Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo definido. Juros e petróleo em queda

Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo definido. Juros e petróleo em queda

As bolsas europeias arrancaram a semana sem definição, numa sessão em que os juros da dívida estão a aliviar e o petróleo a perder terreno nos mercados internacionais.
Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo definido. Juros e petróleo em queda
Reuters
Rita Faria 13 de novembro de 2017 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,05% para 5.299,00 pontos

Stoxx 600 perde 0,05% para 388,51 pontos

Nikkei desvalorizou 1,32% para 22.380,99 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,8 pontos para 2,051%

Euro recua 0,20% para 1,1641 dólares

Petróleo em Londres cai 0,20% para 63,39 dólares o barril

 

Bolsas europeias sem tendência definida

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta segunda-feira, 13 de Novembro, um dia em que não há dados económicos relevantes na agenda dos investidores.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,05% para 388,51 pontos, numa altura em que as praças de Lisboa, Madrid, Milão e Paris seguem em terreno negativo, enquanto o DAX, o Footsie e a praça de Amesterdão negoceiam no verde.

 

Por cá, o PSI-20 desce 0,05% para 5.299,00 pontos, penalizado sobretudo pela Jerónimo Martins e Pharol. A retalhista cai 0,66% para 15,69 euros e a antiga PT SGPS desliza 1,78% para 38,6 cêntimos.

 

Juros portugueses recuam após três dias de subidas

Os juros da dívida portuguesa estão a aliviar no mercado secundário, depois de três sessões consecutivas de subidas, que se seguiram à fixação de um mínimo de 2015 na quarta-feira, nos 1,924%. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 0,8 pontos para 2,051%.

 

O alívio estende-se à generalidade dos países do euro, com os juros da dívida de Espanha a descerem 2,6 pontos para 1,550% e da Alemanha a recuarem 1,3 pontos para 0,397%.

 

Libra penalizada pelas dúvidas em torno de May

A libra está a perder terreno face às principais congéneres, penalizada pelos receios em torno da capacidade da primeira-ministra Theresa May de conduzir as negociações do Brexit.

 

Theresa May perdeu dois ministros nos últimos dias, e 40 deputados apoiam o seu afastamento da liderança do Partido Conservador, menos oito do que seria necessário para desencadear uma votação, segundo o The Sunday Times.

Além disso, como avançou o The Mail on Sunday, este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, e o ministro do Ambiente, Michael Gove, escreveram um memorando conjunto para May, advertindo que o governo não está a trabalhar o suficiente no que respeita ao Brexit, e insistindo num período de transição que deveria durar no máximo dois anos. 

 

A libra desce 0,80% para 1,3091 dólares. Em relação à moeda única, desliza 0,58% para 1,1242 euros.  

 

Petróleo em queda ligeira

O petróleo está a negociar em queda ligeira nos mercados internacionais, depois de a Arábia Saudita ter sinalizado que vai reforçar a segurança nas suas instalações de exploração e produção de crude, depois de o Bahrein ter culpado o Irão por um incêndio num oleoduto que liga os dois aliados árabes.

 

O Brent, transaccionado em Londres, desce 0,20% para 63,39 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 0,14% para 56,66 dólares.

 

Apesar da descida ligeira, o petróleo já sobe cerca de 20% desde o início de Setembro, impulsionado pela diminuição do excedente global e pela perspectiva de um prolongamento dos cortes na produção por parte da OPEP.

 

Ouro e prata em alta

O ouro está em alta ligeira, numa altura em que os investidores continuam atentos à evolução da reforma fiscal nos Estados Unidos, depois de o Senado ter divulgado um novo plano, que difere da versão apresentada pela Câmara dos Representantes.

 

O metal amarelo ganha 0,16% para 1.277,17 dólares, enquanto a prata sobe 0,16% para 16,9114 euros. 




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