Mercados num minuto Abertura dos mercados: Dólar e bolsas avançam com reforma fiscal nos EUA, ouro cai

Abertura dos mercados: Dólar e bolsas avançam com reforma fiscal nos EUA, ouro cai

A manhã começou positiva para as acções do Velho Continente, animadas pela aprovação da reforma fiscal nos EUA, na madrugada de sábado. O dólar - que já registou a maior subida em duas semanas - acompanha os ganhos, enquanto o ouro recua pela menor aversão ao risco.
Abertura dos mercados: Dólar e bolsas avançam com reforma fiscal nos EUA, ouro cai
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 ganha 0,42% para 5.373,12 pontos
Stoxx 600 sobe 0,73% para 386,79 pontos
Nikkei caiu 0,49% para 22.707,16 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,1 pontos para 1,8843%
Euro desce 0,32% para 1,1858 dólares
Petróleo avança desvaloriza 0,63% para 63,33 dólares em Londres

Bolsas avançam com "luz verde" à reforma fiscal nos EUA
Os principais índices europeus acumulam valorizações, suportados pelos avanços dos títulos do sector financeiro e das exportadoras, depois de uma sessão mista na Ásia e aprovado que foi, na madrugada de sábado, o pacote de reforma fiscal do Senado norte-americano.

As subidas são superiores a 0,5% para as acções do Velho Continente, com destaque para a praça de Frankfurt, que ganha mais de 1% e onde brilham os títulos do Deutsche Bank (disparam mais de 2%). Londres acompanha as subidas, num dia que pode ser de avanços para as conversações com a União Europeia para o Brexit - Theresa May encontra-se com Jean-Claude Juncker e pode haver "fumo branco" num acordo para o cheque a passar pelo Reino Unido.

A praça de Lisboa está entre as valorizações mais modestas, com o PSI-20 a subir menos de 0,5% e a tendência positiva a ser suportada pela Pharol, Galp, Jerónimo Martins e Nos.

Juros pouco alterados em dia de Eurogrupo 
No dia em que os ministros das Finanças se reúnem para discutir os últimos progressos da Grécia no âmbito do terceiro programa de apoio - nomeadamente o acordo técnico com os credores para receber uma tranche do resgate - os juros da dívida dos periféricos da Zona Euro seguem sem tendência comum.

Para Lisboa, os juros do prazo de referência - 10 anos - avançam ligeiros 0,1 pontos para 1,8843%, numa sessão em que se espera pelo nome do novo presidente do Eurogrupo, uma corrida na qual o ministro português Mário Centeno é dado como favorito. O diferencial nas 'yields' em relação à Alemanha - prémio de risco - no mesmo prazo a 10 anos está em 154,8 pontos base.

Já as 'yields' da generalidade das maturidades da dívida irlandesa seguem em apreciação, numa altura em que, no âmbito do Brexit, se discute a relação fronteiriça do Reino Unido com a Irlanda (via Irlanda do Norte) no pós-saída da União Europeia.

Reforma fiscal impulsiona dólar
A aprovação pelo Senado norte-americano da reforma fiscal norte-americana está a suportar as valorizações do dólar face à maioria das contrapartes, entre as quais o euro. Durante a sessão desta segunda-feira, 4 de Dezembro, a "nota verde" chegou a registar a maior subida em duas semanas, com os investidores optimistas em relação aos cortes de impostos previstos na proposta dos senadores - que terá ainda de ser conciliada com a da Câmara dos Representantes antes de ser assinada por Donald Trump.

A pesar no desempenho da moeda norte-americana deverá ainda estar, no final da semana, a divulgação de dados sobre o emprego, que poderão ajudar a sinalizar qual será a política da Reserva Federal em matéria de subida de juros no ano que vem. Em dia que pode ser de avanços para o Brexit, a libra sobe 0,03% face à moeda única, para 1,11330 euros.

Petróleo baixa dos 58 dólares em Nova Iorque
Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) está a recuar 0,69% para 57,96 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a tendência de quedas ao desvalorizar 0,63% para 63,33 dólares.

A pressionar o preço da matéria-prima está o anúncio feito pelos executivos das três maiores empresas de exploração petrolífera americanas de que vão continuar a aumentar a respectiva produção.

Os líderes destas empresas garantiram que a intenção de continuar a aumentar a produção não está relacionada com o acordo, anunciado na semana passada, alcançado entre os países exportadores de petróleo (OPEP) e a Rússia para o prolongamento dos cortes à produção decretados pelo cartel.

Ouro cai com aprovação de reforma fiscal pelo Senado
O metal precioso está a desvalorizar 0,44% para 1.274,98 dólares por onça, com o ouro a ser pressionado pela aprovação, no Senado, da versão de reforma fiscal apresentada pelos senadores do Partido Republicano.

A aprovação deste pacote de medidas que visam uma enorme quebra de impostos aumentou o optimismo relativamente ao programa de estímulos à economia prometido pelo presidente Donald Trump, o que está a contribuir para a desvalorização do ouro.

Nota ainda para o minério de ferro que continua a valorizar depois de já ter disparado para os 70,11 dólares na sexta-feira, o valor mais alto desde 18 de Setembro.

A quebra da produção chinesa desta matéria-prima está a pressionar os inventários de minério de ferro, o que está a levar à sua valorização.



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