Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sobem e juros descem na Europa no arranque da reunião da Fed

Abertura dos mercados: Bolsas sobem e juros descem na Europa no arranque da reunião da Fed

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira, depois de terem negociado em máximos de Janeiro na sessão de ontem. Os juros aliviam das fortes subidas provocadas pelo efeito BCE e o petróleo segue próximo de máximos de Julho de 2015.
Abertura dos mercados: Bolsas sobem e juros descem na Europa no arranque da reunião da Fed

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,15% para 4.629,93 pontos

Stoxx 600 ganha 0,33% para 354,92 pontos

Nikkei valorizou 0,5% para 19.250,52 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 3,2 pontos para 3,799%

Euro recua 0,15% para 1,0619 dólares

Petróleo em Londres avança 0,13% para 55,76 dólares

Bolsas europeias em alta ligeira

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira esta terça-feira, 13 de Dezembro, depois de terem recuado no arranque da semana. Ainda assim, durante a sessão de ontem, chegaram a atingir o valor mais elevado desde Janeiro.

Esta terça-feira, dia em que arranca a reunião de dois dias da Reserva Federal, o índice de referência para a Europa, Stoxx 600, ganha 0,33% para 354,92 pontos, impulsionado sobretudo pelas cotadas do sector automóvel.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,15% para 4.629,93 pontos, penalizado pelo BCP. O banco liderado por Nuno Amado afunda 10,09% para 1,16 euros, depois de o Sabadell ter anunciado a conclusão da operação de venda da participação que detinha na instituição portuguesa, por 1,15 euros por acção.

Juros recuam na Europa

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer em todas as maturidades, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países do euro. A aliviar pela segunda sessão consecutiva, a ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desce 3,2 pontos base para 3,799%, depois das fortes subidas registadas no final da semana passada, na sequência das decisões do BCE.

Apesar de terem descido na segunda-feira, os juros da dívida portuguesa chegaram a negociar próximos dos 4% na sessão de ontem, o valor mais alto desde Fevereiro.

Em Itália, a ‘yield’ das obrigações a dez anos cai 3,7 pontos para 1,958%, enquanto na Alemanha a queda é de 1,6 pontos para 0,382%.

Petróleo próximo de máximos de mais de ano e meio
Depois de ontem ter registado máximos de Julho de 2015, na sequência das declarações do ministro saudita do Petróleo - que sugeria a possibilidade de mais cortes na produção depois de 11 países extra-OPEP se terem comprometido igualmente com limites na extracção – o preço do barril de ouro negro segue agora entre ganhos e perdas. Os investidores aguardam a divulgação dos dados dos inventários nos EUA, que terão recuado na semana passada. A confirmar-se, a notícia poderá ter efeito de valorização no preço da matéria-prima, que avança 0,13% para 55,76 dólares em Londres (barril de Brent do Mar do Norte) e cedem -0,04% no caso do West Texas Intermediate, para 52,81 dólares em Nova Iorque. 

Dólar sobe em arranque da reunião da Fed
O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir esta terça-feira, dia em que arranca a reunião de dois dias da Reserva Federal dos Estados Unidos. Na quarta-feira, findo o encontro, espera-se que Janet Yellen, presidente da autoridade monetária, anuncie a primeira subida dos juros no país desde Dezembro do ano passado.


Ouro próximo de mínimos de Fevereiro
O metal precioso está a negociar no vermelho, contrariando a evolução do dólar norte-americano. Os economistas apontam para uma probabilidade de 100% de a Fed anunciar uma subida dos juros esta quarta-feira, o que vai retirar atractividade ao investimento em ouro. Segundo a Bloomberg, o mercado aponta ainda para uma probabilidade em torno de 65% de a Fed anunciar um novo aumento em Junho.

O ouro cai 0,31% para 1.158,67 dólares por onça, um valor próximo de mínimos de Fevereiro. Já a prata desvaloriza 0,39% para 17,0088 dólares. 




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