Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência e juros em alta depois de decisão do BCE

Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência e juros em alta depois de decisão do BCE

A decisão do BCE continua a pairar sobre os mercados. As bolsas na Europa estão a negociar sem uma tendência definida. Já os juros portugueses, depois de alívio no início da sessão, estão novamente em alta.
Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência e juros em alta depois de decisão do BCE
Reuters
Ana Laranjeiro 09 de dezembro de 2016 às 09:28

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,37% para 4.609,81 pontos

Stoxx 600 avança 0,13% para 352,40 pontos

Nikkei valorizou 1,23% para 18.996,37 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal sobe 1,3 pontos base para 3,759%

Euro soma 0,03% para 1,0618 dólares

Petróleo aprecia 0,87% para 54,36 dólares por barril em Londres

 

Bolsas digerem decisão do BCE

Os principais índices bolsistas da Europa estão a negociar sem uma tendência definida. Esta evolução tem lugar depois do Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado esta quinta-feira um prolongamento do programa de compras até ao final do próximo ano, mas uma redução do ritmo das compras mensais em 20 mil milhões de euros, para um total mensal de 60 mil milhões de euros.

A liderar as quedas no Velho Continente está o principal índice grego, que desce 1,32%, seguido pelo índice italiano, que perde 0,95%. O PSI-20 desce 0,37%, penalizado nomeadamente pelas acções do BCP (que perde 4,07% para 1,295 euros) e CTT (que recua 1,21% para 5,985 euros).

O Stoxx 600, índice de referência na Europa, soma 0,13%. Do lado dos ganhos, a praça holandesa lidera ganhando 0,22%, seguido pelo francês CAC40, que soma 0,14%.

 

Na Ásia, o dia foi também de ganhos, com os investidores animados igualmente pela decisão da autoridade monetária da Zona Euro. Em Tóquio, o Nikkei encerrou a subir 1,23% e o Topix avançou 0,84%.

Juros continuam a subir

Na sessão desta quinta-feira, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional subiram a pique, depois da autoridade monetária ter anunciado uma diminuição mensal do ritmo de compra de obrigações. Numa análise às alterações anunciadas após a reunião da autoridade monetária, o Commerzbank conclui que estas representam "más notícias" para Portugal. Sobretudo porque o BCE não mexeu nos parâmetros de elegibilidade que tem que cumprir na compra de títulos de dívida, isto numa altura em que já está perto de atingir os limites para a compra de obrigações portuguesas.

Na sessão desta sexta-feira, apesar do alívio no início da sessão, as "yields" seguem a subir 1,3 pontos base a dez anos para 3,759%.

A dívida espanhola a dez anos sobe 1,2 pontos base para 1,516%. E a italiana avança 0,4 pontos base para 2,000%. No caso da divida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si estão a perder 1,9 pontos base para 0,363%. O prémio de risco da dívida nacional está assim a subir para 335,4 pontos.


Euro ganha terreno

A moeda da Zona Euro está a registar uma valorização ligeira face ao dólar, depois de a sessão de ontem ter sido marcada por uma grande volatilidade. A moeda única chegou a disparar 1,13% para 1,0874 dólares logo após se ter conhecido a decisão da entidade liderada por Mario Draghi de baixar o ritmo de compras mensais a partir de Abril e de prolongar essas aquisições até Dezembro do próximo ano. No fecho das bolsas na Europa o euro recuava 1,23%.

Esta sexta-feira, o euro soma 0,03% para 1,0618 dólares.


Petróleo em alta

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, numa altura em que os investidores aguardam pelo encontro entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os membros que não fazem parte do cartel. A Bloomberg avança, citando uma fonte, que a Rússia vai cumprir a promessa de cortar a produção até 300 mil barris por dia se os membros da OPEP forem para a frente com o compromisso de reduzir a sua produção.


O West Texas Intermediate ganha 1,20% para 51,45 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, cresce 0,87% para 54,36 dólares por barril.


Ouro em queda

A cotação do ouro está a cair numa altura em que as previsões, compiladas pela Bloomberg, apontam para uma desvalorização da matéria-prima. As perspectivas para a economia mundial e uma política monetária mais restritiva por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos deverão penalizar o metal amarelo. O ouro, para entrega imediata, desce 0,20% para 1.168,49 dólares por onça.


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