Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo, petróleo e euro em alta

Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo, petróleo e euro em alta

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida numa altura em que os investidores digerem a situação política nos EUA, em que vários serviços estão paralisados, e na Alemanha, onde os últimos desenvolvimentos indicam que o SPD e a CDU vão formar governo.
Abertura dos mercados: Bolsas sem rumo, petróleo e euro em alta
Ana Laranjeiro 22 de janeiro de 2018 às 09:35

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,30% para 5.706,17 pontos

Stoxx600 cede 0,03% para 400,74 pontos

Nikkei cresceu 0,03% para 23.816,33 pontos

"Yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos descem 1,2 pontos base para 1,968%

Euro sobe 0,23% para 1,2250 dólares

Petróleo cresce 0,15% para 68,71dólares por barril em Londres

Bolsas sem rumo

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida numa altura em que o mercado digere o evoluir da situação política nos Estados Unidos da América e na Alemanha.

Em relação ao "shutdown" nos Estados Unidos, as últimas notícias indicam que o Senado norte-americano vai prosseguir as negociações sobre um orçamento provisório, prevendo-se para hoje a votação de um eventual acordo que permita reabrir a administração federal, encerrada parcialmente durante o fim-de-semana após o chumbo de um orçamento.

No passado sábado, o Governo dos Estados Unidos da América determinou o encerramento parcial dos seus serviços devido à falta de fundos para os financiar, após ter falhado a tentativa de compromisso para o Orçamento. A proposta de Orçamento apresentada pelos republicanos obteve mais votos a favor que contra, mas foram insuficientes para aprovar as verbas que exigiam o apoio de 60 senadores. Foram os democratas que forçaram esta paralisação devido à oposição que apresentaram à proposta de Orçamento. Estes tinham condicionado o seu voto a que os republicanos concordassem em regularizar os cerca de 800 mil jovens indocumentados que são conhecidos como "dreamers" ("sonhadores").

Na Alemanha, ontem o SPD, que esteve reunido num congresso extraordinário, deu luz verde ao acordo que abrirá a porta ao processo de negociações formais com vista à formação de um governo de coligação com o bloco conservador liderado por Angela Merkel.

O principal índice grego lidera os ganhos na Europa, seguido pelo português PSI-20. A bolsa alemã desce 0,09%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,03%

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer ligeiramente no mercado secundário. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si descem 1,2 pontos base para 1,968%, beneficiando com a evolução dos juros espanhóis, que estão a recuar depois da Fitch ter subido o "rating" do país de BBB+ para A-.

No caso da Alemanha, onde a situação política parece indiciar, cada vez mais, que a CDU de Angela Merkel e a o SPD de Martin Schulz vão voltar a formar uma coligação de Governo, os juros estão também em queda. A dez anos, a bunds alemães somam 0,8 pontos base para 0,577%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 139,7 pontos.

Euro em alta

A moeda da Zona Euro está a ganhar terreno face ao dólar numa altura em que o mercado espera pelo fim das negociações entre a CDU e o SPD para formarem uma coligação governativa na Alemanha.

Esta semana, o Banco Central Europeu reúne-se e Mario Draghi, presidente da autoridade monetária, deverá aproveitar conferência de imprensa para tranquilizar os investidores. Espera-se que o presidente do BCE tente limitar os ganhos do euro - a divisa europeia atingiu máximos de três anos na semana passada - e dê mais detalhes sobre os estímulos na região. Já a taxa de juros deverá permanecer inalterada em zero.

Além disso, a moeda norte-americana pode estar a ser penalizada pela paralisação dos serviços, fruto da falta de entendimento entre os principais partidos para a aprovação do Orçamento.

O euro sobe 0,23% para 1,2250 dólares.

Petróleo em alta com garantias da OPEP e da Rússia

Os preços do petróleo estão a reagir em alta à garantida dada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia. Estes produtores da matéria-prima voltaram a garantir que os cortes na produção de petróleo vão manter-se até ao final do ano, depois de terem surgido notícias na semana passada que indicavam que estava a crescer a possibilidade destes cortes na produção não se manterem até ao fim de 2018.

A Rússia foi ainda mais longe e disse que está preparada para manter a cooperação com o cartel, e com a Arábia Saudita (maior produtor de petróleo entre os membros do cartel) após o fim da vigência do acordo. "Os dois maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo podem continuar a sua cooperação pelo bem da indústria petrolífera, pelo bem da estabilidade", disse Alexander Novak, ministro russo da Energia, em Omã – onde decorreu este fim-de-semana um encontro em que o cartel e os aliados fizeram uma avaliação à estratégia em curso.

O West Texas Intermediate avança 0,16% para 63,47 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, sobe 0,15% para 68,71 dólares por barril.

Ouro pouco alterada

O metal amarelo está a subir muito ligeiramente, numa altura em que os investidores digerem as últimas notícias em torno da situação nos Estados Unidos e na Alemanha. O ouro, para entrega imediata, 0,03% para 1.332,18 dólares por onça.




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