Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e euro em alta em semana de BCE

Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e euro em alta em semana de BCE

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida e o euro sobe, a dois dias do encontro do BCE. A autoridade monetária tinha deixado indicações que poderia pronunciar-se sobre o programa de compra de activos no encontro de Outubro.
Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e euro em alta em semana de BCE
Reuters
Ana Laranjeiro 24 de outubro de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,16% para 5.427,70 pontos

Stoxx 600 cede 0,12% para 390,29 pontos

Nikkei valorizou 0,50% para 21.805,17 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,8 pontos para 2,306%

Euro ganha 0,09% para 1,1760 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 0,37% para 57,16 dólares o barril

Bolsas europeias sem direcção

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida, numa altura em que prossegue a época de apresentação de resultados. Ainda esta manhã, o CaixaBank, dono do BPI, revelou ao mercado que no terceiro trimestre do ano com lucros de 649 milhões de euros, acima dos 517,7 milhões estimados pelos analistas, levando os primeiros nove meses a lucros de 1.488 milhões de euros. O resultado líquido trimestral (uma subida de 48,7% em termos homólogos) e o relativo aos primeiros nove meses foram, de acordo com o CaixaBank, os melhores para ambos os períodos na sua história.

No caso de Portugal, a Impresa é a única cotada a reportar hoje os seus números. O CaixaBI prevê que a Impresa reporte uma duplicação de prejuízos face há um ano. No acumulado dos nove meses a empresa de comunicação social terá registado um prejuízo de 1,3 milhões de euros, quando há um ano tinha reportado 600 mil euros. 

Além disso, o mercado continua à espera do encontro do do Banco Central Europeu (BCE), agendado para dia 26, com os investidores a aguardar para perceber se, de facto, vai ser anunciada uma retirada de estímulos por parte do banco central.

O índice grego lidera os ganhos no Velho Continente (+0,33%), seguido pelo francês CAC40 (+0,23%). Por outro lado, o PSI-20 lidera as quedas (-0,16%), seguido pelo germânico DAX (-0,10%). O Stoxx 600 cede 0,12%.

 

Juros em alta ligeira

Depois de esta segunda-feira, os juros da dívida pública portuguesa terem tocado em mínimos de Dezembro de 2015, bem como o spread da dívida face à alemã, esta terça-feira as obrigações nacionais nos prazos mais alargados estão a subir ligeiramente no mercado secundário. Os títulos a dez anos sobem 1,8 pontos base para 2,306%. Já a "yield" das obrigações da Alemanha soma 3,5 pontos base para 0,467%. O prémio de risco da dívida nacional, medido pelo diferencial entre a divida portuguesa e a germânica, está nos 184,1 pontos.

Euro com uma subida tímida

A moeda da Zona Euro regista esta manhã ganhos ligeiros contra o dólar (sobe 0,09% para 1,1760 dólares), numa altura em que o mercado está de olhos postos nos bancos centrais. Por um lado, os investidores esperam pelo encontro de quinta-feira do Banco Central Europeu para perceber se, as indicações deixadas por Mario Draghi após o último encontro da autoridade monetária se confirmam. Ou seja, se o BCE vai revelar uma redução do seu programa de compra de activos.

Em meados de Outubro, a Bloomberg, citando fontes, avançava que a autoridade monetária da Zona Euro poderia passar a comprar até 30 mil milhões de euros em títulos, metade dos actuais 60 mil milhões de euros em títulos, já a partir de Janeiro.

Por outro lado, aguarda-se para perceber que vai liderar os destinos da Reserva Federal dos Estados Unidos a partir de Fevereiro. O mandato de Janet Yellen termina em Janeiro e o presidente dos EUA, Donald Trump, já deu indicações de que o anúncio do próximo líder do banco central estará para breve.


Petróleo com uma queda ligeira

Os preços do petróleo nos mercados internacionais registam uma descida ligeira, numa altura em que os investidores aguardam para conhecer os dados oficiais relativos às reservas nos Estados Unidos. A expectativa é que estes dados indiquem que os inventários continuam a cair, tendo recuado em cerca de 3 milhões de barris na semana passada, de acordo com a Bloomberg.

Ainda a marcar a negociação da matéria-prima está a especulação em torno de um possível alargamento do acordo entre a OPEP e alguns parceiros para travar a produção de petróleo. O acordo em vigor prevê uma diminuição da produção - para travar assim o excesso de oferta e tentar impulsionar o preço – até Março do próximo ano. Mas os investidores especulam que esse prazo vai ser dilatado, esperando um anuncio nesse sentido para 30 de Novembro, data prevista para o encontro da OPEP, em Viena.

O West Texas Intermediate desce 0,21% para 51,79 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte perde 0,37% para 57,16 dólares por barril.

Ouro em queda

O metal amarelo recua 0,22% para 1.279,48 dólares por onça, aproximando-se de mínimos de fecho de duas semanas, precisamente numa altura em que os investidores aguardam pelas novidades em torno dos bancos centrais: BCE e Fed.




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comentários mais recentes
Será? Há 3 semanas

Porque será que o BCPato só divulga os resultados do 3ºT em Novembro? O quê? para dar tempo à Sonangol de adquirir a sua parte percentual a baixo custo. É uma hipótese e já acredito em tudo.

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