Mercados num minuto Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam bolsas e dólar e impulsionam ouro

Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam bolsas e dólar e impulsionam ouro

As bolsas europeias estão a ser penalizadas sobretudo pelas cotadas do sector da saúde, depois dos comentários de Trump na conferência de ontem. O dólar está em queda e o petróleo em alta.
Abertura dos mercados: Comentários de Trump pressionam bolsas e dólar e impulsionam ouro
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,78% para 4.554,03 pontos

Stoxx 600 perde 0,44% para 363,28 pontos

Nikkei desvalorizou 1,19% para 19.134,70 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 4,4 pontos base para 3,930%

Euro sobe 0,57% para 1,0642 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,74% para 55,51 dólares o barril

 

Bolsas europeias no vermelho após duas sessões de ganhos

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 12 de Janeiro, depois de duas sessões consecutivas de ganhos, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de alguns indicadores económicos, tendo sido já publicado o PIB da Alemanha, que cresceu 1,9% em 2016, acelerando o ritmo de crescimento e superando as estimativas dos economistas.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,44% para 363,28 pontos, penalizado sobretudo pelas empresas do sector da saúde, após os comentários de Donald Trump na conferência de ontem. 

"Vamos poupar milhares de milhões de dólares durante um período e vamos fazer isso com uma série de indústrias", afirmou Trump durante a conferência de imprensa. "Temos de fazer com que a indústria farmacêutica regresse," defendeu perante os jornalistas. 

Segundo Trump - que toma posse dentro de oito dias como 45.º presidente dos EUA - este sector "fornece medicamentos" que são fabricados maioritariamente fora dos EUA. As farmacêuticas estão ainda a "escapar impunes" à cobrança de preços elevados, acrescentou.

 

Em Lisboa, o PSI-20 cai 0,78% para 4.554,03 pontos, negociando no vermelho pela sexta sessão consecutiva – a mais longa série de perdas desde Abril. A pressionar está sobretudo o BCP, que desliza nesta altura 4,65% para 80,61 cêntimos, depois de já ter atingido um novo mínimo histórico pouco acima dos 79 cêntimos.

Juros aliviam e negoceiam abaixo dos 4%

As taxas de juro implícitas na dívida nacional a 10 anos estão a cair 4,4 pontos base para 3,930%, um dia depois de Portugal ter-se financiado em 3.000 milhões de euros, através de uma emissão sindicada, com o Estado a pagar um juro de 4,227%, o que corresponde ao nível mais elevado desde a saída da troika. Já as bunds estão a cair 3,5 pontos para 0,293%, o que desce o "spread" da dívida nacional face à alemã para 363,7 pontos. 

Dólar em queda acentuada

A moeda americana está a descer contra as principais divisas mundiais, com os investidores a reflectirem a ausência de informação sobre as políticas económicas da administração Trump. O presidente eleito dos EUA deu ontem uma conferência de imprensa e a expectativa era de que apresentasse algumas medidas económicas, o que não aconteceu. O índice do dólar contra as principais moedas mundiais está a cair 0,85%. Já o euro está a subir 0,57% para 1,0642 dólares.

 

Petróleo continua em alta após maior subida em quase seis semanas

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, depois de ter registado ontem a maior subida em quase seis semanas. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 0,46% para 52,49 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,74% para 55,51 dólares.

 

Esta evolução acontece depois de ter sido revelado que as refinarias dos Estados Unidos processaram uma quantidade recorde de crude, enquanto a OPEP e outros produtores fora do cartel estão a reduzir a produção para estabilizar os preços. Segundo os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, as refinarias norte-americanas usaram 17,1 milhões de barris de crude por dia, na semana passada, o valor mais alto desde, pelo menos, 1989.

 

Ouro supera os 1.200 dólares pela primeira vez desde Novembro

O metal precioso está a negociar em alta pela quarta sessão consecutiva, depois de os comentários do presidente eleito Donald Trump, na conferência de imprensa de ontem, terem penalizado o dólar norte-americano. O ouro ganha 1,03% para 1.203,84 dólares por onça, o valor mais alto desde o dia 23 de Novembro, esrando a ser usado como activo de refúgio. Já a prata valoriza 1,26% para 16,9426 dólares.

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub