Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e ouro com o pior mês desde Dezembro

Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e ouro com o pior mês desde Dezembro

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida. Os preços do petróleo sobem e o ouro está muito próximo de registar o pior mês desde Dezembro.
Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo e ouro com o pior mês desde Dezembro
Bloomberg
Ana Laranjeiro 30 de junho de 2017 às 09:32

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,36% para 5.159,97 pontos

Stoxx 600 ganha 0,19% para 381,38 pontos

Nikkei desvalorizou 0,92% para 20.033,43 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 0,5 pontos para 3,029%

Euro recua 0,28% para 1,1409 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,72% para 47,76 dólares o barril

Bolsas sem tendência definida

Depois das quedas registadas na sessão de ontem, as principais praças europeias seguem agora sem uma tendência definida. A liderar os ganhos no Velho Continente está o principal índice italiano, que sobe 0,53%, seguido pela praça holandesa, que valoriza 0,37%. O PSI-20 sobe 0,36%. Do lado oposto estão os índices britânico, alemão e grego, com quedas ligeiras, inferiores a 0,5%. O Stoxx 600, índice de referência, sobe 0,19%.


A marcar o dia nos mercados está a divulgação de vários dados económicos, como é o caso do índice de preços no consumidor relativo ao mês de Junho na Zona Euro. Vai ser também conhecido o valor final do PIB britânico no primeiro trimestre. A primeira leitura revelada no mês passado indicava que economia britânica tinha crescido 0,2% dos três primeiros meses do ano.


Juros em queda ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa inverteram a trajectória de subida registada na sessão de ontem. A dez anos, as "yields" nacionais cedem 0,5 pontos base para 3,029%. Ontem foi revelado que a inflação na Alemanha subiu para 1,5%, o que surpreendeu os economistas, e veio dar força à perspectiva de que o Banco Central Europeu poderá começar a reduzir os estímulos à economia da Zona Euro.


Os receios em torno desse desfecho levaram ontem a uma subida dos juros de vários países da Zona Euro. O mesmo não acontece nesta sessão, dado que além dos juros nacionais as "yields" da Espanha a dez anos a perderem 0,3 pontos base para 1,530%. E os de Itália a cedem 0,9 pontos base para 2,143%. Os juros da Alemanha recuam 0,3 pontos base para 0,449%.


Euro trava ganhos

Esta quinta-feira, 29 de Junho, o euro negociou em máximos de mais de um ano, mas nesta sexta-feira a moeda da Zona Euro está aliviar dessa valorização e perde 0,28% para 1,1409 dólares.


Apesar desta evolução do dólar face ao euro, a moeda norte-americana tem estado a ser penalizada pelos receios dos investidores face aos sinais de que a maior economia mundial pode estar a abrandar o seu crescimento numa altura em que os obstáculos políticos levantam dúvidas sobre a implementação da agenda do presidente Donald Trump.


Petróleo próximo da maior série de ganhos em seis meses

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais e com o mês a terminar dentro de algumas horas, a matéria-prima pode atingir a maior série de ganhos em seis meses. A motivar este comportamento está a queda na oferta de crude dos Estados Unidos, o que alivia a pressão sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para continuar a reduzir a sua produção de "ouro negro".

A OPEP assinou em Novembro passado um acordo para um corte da produção de petróleo por parte dos membros do cartel e alguns aliados. Esse acordo foi entretanto prolongado até Março do próximo ano. Contudo, são várias as vozes que pedem já cortes mais profundos na produção da matéria-prima. No fundo, o que estão a pedir é que o cartel faça o mesmo que já fez no passado.


O West Texas Intermediate ganha 0,67% para 45,23 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, valoriza 0,72% para 47,76 dólares por barril.


Ouro com o pior mês desde Dezembro

Junho foi um mês negativo para a cotação do ouro, com a matéria-prima a registar para já (o mês ainda não terminou) uma queda mensal de 2,02%, o que representa o pior mês desde Dezembro do ano passado.

Nesta sessão, o ouro desce 0,18% para 1.243,22 dólares por onça. A matéria-prima está a ser penalizada pela diminuição do apetite dos investidores por activos de refúgio.




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