geral da OPEP apontou que já foram implementados mais de 100% dos cortes previstos na produção no mês passado, o que permitiu um redução das reservas.

Além disso, a Rússia, parceira do cartel neste processo, já admitiu prolongar os cortes na produção para além de Março de 2018.


O West Texas Intermediate desce 0,38% para 50,47 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, perde 0,05% para 56,83 dólares.

Ouro em queda

A cotação do ouro, para entrega imediata, desce 0,46% para 1.291,29 dólares por onça, depois de Angela Merkel ter vencido as eleições na Alemanha. Apesar de os resultados estarem a provocar alguma apreensão, devido às negociações que Merkel terá de fazer para conseguir uma coligação que a permita governar, a verdade é que os resultados acabam por não criar um nervosismo elevado entre os investidores, pelo não há um aumento da procura por activos de refúgio. 




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