Mercados num minuto Abertura dos mercados: Coreia do Norte pressiona bolsas pelo terceiro dia. Euro sobe na véspera do BCE

Abertura dos mercados: Coreia do Norte pressiona bolsas pelo terceiro dia. Euro sobe na véspera do BCE

As bolsas europeias estão a negociar em queda pela terceira sessão, devido aos receios em torno do escalar do conflito que envolve Pyongyang. O euro ganha terreno face ao dólar, e o petróleo continua condicionado pelos furacões.
Abertura dos mercados: Coreia do Norte pressiona bolsas pelo terceiro dia. Euro sobe na véspera do BCE
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,08% para 5.140,00 pontos

Stoxx 600 perde 0,28% para 372,66 pontos

Nikkei desvalorizou 0,14% para 19.357,97 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos para 2,824%

Euro ganha 0,19% para 1,1936 dólares

Petróleo em Londres desce 0,04% para 53,36 dólares o barril

 

Tensão com a Coreia penaliza bolsas pela terceira sessão
As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quarta-feira, 6 de Setembro, pela terceira sessão consecutiva, penalizadas pelos receios em torno do escalar da tensão que envolve o programa nuclear da Coreia do Norte.

 

O regime de Pyongyang já garantiu que não vai abandonar o seu programa nem com o aumento das sanções contra o país, e que vai mesmo redobrar os esforços para fortalecer a força nuclear do Estado.

 

O presidente da Coreia do Sul vai reunir-se esta quarta-feira com o homólogo russo, Vladimir Putin, para tentar encontrar uma solução que trave o regime de Pyongyang e que evite que a situação fique "fora de controlo" nas palavras de Moon Jae-in.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoox600, cai 0,28% para 372,66 pontos, com todos os sectores a negociarem com sinal vermelho, à excepção do automóvel.

 

Em Lisboa, o PSI-20 contraria a tendência com uma subida ligeira de 0,08% para 5.140,00 pontos, sustentado sobretudo pelo BCP, que valoriza 1,39% para 21,81 cêntimos.

 

Juros portugueses em queda acompanham Europa
Os juros da dívida pública portuguesa estão a recuar, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países do euro.

 

Em Portugal, a "yield" associada às obrigações a dez anos cai 1,7 pontos para 2,824%, um dia depois de a BMI Research, uma unidade da Fitch, ter revisto em alta os números do crescimento do PIB para este ano.

 

Já na sexta-feira a Moody’s melhorou a perspectiva para o rating de Portugal, abrindo a porta a uma saída do nível de "lixo".

 

Em Espanha, os juros a dez anos caem 0,2 pontos para 1,532% e na Alemanha recuam 0,2 pontos para 0,336%.

 

Euro sobe antes do BCE

A moeda única europeia está a valorizar pela terceira sessão consecutiva face ao dólar, na véspera da reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE). O euro ganha 0,19% para 1,1936 dólares, com o mercado a aguardar eventuais pistas sobre o início da retirada dos estímulos à economia, já que na reunião desta quinta-feira não se espera o anúncio de uma alteração na taxa de juro de referência. A contribuir para este comportamento estão também as declarações de um responsável da Reserva Federal (Fed) dos EUA que afirmou que a inflação continua longe da meta do banco central, pelo que recomenda cautela na subida de juros no país. 

 

Petróleo continua condicionado pelos furacões
Os preços do petróleo registaram fortes subidas na última sessão, numa altura em que as refinarias retomam as operações, que foram interrompidas pela devastação provocada pelo furacão Haley. Isto ao mesmo tempo que à região da Florida se aproxima um novo furacão, o Irma, cuja intensidade poderá ser ainda maior.

Nesta altura, o Brent, negociado em Londres, desce 0,04% para 53,36 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, ganha 0,14% para 48,73 dólares.

Ouro próximo de máximos de um ano

O ouro segue em baixa ligeira, ainda que próximo de máximos do último ano, a reflectir os receios em torno com a tensão geopolítica entre os EUA e a Coreia do Norte. Este metal precioso serve de refúgio em períodos de maior incerteza, e é essa condição que tem feito o ouro subir para máximos.

O metal amarelo recua 0,15% para 1.337,65 dólares por onça, enquanto a prata ganha 0,08% para 17,9015 dólares. 




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