Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência definida à espera do BCE

Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência definida à espera do BCE

O encontro de amanhã do Banco Central Europeu é aguardado com expectativa pelos investidores para perceber se vai ser anunciada uma redução do programa de compra de activos. As bolsas seguem sem rumo e euro cede.
Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência definida à espera do BCE
Ana Laranjeiro 25 de outubro de 2017 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,06% para 5.410,91 pontos

Stoxx 600 ganha 0,07% para 389,62 pontos

Nikkei desvalorizou 0,45% para 21.707,62 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos reduzem 2,4 pontos para 2,289%

Euro ganha 0,03% para 1,1765 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,14% para 58,41 dólares o barril

 

Bolsas sem tendência definida

As principais bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida a pouco mais de 24 horas da conferência de imprensa de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Os investidores aguardam para perceber se se confirma a possibilidade avançada no último encontro de que, na reunião de Outubro, a autoridade monetária estaria possivelmente em condições de abordar eventuais mexidas no programa de estímulos. A Bloomberg noticiou entretanto que em cima da mesa pode estar a redução para metade do valor aplicado na compra de activos (dívida soberana e privada), para até 30 mil milhões de euros mensais. Alterações que entrariam em vigor em Janeiro do próximo ano, sendo que este programa ficaria activo durante um período de, pelo menos, nove meses.

Além da continuação da época de apresentação de resultados, os investidores devem estar atentos também à Catalunha. Madrid já disse que ia accionar o artigo 155 da Constituição, suspendendo os poderes do Executivo catalão. Mas a Catalunha parece ter uma carta na manga: a convocação de eleições antecipadas, o que tentará impedir que Madrid assuma o controlo da região.

O espanhol IBEX 35 lidera os ganhos no Velho Continente (+0,42%) seguido pelo germânico DAX (+0,46). O Stoxx 600, índice de referência, valoriza 0,07%. Por outro lado, o principal índice grego é o que mais perde (-0,42%).

Juros em queda

Os juros da dívida soberana portuguesa estão a descer no mercado secundário, aliviando assim dos ganhos recentes. A dez anos os juros da dívida pública portuguesa descem, 2,4 pontos base para 2,289%. Os juros da Alemanha no mesmo prazo cedem 0,6 pontos base para 0,470%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 182,1 pontos.

Euro pouco alterado

O euro está a subir ligeiramente face ao dólar, numa altura em que o mercado espera pelo encontro do BCE para perceber se vão ser anunciadas alterações ao programa de compra de activos. O euro ganha 0,03% para 1,1765 dólares.

Petróleo sem tendência definida

Os preços do petróleo estão a negociar sem uma tendência definida nos mercados internacionais, depois de os dados da indústria norte-americana terem revelado uma descida dos inventários de gasolina.

Além disso, a negociação da matéria-prima está a ser marcada pela possibilidade de o acordo para a redução da produção ser alargado para além de Março do próximo ano. Actualmente, a OPEP e os seus aliados têm em vigor um corte na produção (que visa combater o excedente de oferta e tentar elevar o preço), previsto até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.

O mercado está também interessado em começar a perceber qual vai ser a estratégia após a vigência deste acordo. A OPEP estará interessada em assegurar aos investidores que não vai inundar o mercado quando terminar esta limitação à produção, aponta a Bloomberg.

O West Texas Intermediate desce 0,23% para 52,35 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, valoriza 0,14% para 58,41 dólares por barril.

Ouro próximo de mínimos de fecho de três semanas

O ouro está novamente em queda esta quarta-feira e aproxima-se de mínimos de fecho de três semanas, numa altura em que as obrigações norte-americanas estão em alta, impulsionadas pelo optimismo em torno do crescimento económico mundial e pelos resultados de empresa. O ouro cede 0,31% para 1.272,58 dólares por onça.




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