Mercados num minuto Abertura dos mercados: Draghi empurra juros e euro para quedas

Abertura dos mercados: Draghi empurra juros e euro para quedas

Pelas 8:55, a Reuters deu a notícia: não vai haver novidades, este mês, sobre a retirada de estímulos pelo BCE. O euro, que estava a ganhar, logo passou para terreno negativo. Já as obrigações ganharam, reflectindo uma quebra dos juros.
Abertura dos mercados: Draghi empurra juros e euro para quedas
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 16 de agosto de 2017 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,36% para 5.261,89 pontos

Stoxx 600 avança 0,65% para 378,93 pontos

Nikkei deslizou 0,12% para 19.729,28 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,9 pontos base para 2,821%

Euro cai 0,23% para 1,1708 dólares

Petróleo ganha 0,83% para 51,22 dólares por barril em Londres

 

Bolsas ganham pelo terceiro dia

As bolsas europeias estão a somar terreno pelo terceiro dia consecutivo, com os mercados a deixarem as quedas trazidas pelos receios em torno de uma tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. Todos os sectores estão a subir, ainda que a sessão esteja a ser marcada por um volume de negociação reduzido, como é normal em Agosto, devido às férias.

 

O índice Stoxx Europe 600, que concentra as 600 maiores empresas do Velho Continente, está a valorizar-se 0,65%. Madrid, Paris, Milão são bolsas em alta, com as duas últimas a ganhar mesmo mais de 1% (foi divulgado o maior crescimento anual de Itália desde 2011). O PSI-20, que ontem recuou, está a avançar, impulsionado pelo BCP e pela Galp Energia.

 

Juros recuam antes de leilão

Na sua generalidade, os juros implícitos da dívida portuguesa estão a recuar antes do leilão de dívida de curto prazo que será promovido pelo IGCP. A evolução negativa dos juros – que é extensível a praticamente todos os prazos – reflecte uma subida do preço das obrigações.

 

Na taxa a dez anos – a de referência entre os investidores –, a "yield" recua 1,9 pontos base para 2,821%, encontrando-se próximo do mínimo de um ano.

 

A queda acontece na maior parte dos mercados de dívida europeus, apesar de antes das 9:00 não ser esse o cenário. Os juros afundaram depois de uma notícia da Reuters.

 

Pelas 8:55, a agência noticiou que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, não irá transmitir qualquer mensagem sobre alterações na política monetária na conferência de Jackson Hole, que ocorre entre 24 e 26 de Agosto. Não há assim indicações de que nesses dias haja novidades sobre como e quando ocorrerá a retirada de estímulos, que passam por exemplo pela compra de obrigações, o que contribui para uma descida dos juros.

 

Euro recua abruptamente

O euro amanheceu a subir em relação ao dólar, estando a ganhar 0,2%. Contudo, pelas 9:00, a moeda única europeia mudou abruptamente de trajectória: passou a ceder 0,21% para valer 1,1710 dólares.

 

Assim, a divisa da Zona Euro recua pelo terceiro dia, em vez de estar a recuperar das duas desvalorizações anteriores.

 

A mudança de trajectória coincidiu, também, com a notícia sobre Mario Draghi e Jackson Hole.

 

Petróleo em alta

 

Os preços do petróleo estão a subir esta quarta-feira, com a expectativa de que seja divulgada uma quebra das reservas de matéria-prima na semana passada.

 

Em Londres, mercado de referência para as importações nacionais, a subida é pelo segundo dia. Cada barril de Brent do Mar do Norte negoceia nos 51,22 dólares, avançando 0,83%.

 

Já em Nova Iorque, a valorização é de 0,69%, levando o barril de West Texas Intermediate a transaccionar nos 47,88 dólares por barril.

 

Ouro cai pelo terceiro dia

 

O ouro está hoje a recuar pelo terceiro dia consecutivo, com o seu estatuto de refúgio a determinar a evolução: sem tensão entre EUA e Coreia do Norte, a tendência é para haver um afastamento dos investidores face ao metal precioso.

 

Cada onça de ouro está a ser transaccionada por 1.270,15 dólares, uma quebra de 0,11% em relação a ontem.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

Numa economia avançada inerentemente deflacionista por força da acentuada e irreversível substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital, do avanço tecnológico exponencial e do envelhecimento da população, que será cada vez mais saudável mesmo em avançada idade, as taxas de juro negativas serão não só uma realidade como uma necessidade.

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Anónimo Há 1 semana

Numa economia avançada inerentemente deflacionista por força da acentuada e irreversível substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital, do avanço tecnológico exponencial e do envelhecimento da população, que será cada vez mais saudável mesmo em avançada idade, as taxas de juro negativas serão não só uma realidade como uma necessidade.

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