Mercados num minuto Abertura dos mercados: Discurso de Yellen e reforma de Trump deixam bolsas em alta e dólar em máximos

Abertura dos mercados: Discurso de Yellen e reforma de Trump deixam bolsas em alta e dólar em máximos

A crescente convicção de que a Reserva Federal vai subir os juros em Dezembro e as expectativas em torno da reforma fiscal de Trump – que será conhecida hoje – estão a animar as acções e a divisa dos Estados Unidos.
Abertura dos mercados: Discurso de Yellen e reforma de Trump deixam bolsas em alta e dólar em máximos
Reuters
Rita Faria 27 de setembro de 2017 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,15% para 5.324,75 pontos

Stoxx 600 ganha 0,31% para 385,21 pontos

Nikkei desvalorizou 0,31% para 20.267,05 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,5 pontos 2,413%

Euro cai 0,38% para 1,1749 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,34% para 58,64 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta com discurso de Yellen e reforma de Trump

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira esta quarta-feira, 27 de Setembro, prolongando o optimismo da sessão norte-americana, depois de a presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, ter reiterado a vontade de normalizar a política monetária "gradualmente".

A líder do banco central deu assim sinais de que a 13 de Dezembro a Reserva Federal pode proceder à terceira subida dos juros directores este ano, o que está a animar os mercados accionistas.


O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,31% para 385,21 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do sector da banca.

Na bolsa nacional, é a Mota-Engil que mais contribuiu para a subida de 0,15% do PSI-20. As acções da construtora disparam 3,66% para 3,003 euros, a beneficiar dos novos contratos ganhos em Angola e Moçambique, no valor de 437 milhões de euros.

Juros sobem em França e na Alemanha

Os juros da dívida pública estão pouco alterados nos chamados "periféricos" da Europa e a agravar-se na Alemanha e França, num dia em que se espera conhecer o orçamento gaulês para o próximo ano, depois de o presidente Emmanuel Macron ter apresentado propostas radicais para a União Europeia, num discurso em Paris.

Em França, os juros da dívida a dez anos avançam 3,0 pontos para 0,735%, enquanto na Alemanha escalam 3,5 pontos para 0,443%, num momento de incerteza em torno do próximo governo do país.

Em Portugal, os juros da dívida a dez anos recuam 0,5 pontos para 2,413%, enquanto em Espanha sobem 0,3 pontos para 1,615%.   

Dólar em máximos de mais de um mês

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está no valor mais alto desde 25 de Agosto, a beneficiar do discurso da presidente da Reserva Federal norte-americana e das expectativas em torno do plano de reforma fiscal da administração Trump que deverá ser conhecido esta quarta-feira.

Segundo avançou a Bloomberg, o plano fiscal prevê a descida do IRC de 35% para 20% e a diminuição do número de escalões do IRS – dos actuais sete para três – com uma taxa máxima de 35%.

O euro, por seu lado, está em mínimos de 23 de Agosto face à divisa norte-americana, penalizado pela incerteza em torno do próximo governo da Alemanha e o seu nível de apoio aos planos de maior integração da Zona Euro. Nesta altura, o euro cai 0,38% para 1,1749 dólares.

Brent acima dos 58,5 dólares

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, depois de o Instituto do Petróleo Americano ter revelado que os inventários de crude caíram na semana passada, pela primeira vez desde a passagem do furacão Harvey. Os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos serão conhecidos esta quarta-feira.

O West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,6% para 52,19 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valorize 0,34% para 58,64 dólares. A matéria-prima está assim no chamado mercado touro, ganhando mais de 20% desde o mínimo mais recente. 

Perspectiva de subida dos juros penaliza ouro

O metal precioso está a negociar com sinal vermelho, penalizado pela crescente expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai voltar a subir os juros em Dezembro. O mercado atribui a esse aumento uma probabilidade de 70%.

"Tudo aponta para que a Fed suba os juros em Dezembro, a menos que haja alguma decepção em matéria de meta da inflação", comentou à Bloomberg o principal estratega de carteiras da Evercore ISI, Dennis DeBusschere. A inflação nos EUA, recorde-se, tem-se fixado abaixo da meta de 2% almejada pela Reserva Federal.

O ouro desce 0,15% para 1.292,04 dólares, enquanto a prata sobe 0,16% para 16,8457 dólares. 




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MILENIUM BCP : vai ser lançada uma OPA Há 3 semanas

VAI ser lançada um OFERTA PUBLICA DE AQUISIÇÃO ao MILENIUM BCP e adivinhem quem a vai lançar ..... será a 0.50 por ação ou seja metade do valor do FALIDO montepio

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