Mercados num minuto Abertura dos mercados: Catalunha alivia pressão. Juros próximos de mínimos

Abertura dos mercados: Catalunha alivia pressão. Juros próximos de mínimos

As bolsas europeias seguem sem uma tendência definida, numa altura em que a praça madrilena é o destaque. Os juros de Portugal estão próximos de mínimos de 2015 e o prémio de risco está no nível mais baixo desde Dezembro de 2016.
Abertura dos mercados: Catalunha alivia pressão. Juros próximos de mínimos
Reuters
Sara Antunes 11 de outubro de 2017 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,60% para 5.441,08 pontos

Stoxx 600 desce 0,04% para 390,01 pontos

Nikkei valorizou 0,28% para 20.881,27 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,5 pontos base para 2,367%

Euro sobe 0,20% para 1,1832 dólares

Petróleo aprecia 0,04% para 56,63 dólares por barril

 

Bolsas sem rumo. Madrid destaca-se e sobe mais de 1%
As bolsas europeias iniciaram o dia sem uma tendência definida, com alguns índices a subirem e outros a caírem. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, perde mesmo 0,04%, numa altura em que o índice espanhol, IBEX35, se destaca com uma subida superior a 1%, a beneficiar do alívio de pressão devido ao processo de independência da Catalunha. 

O presidente do Governo da Catalunha decretou a independência para logo a seguir a suspender, com vista às negociações. Os investidores diminuíram os receios, mas aguardam pela resposta do Governo liderado por Mariano Rajoy, que se reúne esta quarta-feira para decidir o que vai fazer.

Na bolsa nacional o dia está a ser marcado pelo verde, com o PSI-20 a subir 0,60% para 5.441,08 pontos, numa altura em que a esmagadora maioria das cotadas sobe, com destaque para o BCP, que aprecia mais de 1%.

 

Juros próximos de mínimos

Numa altura que a pressão oriunda da Catalunha diminuiu, as taxas de juro na Europa registam quedas generalizadas. Os de Espanha são, naturalmente os que mais caem, mas não são os únicos. A taxa de juro da dívida portuguesa a 10 anos está a recuar 1,9 pontos base para 2,372%, tendo estado a negociar nos 2,364%, muito próximo do mínimo de Dezembro de 2015. O prémio de risco da dívida portuguesa, face à alemã, está em mínimos de Janeiro de 2016 e a distância entre os juros nacionais e os italianos é mais reduzida desde Março de 2010. Isto num dia em que Portugal regressa ao mercado de dívida, com o IGCP a tentar captar até 1.250 milhões de euros num duplo leilão - a cinco e a 10 anos.

 

Euro negoceia acima dos 1,18 dólares

O euro está a subir frente à moeda americana, também a aliviar da pressão provocada pela situação da Catalunha. Isto num dia em que os olhos estarão postos nas minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA, com os investidores a tentarem obter mais pistas sobre uma subida de juros em Dezembro. O euro está a apreciar 0,20% para 1,1832 dólares.

 

Petróleo estável próximo dos 57 dólares

Os preços do petróleo seguem sem grandes oscilações, depois de o secretário geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Mohammad Barkindo, ter reiterado que está a decorrer um processo de equilíbrio no mercado de oferta. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 0,04% para 56,63 dólares.

 

Ouro próximo de máximos de duas semanas
O ouro volta a subir, negociando próximo de máximos de duas semanas, numa altura em que o dólar recua, o que torna os investimentos negociados nesta moeda mais atractivos. E o ouro é dos que mais beneficia, já que funciona como activo de refúgio. O ouro está a subir 0,12% para 1.289,55 dólares por onça.




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